Professor da UFRGS é escolhido como interlocutor da Rede de Capacitação em IA da ONU

Docente do Instituto de Informática recebeu indicação oficial do Ministério das Relações Exteriores

05 de fevereiro de 2026 às 08:52
Edson em visita à sede das Organização das Nações Unidas em Nova York / Arquivo pessoal

Edson Prestes, professor do Instituto de Informática, foi indicado como ponto focal da UFRGS junto à Rede de AI Capacity Building da Organização das Nações Unidas (ONU), iniciativa internacional voltada ao fortalecimento de capacidades em Inteligência Artificial (IA). A escolha ocorre no contexto da integração do Instituto de Informática à rede, após indicação oficial do Ministério das Relações Exteriores.

Coordenada no âmbito do sistema ONU, a Rede de AI Capacity Building reúne universidades, centros de pesquisa, governos, empresas e organizações internacionais com o objetivo de compartilhar recursos, conhecimentos e boas práticas em áreas estratégicas da IA. Entre os eixos centrais estão a formação de pessoas qualificadas, o desenvolvimento e a adaptação de modelos de Inteligência Artificial, o acesso à infraestrutura computacional e a criação de bases de dados relevantes para enfrentar desafios sociais, econômicos e ambientais.

Segundo Edson, a solicitação feita por representantes do Itamaraty decorreu de seu envolvimento contínuo em organizações internacionais e multilaterais e de suas contribuições à área de IA, relacionadas à governança e à regulação do domínio, à elaboração de padrões técnicos internacionais, entre outros: “Eu imaginei que este convite deveria ser estendido ao nosso Instituto de Informática para que não apenas o meu grupo se beneficiasse da rede, mas todos os integrantes do Instituto”, relembra.

Edson (esquerda) ao lado do secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: Arquivo pessoal

Benefícios para toda a Universidade

O Instituto de Informática da UFRGS passa a atuar como um dos centros de referência do Brasil nesse esforço coletivo, junto às Nações Unidas. De acordo com relatório recente do secretário-geral da ONU, a concentração das capacidades tecnológicas avançadas em poucos países pode aprofundar desigualdades globais e limitar o potencial da IA para o desenvolvimento sustentável, caso não sejam adotadas estratégias coordenadas de capacitação. A participação institucional prevê a disponibilização transparente de recursos, como expertise acadêmica, projetos de pesquisa, experiências em formação e, quando possível, infraestrutura, em benefício dos demais integrantes da rede.

Conforme o professor, ele será responsável pela comunicação e articulação com as Nações Unidas e com os demais centros participantes da Rede de AI Capacity Building. “Penso que os benefícios serão distribuídos por toda a Universidade, já que IA diz respeito não apenas à Informática, mas a todos os cursos em menor ou maior grau como Psicologia, Educação, Direito, Filosofia, etc.”, pontuou.

A atuação de Edson incluirá o acompanhamento das iniciativas conjuntas, a organização das contribuições do Instituto de Informática e a participação nas discussões estratégicas voltadas à promoção de uma Inteligência Artificial mais inclusiva, responsável e socialmente orientada. “Esta participação trará inúmeros benefícios como o compartilhamento de melhores práticas (metodologias, dados, algoritmos) e infraestrutura computacional; mobilidade acadêmica; fomento à pesquisa em rede; projetos conjuntos de capacitação humana; parcerias com empresas e organizações não governamentais internacionais, entre outros. Isso ampliará as cooperações existentes não apenas do Instituto de Informática, mas também de toda a UFRGS”, relata.

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