Dissertação: Hortas comunitárias: Uma tecnologia social para produção de saúde

Referência

OLIVEIRA, Taren. Hortas comunitárias: Uma tecnologia social para produção de saúde. Dissertação (Mestrado Profissional) Pós-graduação em Saúde e Gestão do Trabalho). Universidade do Vale do Itajaí. Itajaí (Santa Catarina), 2018. (Orientadora: Dra. Stella Maris Brum Lopes). Disponível em: https://docplayer.com.br/175638468-Hortas-comunitarias-uma-tecnologia-social-para-producao-de-saude.html. Acesso em: 20/10/2021.

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Resumo

Com o processo de modernização do campo, as cidades tiveram um crescimento expressivo, sem que houvesse um planejamento prévio. Neste contexto, surge a agricultura urbana e periurbana, aqui representada pela horta comunitária, que têm contribuído para solucionar alguns dos problemas relacionados a este crescimento. A horta comunitária pode ser um espaço de produção de saúde por ter o potencial de promover encontros que visam à conexão das pessoas não pelas patologias ou diagnósticos, mas o olhar para a própria história também se revela um momento de saúde, também pode ser uma tecnologia social ao propiciar um desenvolvimento coletivo através da articulação de conhecimentos e saberes voltados a transformação social. O objetivo desta dissertação é sistematizar uma proposta de tecnologia social voltada a produção de saúde baseada na horta comunitária. Para alcançar este objetivo se fez necessária uma pesquisa qualitativa. Os procedimentos metodológicos foram divididos em dois momentos. O primeiro teve por objetivo analisar a experiência de um projeto de horta comunitária em relação a sua operacionalização e resultados, realizou-se uma análise documental buscando dados a partir de categorias temáticas prévias: Contextualização da idealização do projeto da horta comunitária; Estrutura metodológica da implantação e Processos avaliativos dos resultados, dispondo de quatro Trabalhos de Conclusão de Residência para esta coleta. Identificou-se através dessas categorias temáticas que a metodologia de um projeto pode potencializar ou atenuar uma proposta de horta comunitária como tecnologia social e o projeto analisado deveria ter utilizado uma metodologia participativa para efetivação da transformação social. No segundo momento foram realizadas entrevistas com três participantes do projeto de implantação da horta comunitária com o objetivo de reconhecer a experiência dos sujeitos participantes do projeto de implantação da horta comunitária e sua relação com a produção de saúde. O período da coleta de dados foi de setembro de 2017 a março de 2018 envolvendo análise documental e entrevistas com os participantes do projeto de implantação. Obteve-se como resultado que a horta foi fonte de autoestima, autorrealização, valorização e pode ser um instrumento para efetivação da participação social. Através desses dois objetivos foi verificada as fragilidades e potencialidades do projeto de implantação. Evidenciou-se que o “modo de fazer” pode potencializar ou atenuar uma tecnologia social e por compreender que produção de saúde também se dá nos encontros e no olhar a própria história, pois pensar em si recupera situações vividas que lhe foram relevantes. Conclui-se que a horta comunitária pode ser uma tecnologia social. Acredita-se na potência da tecnologia social como um modo de desenvolver por meio da escuta a produção conjunta de demandas, a articulação de conhecimentos e fazeres, e que favoreçam a transformação social. Como produto desta dissertação se propõe uma sistematização com base na horta comunitária como uma tecnologia social que produz saúde, podendo ser utilizada por profissionais de todas as áreas que buscam a transformação da sociedade onde atuam.

Palavras chaves: Agricultura Urbana; Produção de Saúde, Tecnologia Social.

Capítulo: Formação de agroecólogos(as) no Estado de São Paulo

LOPES, Paulo; COSTA, Manoel; FRANCO, Fernando; SCHLINDWEIN, Marcelo. Formação de agroecólogos(as) no Estado de São Paulo: a experiência do Curso de Agronomia com ênfase em Agroecologia e Sistemas Rurais Sustentáveis. In: SORRENTINO, Marcos; RAYMUNDO, Maria; PORTUGAL, Simone; MORAES, Fernanda; SILVA, Rafael (org). Educação, agroecologia e bem viver: transição ambientalista para sociedades sustentáveis. Piracicaba, SP: MH-Ambiente Natural, 2017. 344 p.

