Escritor Mia Couto é recebido na UFRGS

12 de novembro de 2012 às 19:29
Mia Couto lançou no último domingo, na 58ª Feira do Livro de Porto Alegre, o romance A Confissão da Leoa – Foto: Cadinho Andrade

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Um dos escritores em Língua Portuguesa de maior reconhecimento na atualidade, o moçambicano Mia Couto foi recepcionado pelo reitor Carlos Alexandre Netto no final da tarde de hoje. O escritor, que também atua como biólogo, veio a Porto Alegre para participar da 58ª Feira do Livro e seguia para uma palestra no Salão de Atos da UFRGS.

Nascido na cidade de Beira em Moçambique, Couto teve seus livros traduzidos da Língua Portuguesa, oficial em seu país, para outros seis idiomas. Durante a 58ª Feira do Livro de Porto Alegre, no último fim de semana, ele lançou A Confissão da Leoa, sua mais recente obra divulgada no Brasil. Dentre suas obras publicadas em terras verde-amarelas, destacam-se O fio das miçangas, E se Obama fosse africano, Antes de nascer o mundo, Estórias abensonhadas e Terra sonâmbula.

Uma inspiração para a obra de Mia Couto tem sido seu país natal. No encontrou com o reitor da UFRGS, Moçambique também esteve entre os assuntos. Segundo Couto, desde 1992, com o fim da guerra civil, o país está cada vez melhor, pois “há paz e uma situação política mais estável”, disse. Sobre a literatura de Moçambique, o escritor lamentou as dificuldades por que passa essa área, enquanto outras artes são desenvolvidas. “Estamos pagando o preço da ausência de escolas. Com tantas línguas habitando o país, se não há escola, não há Língua Portuguesa”, comentou Couto.

Netto comentou a abertura da UFRGS para receber estudantes africanos, especialmente de Cabo Verde, Angola e Moçambique, pelo Programa Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G). Para o escritor, a formação profissional dada por universidades brasileiras lega não só o conhecimento técnico aos estudantes, mas também uma melhora de autoestima.

Livro de Ouro – Na sequência da recepção, o reitor convidou ao moçambicano para assinar o Livro de Ouro da UFRGS. “Estive nesta casa como uma residência do saber, dos saberes plurais onde se encontram povos e nações, nessa viagem para um mundo melhor. Senti-me em família. Isso não se agradece senão de maneira moçambicana. Kanimambo [obrigado]”, foi o recado que gravou Mia Couto.

O reitor presenteou o escritor com um gravura do pintor Eduardo Vieira da Cunha, que está em exposição na Sala Fahrion (2º andar da reitoria).

Também recepcionaram o Mia Couto a diretora do Instituto de Letras Jane Tutikian, o pró-reitor de Pesquisa José Carlos Frantz, a pró-reitora de Extensão Sandra de Deus, o secretário de Comunicação Social Ricardo Schneiders e as vice-pró-reitoras de Graduação Andréa Benites e de Pós-Graduação Lívia Pedersen de Oliveira, entre outros convidados.

Depois do encontro com Netto, Mia Couto ministraria uma palestra na série de seminários Fronteiras do Pensamento, sendo o último convidado da edição 2012.

 

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