PodCast Semioses Afetivas do Timbre #5 – Sintetizadores

O PodCast Semioses afetivas do timbre trata-se de uma série em que apresentamos o resultado de um projeto de pesquisa coordenado pelo Prof. Dr. Marcelo Bergamin Conter entre 2018 e 2021. O projeto foi realizado no Instituto Federal do Rio Grande do Sul e contou também com o apoio do CNPq e da FAPERGS.

Neste episódio, vamos centrar nossas atenções para os timbres produzidos pelos sintetizadores.  Vamos observar o uso deste instrumento na obra  de algumas das bandas que entrevistamos em nosso projeto. Em destaque, neste episódio, observaremos as técnicas dos seguintes artistas: Paula Rebellato, vocalista e tecladista do trio Rakta, de São Paulo; Desirée Marantes e seu projeto individual Harmônicos do Universo, também de São Paulo; Zeca Viana, de Recife; e Mario Arruda, produtor e vocalista da banda Supervão, de São Leopoldo

Episódio 05 – Sintetizadores

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Locução
Juliana Kolmar
Gabriel Gularte
Ligia Lazevi

Edição de áudio
Laufe Bitencourt

Texto
Eric Pedott

Revisão de texto
Marcelo Bergamin Conter

Entrevistados

Zeca Viana
Desirée Marantes
Mario Arruda
Paula Rebellato
Carla Boregas

Trilha Musical

Kraftwerk – Taschenrechner
Zeca Viana – Clínica de Brinquedos
Harmônicos do Universo – Para o Alto; Nashira; Vega
Rakta – WARA (笑笑)
Supervão – Loteria; Asabelha e a Capoeira; Cadilac Olodum; Degradê; Fim de Nós; Amiga Online (feat. Olho Mecânico)
Zeca Viana – Estância; Olhar de Neon; Hotel Malibu

Referências Bibliográficas

UEHARA, H. Joy division / new order: nada é mera coincidência. São Paulo: Landy, 2006.

Artigo “A força afetiva do timbre na obra de Rakta: Rituais sônicos e transformações corpóreas”

Foi publicado no dia 1 de dezembro na Revista Tropos: Comunicação, sociedade e cultura V.10 n 2 (2021) da Universidade federal do Acre, o artigo: “A força afetiva do timbre na obra de Rakta: Rituais sônicos e transformações corpóreas” escrito pelo Prof. Dr. Marcelo Bergamin Conter em conjunto do bolsista de I.C. Eric Pedott.

O artigo é parte do projeto de pesquisa O timbre como afeto no rock independente brasileiro: uma abordagem semiótica e reflete sobre os processos sígnicos que emergem das construções de timbragem realizadas pela banda RAKTA em suas composições, objetivando compreender o timbre como um agente de comunicação afetiva que opera através de uma lógica imanente. Para tanto, adotamos por perspectiva teórica a filosofia da diferença de Deleuze e Guattari. Nesta perspectiva, o timbre não se reduz à sua forma atual: há ainda um lado virtual do timbre, que se expande a cada atualização, efetuando uma dobra afetiva de si. Como metodologia de análise, mapeamos (1) a máquina sociotécnica que condiciona as timbragens e (2) as atualizações dos timbres ao vivo e no estúdio; em seguida, (3) descrevemos as semioses afetivas que decorrem dessas atualizações.”  

A obra da Rakta nos permite efetuar uma análise sobre a força afetiva das sonoridades de suas composições musicais, em especial nas transformações corpóreas que decorrem das atualizações de timbragens, visto que todos os membros têm uma grande preocupação com este elemento, empregando diversos equipamentos de modulação sonora nas composições. Nossa proposta é a de que o timbre possa ser observado através de um modelo comunicacional imanente. Ao invés de ser um transmissor de emoções, o timbre é aqui apresentado tanto como um evento (o resultado de uma mistura de corpos) como um corpo transformado (afeto). Nesta perspectiva, o timbre não é reduzido apenas à sua forma atual. Há ainda um lado virtual do timbre que expande sua virtualidade a cada atualização e que efetua uma dobra afetiva de si. Temos como prognóstico que as semioses afetivas do timbre na obra da Rakta criam uma comunicação menor, em que a precariedade, o feminismo, políticas do corpo e outras micropolíticas se expressam afetivamente, e que mesmo sendo de forma não-logocêntrica, são capazes de engendrar novos mundos sônicos possíveis.

Confira o artigo completo clicando aqui.

Acesse a revista por aqui.

