Dia 10 de setembro, Marcelo B. Conter e Juliana Kolmar apresentaram o trabalho “Band in a Girl: timbragem, afetos e feminismo no rock independente brasileiro”, que integra o projeto de pesquisa “O timbre como afeto no rock independente brasileiro: uma abordagem semiótica” no evento online A(na)rqueologias Pandêmikas – Mesa 4: Desnormatizações em movimentos anarqueológicos.
Foi publicado este maravilhoso artigo sobre uma de nossas bandas preferidas, a Cocteau Twins: Pink Orange Red: interpretação, sentido e presença nas canções da banda Cocteau Twins
Aline Gabrielle Renner, Marcelo Bergamin Conter.
Resumo
Este artigo tem por objetivo analisar alguns movimentos de busca por sentido nas letras da banda escocesa Cocteau Twins efetuados por fãs na internet. A pronúncia indecifrável da vocalista Elizabeth Fraser, assim como o fato de a banda ter raramente divulgado as letras oficiais de suas canções, gerou grande especulação em sites e fóruns acerca de seus “sentidos ocultos”. Num primeiro momento, propomos uma análise das interpretações da canção Pink Orange Red a partir dos conceitos de interpretação e superinterpretação de Umberto Eco. Em seguida, propomos pensar o método de composição de Fraser à luz da noção de “produção de presença”, de Hans Ulrich Gumbrecht. A reflexão sobre o tema permite o questionamento das experiências possíveis com o potencial esgotamento da fruição sensorial da música na busca de sentido em seu elemento textual.
Confira no link: https://seer.ufrgs.br/intexto/article/view/91185?fbclid=IwAR1MsosiMsONK4oIHegVXDfv1SIjP0yK_YnxDqtZ_Vc9J541uivTL8zvbaI