Livro completo disponível em: http://oca.esalq.usp.br/wp-content/uploads/sites/430/2020/01/Educacao-agroecologia-e-bem-viver-final.pdf

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Capítulo: A insustentável leveza hortelã: agricultura urbana como ferramenta de transformação

BIAZOTI, André. A insustentável leveza hortelã: agricultura urbana como ferramenta de transformação. In: SORRENTINO, Marcos; RAYMUNDO, Maria; PORTUGAL, Simone; MORAES, Fernanda; SILVA, Rafael (org). Educação, agroecologia e bem viver: transição ambientalista para sociedades sustentáveis. Piracicaba, SP: MH-Ambiente Natural, 2017. 344 p.

Livro completo disponível em: http://oca.esalq.usp.br/wp-content/uploads/sites/430/2020/01/Educacao-agroecologia-e-bem-viver-final.pdf

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Dissertação: Núcleo Litoral Solidário – Rede Ecovida de Agroecologia, Litoral Norte Gaúcho – 2008

Referência

SOUZA, J. Z. C. Comércio Solidário na Prática do Núcleo Litoral Solidário da Rede Ecovida de Agroecologia. 2008. 181 f. Dissertação (Mestrado) – Curso de Desenvolvimento Rural, Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2008. Disponível em: http://hdl.handle.net/10183/15362. Acesso em: 17/09/2021.

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Resumo

A dissociação entre ação econômica e ação ecológica, assim como o desenraizamento dos fatores sociais inerentes à economia, levaram à construção de sociedades marcadas por desigualdades sociais e por problemas distributivos. É neste contexto que se consolida o projeto político do desenvolvimentismo econômico com base produtivista. Ao mesmo tempo, historicamente, também se formam ‘resistências’ aos modelos hegemônicos. Aqui, tratamos destas resistências através das expressões contemporâneas da Agroecologia e da Economia Solidária – cujos paradigmas se direcionam para a construção de uma sociedade (ou de sociedades) justas e equilibradas. E é no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, onde agricultores e consumidores agrupam-se no Núcleo Litoral Solidário da Rede Ecovida de Agroecologia, conformando um ciclo local de produção e consumo de alimentos agroecológicos, que esta pesquisa se desenvolve. Objetivamos, através da realização de uma observação participante, identificar como se dá a autonomia – entendida como a autogestão dos grupos que conformam a Rede e, também, em relação à dependência dos mercados ‘hegemônicos’ – através da articulação de grupos organizados em rede. Para tanto, identificam-se os atores deste núcleo, caracterizando-os, e analisando as interdependências que se estabelecem através das relações que se estabelecem. Sendo que a cooperação é uma característica inseparável dos processos de desenvolvimento social, procuramos verificar se a participação na rede está motivada por respostas sociais, ambientais e culturais, e não somente por questões econômicas (no sentido utilitarista) e, também, se tais ações, entendidas sob a ênfase da economia solidária, depende de arranjos institucionais mediados para se constituírem, ao mesmo tempo que sua continuidade necessita da apropriação dos atores envolvidos. A existência de uma rede com estas características supõe a articulação de uma economia plural, ou seja, relações sociais que se estabelecem, nestas cadeias produtivas, dotados de significações mais amplas sobre o fazer econômico. Observamos que tais circuitos alternativos se caracterizam por diversas formas de autonomia, como a suficiência e a qualidade alimentar, e que diversos elementos não monetários motivam as ações econômicas. A associação entre a práxis da economia solidária e da agroecologia torna-se tanto evidente quanto importante para novas pesquisas e para corroborar com a formulação de políticas públicas no sentido do desenvolvimento rural sustentável.