Improviso, literatura e lançamentos: uma conversa com a banda Rakta
Rakta: Em ordem de aparição, Paula Rebellato (vocais e sintetizador), Carla Boregas (baixo e sintetizador) e Maurício Takara (bateria e eletrônicos). Fonte: https://musicnonstop.uol.com.br/improviso-literatura-e-lancamentos-uma-conversa-com-rakta-que-participa-do-festival-nao-existe/

PodCast Semioses Afetivas do Timbre #4 – Band In a Girl

O PodCast Semioses afetivas do timbre trata-se de uma série em que apresentamos o resultado de um projeto de pesquisa coordenado pelo Prof. Dr. Marcelo Bergamin Conter entre 2018 e 2021. O projeto foi realizado no Instituto Federal do Rio Grande do Sul e contou também com o apoio do CNPq e da FAPERGS.

Neste episódio, vamos observar como as dicotomias de gênero, em especial o feminino versus o masculino, afetam e são afetadas pelo timbre no rock independente brasileiro através da obra musical de diversas musicistas. 

Episódio 04 – Band In A Girl



Locução:
Juliana Kolmar / Lígia Lazevi

Edição de áudio:
Laufe Bitencourt

Texto:

Marcelo Bergamin Conter, Juliana Kolmar, Ingrid Luz e Gabriel Gularte

Revisão de texto:
Eric Pedott e Jeferson Costa

Entrevistados:

Maria Joana de Avellar

Samira Winter

Julia Barth

Letícia Rodrigues

Paula Rebellato

Gabriela Terra

Bruna Vilela

Foley:

Marcelo Bergamin Conter

Trilha musical:
Marcelo Bergamin Conter – Vinhetas Sonoras

Cine Baltimore – Saca

Miêta – Room

Winter – Crazy

Winter – I Feel

Cine Baltimore – Cowgirl

My Magical Glowing Lens – Dreaming Pool

Rakta – Atrativos da Mentira

My Magical Glowing Lens – Azul Cósmico

Cine Baltimore – Os Astronautas Voltam Sempre Estranhos 

Sterea – Frusci

Cine Baltimore – Saca

Cine Baltimore – Yeah Yeah Yeah

Rakta – Falha Comum

Harmônicos do Universo – Maia 

Adorável Clichê – Derrota

Adorável Clichê – Compressa

Miêta – Math

Rakta – Filhas do Fogo

Rakta – Fim do Mundo

Referências bibliográficas

DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Mil Platôs – capitalismo e esquizofrenia 2, vol. 4. São Paulo: Ed. 34, 2012.

FONAROW, Wendy. Empire of dirt: The aesthetics and rituals of british indie music. Wesleyan University Press, 2006.

OAKES, Kaya. We’re gonna have to be the band: Olympia, Riot Grrrl, and the Great Independence. IN: ______. Slanted and enchanted: the evolution of indie culture. Holt Paperbacks, Nova Iorque, 2009. p. 136-153.

THOMPSON, Marie. Gossips, Sirens, Hi-Fi Wives: Feminizing the Threat of Noise. IN: GODDARD, M.; HALLIGAN, B.; SPELMAN, N (Orgs.). Resonances: noise and contemporary music. Norfolk: Bloomsbury, 2013. p. 297-311.

WAKSMAN, Steve. Instruments of desire: the electric guitar and the shaping of musical experience. Harvard University Press, Cambridge/London, 1999.

Congresso Therolinguista: A(na)rqueologias da Terra

Começa amanhã, dia 18 de Novembro de 2021, o Congresso Therolinguista: A(na)rqueologias da Terra, que integra parte da programação do 7º Festival Kino Beat. A transmissão será feita a partir de link no youtube: https://www.youtube.com/watch?v=dzNAKqxgrGU

“Seguindo o convite de Ursula Le Guin de disseminar a investigação therolinguística, o grupo A(na)rqueologias apresenta um encontro, no formato de congresso, que pretende ser um espaço de reflexões e propostas para uma retomada de comunicação entre seres humanos e não-humanos. Para além de um coletivo de pesquisadores, a A(na)rqueologia apresenta-se como um método científico e fabulatório para ressignificar os estratos dos fenômenos tecnológicos e comunicacionais.”

O festival, organizado em parceria pela Secretaria da Cultura do Estado do Rio Grando do Sul, Oi e Associação de Therolinguística, ocorre entre os dias 14 e 30 de Novembro em modelo híbrido, com encontros on-line e presenciais, confira a programação completa no site.

https://kinobeat.com/


PodCast Semioses Afetivas do Timbre #3 – Setups

O PodCast Semioses afetivas do timbre trata-se de uma série em que apresentamos o resultado de um projeto de pesquisa coordenado pelo Prof. Dr. Marcelo Bergamin Conter entre 2018 e 2021. O projeto foi realizado no Instituto Federal do Rio Grande do Sul e contou também com o apoio do CNPq e da FAPERGS.

