Bem-vindo ao Projeto ALMA-H UFRGS / CAU

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O QUE É O PROJETO ALMA?

O Atlas Linguístico-Contatual das Minorias Alemãs na Bacia do Prata (ALMA) é um macroprojeto desenvolvido em conjunto pelas áreas de Romanística (da Christian-Albrecht-Universität de Kiel – CAU, Alemanha) e Germanística (do Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, Brasil), sob a coordenação de Harald Thun (Kiel) e Cléo V. Altenhofen (Porto Alegre). O projeto segue o princípio “federativo”, reunindo subprojetos das diferentes variedades do alemão (saiba mais) com metodologia e dados comparáveis que possam, futuramente, serem reunidos em um estudo comum, como um puzzle que permita descrever a completude da variação da língua alemã falada por populações imigrantes na área central da grande Bacia do Prata.

 

A fase atual do macroprojeto ocupa-se com o ALMA-H, que enfoca o Hunsrückisch – definido como uma coiné de contato com o português derivada historicamente do contínuo dialetal de base francônio-renana e francônio-moselana do alemão como língua de imigração trazida, a partir da primeira metade do séc. XIX, sobretudo ao Rio Grande do Sul, leste de Santa Catarina, Paraná e Espírito Santo.

Mapa da Rede de Pontos

A rede de pontos de pesquisa do ALMA-H é transnacional e, no Riograndenser Hunsrückisch, segue as migrações dos falantes das colônias velhas e novas do Rio Grande do Sul (RS01 a RS23) para áreas do centro e oeste de Santa Catarina (SC03 a SC06), sudoeste do Paraná (PR02 e PR03), Mato Grosso (MT01 e MT02), Misiones na Argentina (AR01 a AR03) e Paraguai (PY01 a PY04). Abrange, além disso, os pontos PR01, no leste do Paraná, e SC01 e SC02, do Ost-Catarinenser Hunsrückisch, que se desenvolveram independente à margem da variedade rio-grandense.

Veja o mapa

Dados de Entrevistas

O banco de dados do ALMA-H engloba dados escritos e orais sobre o Hunsrückisch e demais variedades do alemão em contato com o português e demais línguas na Bacia do Prata. Em cada uma das 41 localidades que constituem a rede de pontos do ALMA-H, foram feitas entrevistas com questionário com quatro grupos de falantes, conforme a escolaridade (Ca e Cb) e a faixa etária (GI e GII), totalizando 372 informantes e 128 entrevistas. Essas entrevistas com questionário somam cerca de 800 horas de gravação, sendo a duração média de uma entrevista de 4-5 horas.

Veja o perfil dos informantes

Amostras de Fala

Além das entrevistas com questionário, o projeto ALMA-H coletou um corpus de etnotextos representativos do Hunsrückisch, em que se reuniu diferentes tipos de texto sobre os mais variados temas e estilos de uso da língua, do literários ao mais  coloquial. Com isso, pretende-se oferecer um quadro significativo de elementos da cultura local, visando tanto subsidiar a análise sociológica do estado da língua e do plurilinguismo na localidade, quanto suplementar os dados coletados nas entrevistas ou mesmo ações de promoção e educação plurilíngue, ampliadas no projeto IHLBrI (ver), em andamento.

Veja amostras de fala

Variedades do Alemão

O Hunsrückisch (pt. hunsriqueano, também Hunsrick, Hunsbucklisch, Deitsch) representa a variedade mais difundida e com maior número de falantes, dentre as 14 variedades do alemão identificadas no Brasil e Bacia do Prata. Estima-se, com base no censo de 1940 e 1950 do IBGE e em dados mais recentes do BIRS (ver), um total de cerca de 1.200.000 falantes de Hunsrückisch nessa área (cf. Altenhofen 2017, artigo encaminhado). Entre as demais variedades, encontra-se como “variedade onipresente” o Hochdeutsch (ou Hochdeitsch) local, além do pomerano, do vestfaliano e de outras variedades faladas em pontos específicos.

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Atlas Linguísticos

O ALMA-H faz parte da trilogia rio-platense, de Harald Thun, que abrange além disso o ADDU (Atlas lingüístico Diatópico y Diastrático del Uruguay) e o ALGR (Atlas lingüístico Guaraní-Románico). Cada um desses atlas enfoca um tipo de contato linguístico distinto: línguas de colonização português e espanhol (ADDU), língua nativa ameríndia guarani e de colonização espanhol e português (ALGR), língua minoritária de imigração alemã Hunsrückisch e de colonização português e espanhol (ALMA-H). Vale destacar também o ALERS (Atlas Lingüístico-Etnográfico da Região Sul do Brasil – ver) como base fundamental de estudo.

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Estudos prévios

Complementam o banco de dados do ALMA-H uma série de estudos pontuais, sobretudo de Teses e Dissertações defendidas não apenas no âmbito do PPG-Letras da UFRGS, como também orientadas por Harald Thun, na Univ. Kiel, e pelos demais professores colaboradores (ver Equipe Atual), e não apenas com dados do Hunsrückisch como também de outras variedades do alemão faladas na área em estudo.

Veja Teses e Dissertações

HUNSRÜCKER PLATT NO BRASIL

Em entrevista concedida ao canal SWR, da Alemanha, durante o programa Landesschau, o professor e linguista Cléo Altenhofen falou sobre a língua de imigração Hunsrückisch, que não é apenas tema de seus estudos, mas também sua língua materna.

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