A banda Semsono

Dia 8/11/19 rolou a estreia d’A Banda SemSono fora do IFRS Campus Alvorada, na Casa Obscura, a convite do querido Eduardo Normann, que também subiu ao palco com a Space Rave. A Banda SemSono foi formada no âmbito da Linha de Pesquisa Semiótica e Sonoridades do IFRS Campus Alvorada, em 2019. O grupo possui duas performances sonoras: Telephonic Youth, uma homenagem aos guitarristas Thurston Moore e Lee Ranaldo com um toque de indeterminação; e Pato/Bato, uma mistura de gêneros musicais como no wave, noise, pós-punk e shoegaze com vídeos do youtube e materiais do dia-a-dia como ventiladores, telefone celulares, fidget spinners, escovas de dentes e moedas.

O trio é composto por Marcelo Bergamin Conter (guitarra e apetrechos), Juliana Henriques Kolmar (baixo e apetrechos) e Eric Lima Pedott (teclados e vídeos do YouTube).Link para um excerto do show de sexta:

Artigo na revista Eco-Pós

Saiu mais um artigo relacionado à pesquisa “O timbre como afeto no rock independente brasileiro: uma abordagem semiótica”. Desta vez, integra o dossiê temático “A Música e suas Determinações Materiais” da revista Eco-Pós. É uma parceria de Marcelo B. Conter com Nilton Carvalho.

RESUMO: Este artigo visa compreender como gêneros de música pop expandem suas fronteiras através de processos de diferenciação, principalmente na atualização de sua diversidade timbrística. O timbre é uma qualidade sonora que opera afetivamente, forçando diferentes corpos sonoros a se misturarem entre si. Afecções desta ordem podem ocorrer, por exemplo, nas canções de artistas que arranjam seus instrumentos musicais e demais equipamentos de forma atípica. Observamos a relação entre estes agentes a partir da Teoria das Materialidades da Comunicação. Além disso, entrelaçamos a Semiótica da Cultura com as Teorias do Afeto para compreender as processualidades dos encontros culturais e semânticos fronteiriços, acionados nas afecções dos timbres. Como exemplo prático, observamos o caso do pós-punk com a banda brasileira RAKTA e do world music com o conjunto congolês KOKOKO!, de modo a contribuir no entendimento das dimensões políticas do timbre. O artigo ainda pretende repensar as relações políticas e os enfrentamentos sonoros provocados no contexto do Sul Global.

PALAVRAS-CHAVE: Teorias do Afeto; Semiótica; Materialidades da Comunicação; gêneros musicais; música pop.https://revistaecopos.eco.ufrj.br/…/article/view/27430/pdf