Neste episódio, vamos falar sobre a relação que os músicos independentes desenvolvem com seus equipamentos musicais no contexto brasileiro atual, cheio de adversidades como taxa de câmbio desfavorável, renda baixa e falta de iniciativas públicas de apoio à música. Nesse ambiente, os artistas precisam se adaptar com o pouco equipamento de que dispõem para desenvolver uma música complexa em timbragens.

Episódio 03 – Setups

Locução:
Juliana Kolmar / Gabriel Gularte

Edição de áudio:
Laufe Bitencourt

Revisão de texto:
Ana Clara Maia Beltrão dos Reis e Lucas Nucci Macedo

Foley:
Marcelo Bergamin Conter

Entrevistados:
Samira Winter
Gabriela Terra
Luden Viana
Benke Teixeira
Desirée Marantes
Bruna Vilela

Trilha musical:
Marcelo Bergamin Conter – Trilhas Instrumentais
My Magical Glowing Lens – Noite Estrelada (ao vivo no Bate, POA, 2017)
Cinde Baltimore – Saca
Winter – Jam no encerramento de show no Bate, POA, 2017
My Magical Glowing Lens – Space Woods
E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante – Medo de Tentar
Boogarins – Onda Negra
My Magical Glowing Lens – Dreaming Pool
Harmônicos do Universo – Todo fim é um começo
Winter – Sunshine Divine
Miêta – I Like You So Much Better When I’m Down
Winter – Alligator (ao vivo no Bate, POA, 2017)
Cine Baltimore – O Veneno

PodCast Semioses Afetivas do Timbre #2 – Afetos do Timbre

O PodCast Semioses afetivas do timbre trata-se de uma série em que apresentamos o resultado de um projeto de pesquisa coordenado pelo Prof. Dr. Marcelo Bergamin Conter entre 2018 e 2021. O projeto foi realizado no Instituto Federal do Rio Grande do Sul e contou também com o apoio do CNPq e da FAPERGS.

No episódio de introdução, apresentamos o problema de pesquisa e o contexto histórico, social, tecnológico e político em que as bandas brasileiras que estamos estudando estão inseridas. Como foi dito, nos interessa pensar sobre os afetos que são gerados pelos timbres das músicas dessas bandas. Por isso, neste episódio, vamos explicar o que são os timbres e como eles podem ser observados como afetos.

Episódio 2 – Afetos do timbre

Créditos

Locução:
Juliana Kolmar / Gabriel Gularte

Edição de áudio:
Laufe Bitencourt

Revisão de texto:
Ligia Lazevi

Efeitos sonoros:
Laufe Bitencourt
Ligia Lazevi
Marcelo Bergamin Conter

Trilha musical:
Marcelo Bergamin Conter – Vinhetas instrumentais
Laufe Bitencourt – Vinhetas instrumentais
My Magical Glowing Lens – Sideral
Boogarins – Dislexia ou transe
Miêta – Ages
E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante – Karoshi
RAKTA – Ruína
Supervão – Depois do fim do mundo
Le Almeida – Enamorandius
Harmômicos do Universo – um dia de sol no inverno
My Magical Glowing Lens – Raio de sol
Boogarins – Invenção
Cine Baltimore – Yeah Yeah Yeah
Gentrificators – Beatcoins

PodCast Semioses Afetivas do Timbre #1 – Introdução

O PodCast Semioses afetivas do timbre trata-se de uma série em que apresentamos o resultado de um projeto de pesquisa coordenado pelo Prof. Dr. Marcelo Bergamin Conter entre 2018 e 2021. O projeto foi realizado no Instituto Federal do Rio Grande do Sul e contou também com o apoio do CNPq e da FAPERGS.

Já temos alguns artigos acadêmicos e apresentações em vídeo publicados, mas com o PodCast pretendemos apresentar os resultados da pesquisa de uma forma didática e mais solta da rigidez da escrita científica. Vamos curtir o primeiro episódio? Basta dar o play:

Episódio 01 – Introdução

Circulando pela cena do rock independente brasileiro, passamos a acompanhar bandas inspiradas pelas sonoridades do pós-punk e pós-rock. Para estes conjuntos, a composição das timbragens é bastante importante – não é à toa que carregam enormes pedaleiras em suas turnês. Ao invés de agrupar músicas com timbragens similares, o indie rock se constitui como gênero musical através da heterogeneidade timbrística. Cada banda tem seu som próprio, e às vezes esse som muda de um disco pro outro ou até de uma música pra outra.

