Apresentação: Introdução ao estudo do solo e práticas agroecológicas

GASPARINI NETO, Carlos. Uma introdução ao estudo do solo e práticas agroecológicas: solo, nutrientes e microrganismos eficientes. Tramandaí – RS, Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, 2022. Apresentação realizada durante o Curso de Formação em Hortas Urbanas e Agroecologia (2022). Projeto de extensão UFRGS/PROREXT: 47226 – Agricultura urbana e Periurbana: alimentação, Educação e Saúde – AGRIURB 4ª edição. Disponível em: https://www.ufrgs.br/agriurb/download/introducao-estudo-solo-praticas-agroecologicas/

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Mais sobre o professor ministrante do curso: https://www.ufrgs.br/agriurb/ministrantes/carlos-gasparini-neto/

Capítulo: Formação de agroecólogos(as) no Estado de São Paulo

LOPES, Paulo; COSTA, Manoel; FRANCO, Fernando; SCHLINDWEIN, Marcelo. Formação de agroecólogos(as) no Estado de São Paulo: a experiência do Curso de Agronomia com ênfase em Agroecologia e Sistemas Rurais Sustentáveis. In: SORRENTINO, Marcos; RAYMUNDO, Maria; PORTUGAL, Simone; MORAES, Fernanda; SILVA, Rafael (org). Educação, agroecologia e bem viver: transição ambientalista para sociedades sustentáveis. Piracicaba, SP: MH-Ambiente Natural, 2017. 344 p.

Livro completo disponível em: http://oca.esalq.usp.br/wp-content/uploads/sites/430/2020/01/Educacao-agroecologia-e-bem-viver-final.pdf

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Relatório: Agroecologia – direito humano à alimentação adequada (Schutter, 2012)

Referência

SCHUTTER, Olivier. A agroecologia e o direito humano à alimentação adequada. Caderno Sisan n. 1. Relatório apresentado à Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional pelo Relator Especial da Organização das Nações Unidas para o direito à alimentação. Brasília, DF: MDS, 2012. 32 p.

O arquivo disponível aqui foi editado pelo Prof. Ricardo Dagnino para facilitar a busca por palavras dentro do texto. No original PDF disponível em: https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/seguranca_alimentar/caderno1_sisan2012.pdf (Acesso em: 17/09/2021) alguns termos como plantio direto não são encontrados na busca.

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Resumo

O reinvestimento na agricultura, desencadeado pela crise no preço dos alimentos de 2008, é essencial para a plena realização do direito à alimentação. Entretanto, em um contexto de crises ecológicas, alimentares e energéticas, a questão mais premente relativa ao reinvesti mento não é o “quanto”, mas o “como”. Este relatório explora como os Países podem e devem obter uma reorientação de seus sistemas agrícolas para meios de produção que sejam altamente produtivos, altamente sustentáveis e que contribuam para a realização progressiva do direito humano à alimentação adequada. Baseado em uma ampla revisão da literatura científica publicada nos últimos cinco anos, o Relator Especial identifica a agroecologia como um meio de desenvolvimento agrícola que não apenas apresenta fortes conexões conceituais com o direito à alimentação, mas tem resultados comprovados para um rápido progresso na concretização deste direito humano para muitos grupos vulnerabilizados em diversos países e ambientes. Além disto, a agroecologia proporciona vantagens que são complementares às abordagens convencionais mais bem conhecidas, tais como a criação de variedades de alta produtividade. E ela contribui bastante para um maior desenvolvimento econômico. O relatório sustenta que a disseminação destas experiências é o principal desafio que precisa ser planejado hoje. É possível criar um ambiente propício para esses modos de produção sustentáveis mediante políticas públicas adequadas, entre as que se incluem: dar prioridade a aquisição de bens públicos com despesas públicas em vez de apenas subsidiar insumos; investi r em conhecimento para o reinvesti mento em serviços de pesquisa e extensão agrícola; investi r em formas de organização social que estimulem parcerias, incluindo escolas de campo para agricultores e redes de inovação de movimentos de agricultores; investi r em sistemas de pesquisa e extensão agrícola; empoderar as mulheres; e criar um ambiente macroeconômico propício, por exemplo, pondo em contato as propriedades agrícolas com mercados justos.

Sumário

Apresentação

I. Introdução

II. Diagnóstico: três objetivos dos sistemas alimentares

III. Contribuição da Agroecologia ao Direito à Alimentação
A. Disponibilidade: a agroecologia aumenta a produtividade no nível do campo
B. Acessibilidade: a agroecologia reduz a pobreza rural
C. Adequação: a agroecologia contribui para melhorar a nutrição
D. Sustentabilidade: a agroecologia contribui para a adaptação à mudança climática
E. Participação dos agricultores: um ativo para a disseminação das boas práticas

IV. Políticas Públicas para a Ampliação da Agroecologia
A. Priorizando Bens Públicos
B. Investindo em Conhecimento
C. Fortalecimento da organização social mediante a construção conjunta
D. Empoderamento da mulher
E. Organizando Mercados
V. Recomendações

Monografia: Núcleo Litoral Solidário – Rede Ecovida de Agroecologia, Litoral Norte Gaúcho – 2020

Referência

ROSA, Joaquim Martins da. Caracterização do Núcleo Litoral Solidário – Rede Ecovida de Agroecologia, Litoral Norte Gaúcho. Trabalho de Conclusão de Curso (Monografia) – Curso de Engenharia Agronômica do Instituto Federal Catarinense – Campus Santa Rosa do Sul Santa Rosa do Sul. 2020. (Orientador: Prof. André Luiz Rodrigues Gonçalves). Disponível em: http://m.centroecologico.org.br/teses/46. Acesso em 17/09/2021.

