Intitulado “Women’s participation in MOOCs in the IT area”, o artigo investiga se o perfil, a persistência e as notas das alunas difere em relação aos atributos dos estudantes masculinos. Foram analisados dados de 4.452 alunos, cerca 30% destes eram mulheres, matriculados em quatro MOOCs (Massive Open Online Courses) com temas tecnológicos da plataforma de cursos online Lúmina/UFRGS.
A análise dos dados aponta para um perfil igual de participação e desempenho de ambos os sexos em cursos onde as mulheres são sub-representadas, o que pode indicar uma mudança na tendência de participação das mulheres nos cursos de informática. No entanto, é importante destacar que as matrículas femininas foram bem menores e que as matrículas de ambos os sexos representam uma subpopulação brasileira privilegiada – alunos com pelo menos o diploma de bacharel – o que desafia a visão de que os MOOCs são uma tecnologia educacional democratizante.
Segundo a professora Gabriela Perry: “Nossa motivação foi mesmo ver se tinha poucas mulheres nos cursos de TI. Quem teve essa ideia foi a Napoliana (Doutorando do PPGIE/UFRGS), e em parte foi por causa do impacto do curso sobre Feminismos, que teve uma repercussão enorme. Além disso, eu e a Marlise (Coordenadora do Napead) sempre debatemos sobre a democratização do ensino por meio dos MOOCs, e na hora, me pareceu que a ideia de olhar os cursos de TI tinha a ver com isso”