O timbre desempenha um papel central, muitas vezes até mais do que a letra da música, e é aí que entra nossa pesquisa. O objetivo do projeto é analisar o timbre na música independente brasileira como um agente de comunicação afetiva.

Nesse primeiro episódio, Marcelo e os bolsistas Gabriel e Juliana fazem uma introdução do projeto, explicando os objetivos e as motivações. No próximo episódio, serão apresentadas as principais teorias empregadas. Do terceiro episódio em diante entram as análises, contando com depoimentos das bandas estudadas.

Créditos

Locução:
Juliana Kolmar / Gabriel Gularte / Marcelo Bergamin Conter

Edição de áudio:
Laufe Bitencourt

Revisão de texto:
Lucas Nucci Macedo

Trilha musical:
Gentrificators – Facebook Memories
Gentrificators – Beatcoins
Gentrificators – 34,4 km/s
Gentrificators (feat. Eric Pedott, Juliana Kolmar) – Krakatoa 2020
Marcelo Bergamin Conter – Daydreaming while crossfitting
Marcelo Bergamin Conter – Vinhetas instrumentais
Laufe Bitencourt – Vinhetas instrumentais

Artigo “A composição de timbragens no rock independente brasileiro: afecções do tecnocolonialismo e da precariedade no setup dos músicos”.

Foi publicado no dia 31 de Julho na Revista do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Ceará, v.12 n.1 (2021): Dossiê Semiótica e Culturas da Comunicação, o artigo “A composição de timbragens no rock independente brasileiro: afecções do tecnocolonialismo e da precariedade no setup dos músicos” escrito pelo Prof. Dr. Marcelo Bergamin Conter e Gabriel Gularte.

O artigo é parte do projeto de pesquisa “O timbre como afeto no rock independente brasileiro: uma abordagem semiótica” e aborda a formatação dos setups (o arranjo de instrumentos e aparelhos musicais) e os atravessamentos estéticos, agenciamentos sociais, tecnológicos, econômicos e até políticos que afetam os processos artísticos de produção de timbres na obra das seguintes bandas: Rakta; Boogarins; Winter; My Magical Glowing Lens; Cine Baltimore; Sterea; Adorável Clichê; Supervão; Zeca Viana; Harmônicos do Universo; E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante; e Miêta.

Acesse em: http://periodicos.ufc.br/passagens/article/view/70959

Pedaleira de Carla Boregas, baixista da banda Rakta.
Fonte: Registro dos autores.

A(na)rqueologias Pandêmikas

Dia 10 de setembro, Marcelo B. Conter e Juliana Kolmar apresentaram o trabalho “Band in a Girl: timbragem, afetos e feminismo no rock independente brasileiro”, que integra o projeto de pesquisa “O timbre como afeto no rock independente brasileiro: uma abordagem semiótica” no evento online A(na)rqueologias Pandêmikas – Mesa 4: Desnormatizações em movimentos anarqueológicos.

Confira abaixo: (nossa fala começa em 57:24)

https://youtube.com/watch?v=YSUjtgqHQF0%3Fstart%3D3444

Artigo: Cocteau Twins: Pink Orange Red: interpretação, sentido e presença nas canções da banda Cocteau Twins

Foi publicado este maravilhoso artigo sobre uma de nossas bandas preferidas, a Cocteau Twins: Pink Orange Red: interpretação, sentido e presença nas canções da banda Cocteau Twins

Aline Gabrielle Renner, Marcelo Bergamin Conter.

Resumo

Este artigo tem por objetivo analisar alguns movimentos de busca por sentido nas letras da banda escocesa Cocteau Twins efetuados por fãs na internet. A pronúncia indecifrável da vocalista Elizabeth Fraser, assim como o fato de a banda ter raramente divulgado as letras oficiais de suas canções, gerou grande especulação em sites e fóruns acerca de seus “sentidos ocultos”. Num primeiro momento, propomos uma análise das interpretações da canção Pink Orange Red a partir dos conceitos de interpretação e superinterpretação de Umberto Eco. Em seguida, propomos pensar o método de composição de Fraser à luz da noção de “produção de presença”, de Hans Ulrich Gumbrecht. A reflexão sobre o tema permite o questionamento das experiências possíveis com o potencial esgotamento da fruição sensorial da música na busca de sentido em seu elemento textual.

Confira no link: https://seer.ufrgs.br/intexto/article/view/91185?fbclid=IwAR1MsosiMsONK4oIHegVXDfv1SIjP0yK_YnxDqtZ_Vc9J541uivTL8zvbaI

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