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Resumo

O trabalho teve como objetivo a caracterização do Núcleo Litoral Solidário, pertencente à Rede Ecovida de Agroecologia, localizado na região do Litoral Norte do RS, visando compreender sua forma de organização, certificação, produção e comercialização de alimentos orgânicos, a partir de entrevistas com questionários semiestruturados realizadas com 16 integrantes vinculados a produção orgânica. O Núcleo Litoral Solidário possui 305 famílias, organizadas em 41 grupos com estimativa aproximada de 557 integrantes, distribuídos por 10 municípios na Região do Litoral Norte do RS, abrangendo 2.883,07 hectares de área cultivada, sendo 9,5 hectares o tamanho médio das propriedades. Possui 6 estabelecimentos registrados para a realização do processamento vegetal, possuindo 89 produtos cadastrados, representando 33,1% do total de produtos. Sendo que a produção primária vegetal é responsável por 180 produtos cadastrados. As culturas mais cultivadas são a banana prata, batata-doce, alface, tomate e feijão de vagem. A pesquisa constatou que 89,84% dos representantes do núcleo são homens e apenas 10,16% são mulheres. Entre os agricultores entrevistados o que possuía mais tempo na atividade de produção orgânica era 29 anos, sendo que o mais recente estava apenas um ano na atividade. Referente ao tamanho da propriedade, o entrevistado com maior área possuía 35 hectares, e a menor propriedade tem área de um hectare. Sobre o escopo de produção, 43,75% dos entrevistados possuem exclusivamente produção primária vegetal, e 31,25% possuem exclusivamente processamento vegetal. Sendo que um entrevistado trabalha com o beneficiamento vegetal. O restante dos entrevistados trabalha com produção primária vegetal e processamento vegetal, representando 18,75% do total. A comercialização predominante entre os entrevistados é a venda direta, representando 56,25% do total, e a venda indireta é exercida por 43,75% dos entrevistados.

Trechos:

O núcleo Regional Litoral Solidário pertence à Rede Ecovida de Agroecologia, localizado na região do Litoral Norte do Rio Grande do Sul, onde os agricultores agroecológicos desenvolvem suas atividades agrícolas. O Núcleo é a unidade organizativa da Rede, caracterizando-se em função do território, por identidade regional, pela produção e consumo. Cada núcleo é formado por agricultores, consumidores, técnicos e entidades de assessoria. Eles possuem independência para obedecer às especificidades regionais que os configuram, mas também seguem as diretrizes da Rede como um todo. Cada Núcleo possui uma estrutura organizacional composta por uma Coordenação, uma Comissão de Ética, uma Tesouraria e uma Secretaria, além de grupos de trabalho e comissões de gênero e juventude (SOUZA, 2008). (p. 13-14)

O trabalho teve como objetivo realizar a Caracterização do Núcleo Litoral Solidário da Rede Ecovida de Agroecologia, localizado na região do Litoral Norte do Rio Grande do Sul, visando compreender sua forma de organização, certificação, produção e comercialização de alimentos. (p. 14)

Características gerais do Núcleo Litoral Solidário (NLS)

O levantamento das informações para a caracterização do Núcleo foi realizado por meio do acesso ao sistema da Rede Ecovida, que contém o cadastro das famílias agricultoras, e através do Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos do MAPA. O Núcleo Litoral Solidário é o segundo maior núcleo da Rede Ecovida, conforme demostra a Tabela 2. Possui 305 famílias, organizadas em 41 grupos, ficando atrás apenas do Núcleo Maurício Burmester do Amaral localizado no PR, que possui 48 grupos. A Rede Ecovida possui 32 núcleos, distribuídos em 491 grupos. Dessa maneira, o NLS representa 8,35% do total de grupos da Rede. Em 2008 o NLS possuía 56 famílias, distribuídas em 13 grupos de agricultores orgânicos, localizados em 6 municípios: Torres, Dom Pedro de Alcântara, Morrinhos do Sul, Mampituba, Três Cachoeiras e Osório (SOUZA, 2008). Contudo, nesse período de 12 anos apresentou um crescimento de 544,6% em relação ao número de famílias e 315,4% em relação ao número de grupos. (p. 30)

De acordo com o Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos, em fevereiro de 2020 existiam 557 produtores cadastrados como orgânicos que fazem parte do NLS. Na Rede Ecovida são cadastrados somente os titulares responsáveis pela unidade produtiva e dessa maneira foi possível saber a quantidade estimada de 31 integrantes, contabilizando outros integrantes da família vinculados a unidade de produção. (p. 31)

Citação: SOUZA, J. Z. C. Comércio Solidário na Prática do Núcleo Litoral Solidário da Rede Ecovida de Agroecologia. 2008. 181 f. Dissertação (Mestrado) – Curso de Desenvolvimento Rural, Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2008. Disponível em: http://hdl.handle.net/10183/15362. Acesso em: 17/09/2021.