Sucesso no projeto piloto encoraja a startup STRESSTEC a ampliar mercado e a ofertar serviços especializados
Marcelo Favaro Borges, engenheiro mecânico formado pela UFRGS, é um dos sócios da Startup STRESSTEC Engenharia Ltda, incubada na Hestia desde o segundo semestre de 2015. Trata-se de uma empresa de engenharia com foco em inovação, traduzida em produtos, processos e serviços voltados ao setor de energia, com base na união de conceitos teóricos, experimentais, atuação em campo e principalmente soluções inteligentes. A ideia da empresa surgiu em 2013 e foi formalizada em 2014, quando quatro engenheiros cursando programas de pós-graduação (doutorado) também na UFRGS decidiram se unir para criar um negócio que prestasse serviços de engenharia e consultoria em projetos mecânicos e simulação numérica. Marcelo, que comemora uma das fases mais promissoras do empreendimento, contou um pouco sobre a trajetória da STRESSTEC, além da experiência da entrega expressiva realizada recentemente e dos planos para o futuro do negócio.
O jovem empreendedor revelou que os sócios deram o primeiro passo buscando informações ligadas às questões legais do processo de constituição de empresas, além de pesquisa de mercado para identificar potenciais clientes, disse ainda que o empreendimento começou com muito entusiasmo e, paradoxalmente, quase sem recursos. “No começo trabalhávamos em casa e a empresa só tinha um endereço de referência, não tínhamos espaço físico, telefone fixo, site, nada mesmo além de pessoas e computadores.” pontua Marcelo. Hoje a empresa conta com uma infraestrutura completa, que engloba uma área física de 1500 m² em um pavilhão industrial localizado em condomínio na cidade de Gravataí, região metropolitana de Porto Alegre, além de softwares e computadores que compõe a infraestrutura tecnológica. “Nosso pavilhão é dividido em três áreas principais: estoque, produção e montagem e teste. Então, hoje, teste também está no nosso portfólio de serviços “.
No tocante ao quadro de funcionários, após a saída de um dos sócios e inserção de outros membros, a equipe conta hoje com 8 colaboradores, entre engenheiros e estagiários. “[…] nossa equipe é pequena e pretendemos mantê-la o mais enxuta possível porque nos dá flexibilidade enquanto modelamos nosso negócio e, consequentemente, nosso escopo de atuação” explica Marcelo.
A empresa, que começou sua trajetória desenvolvendo equipamentos e projetos, identificou oportunidades de crescimento na fabricação de produtos customizados: “Hoje temos condições de projetar, fabricar e testar o equipamento, e, desde o inicio de 2016, montamos uma equipe também para instalá-los. Estamos modelando nosso negócio para fornecer uma solução integrada para equipamentos customizados.” conta Marcelo, acrescentando que a grande inovação no segmento é o oferecimento de todo o escopo, já que a maioria das empresas foca apenas no desenvolvimento de projeto ou fabricação.
Sobre a entrega realizada recentemente, de um equipamento que trabalha com direcionamento, medição de qualidade de líquidos e gases, ligada ao processo industrial da área de Petróleo e Gás, a equipe está satisfeita com a experiência e comemora os resultados, “Conseguimos cumprir os prazos e todas as exigências do cliente. O primeiro produto já está instalado, comissionado e funcionando. Foi um sucesso, ter o primeiro produto funcionando e a garantia de que atendeu todas as expectativas nos deu tranquilidade”, afirma.
Sem título
Finalmente questionado sobre os planos de crescimento para a startup, Marcelo, em tom otimista, enfatiza que a equipe pretende trabalhar com mais afinco no desenvolvimento de um produto próprio e na expansão para novos mercados. O sócio admite que é mais fácil trabalhar com equipamentos customizados, embora a dependência de projetos tão específicos possa representar risco para a empresa: “São projetos grandes, mas localizados, então podemos correr o risco de ficar seis meses sem trabalho ou sem conseguir um trabalho do mesmo porte.” desta forma Marcelo acredita que um dos passos essenciais para que a empresa se consolide no mercado seja a criação de um produto, e, posteriormente, de uma linha de produtos com demanda fixa. “Queremos, num prazo máximo de 3 anos, ter nosso próprio produto no mercado, porém no segmento eólico e por isso contamos com a Hestia, para enxergar essas oportunidades, mapear mercado, enfim…” e finaliza: “estamos desenvolvendo produtos e serviços em outros setores, aprendendo sobre demandas de novos mercados para garantir a fidelidade dos nossos clientes”.
A STRESSTEC evoluiu substancialmente ao longo do período de incubação na Hestia e tão logo finalizados os vínculos acadêmicos de mestrado e doutorado, os sócios iniciarão o já pautado plano de dedicação exclusiva e se consideram seguramente preparados para atingir novos mercados, inclusive estudam propostas de investimento como meio de acelerar o processo de criação de sua linha própria e de ampliar a oferta de serviços especializados em seu portfólio.
Fonte: Assessoria de Comunicação da Incubadora Hestia