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Você está em dia com a vacina da Febre Amarela?

Por Djanir Brião, enfermeira da Divisão de Promoção da Saúde

A Febre Amarela é uma doença infecciosa que acomete o fígado e outros órgãos, podendo inclusive levar à morte. A transmissão ocorre pela picada de mosquitos infectados e possui dois ciclos: urbano e silvestre. O mosquito Aedes aegypti é o transmissor de dengue, zika, chikungunya e Febre Amarela (ciclo urbano), sendo uma espécie de mosquito comum em áreas da África e da América do Sul. Essas doenças infecciosas transmitidas por insetos são chamadas de arboviroses. Menor do que os mosquitos comuns, o Aedes aegypti é preto com listras brancas no tronco, na cabeça e nas pernas. Os principais sintomas da Febre Amarela são febre, dor muscular, náuseas e vômitos, perda de apetite e fraqueza. Os casos graves podem causar doenças cardíacas, hepáticas e renais fatais. Não existe um tratamento específico para a doença. Os esforços se concentram no controle dos sintomas e na limitação das complicações.

No Brasil, a maior parte do território é considerada região endêmica para a Febre Amarela. Com a intenção de detectar casos de febre amarela silvestre, o Sistema Nacional de Vigilância em Saúde monitora frequentemente macacos doentes ou mortos. Estes animais não transmitem a doença a humanos, porém acompanhar o desenvolvimento dos macacos ajuda a identificar em quais regiões está acontecendo a circulação do vírus. Não ocorre transmissão direta de pessoa a pessoa. Porto Alegre é considerada área de recomendação da vacina de Febre Amarela e está indicada de rotina para indivíduos a partir de 9 meses a 59 anos de idade e que não apresentem critérios de contraindicação.

Os viajantes internacionais deverão ser vacinados com a dose plena (0,5ml) intramuscular, pelo menos 10 dias antes da viagem. Crianças e adultos que receberam uma dose plena da vacina não têm indicação para realizar dose de reforço. A utilização da vacina contra febre amarela é uma das melhores formas de prevenção da doença. A vacina é gratuita e está disponível na rede de saúde em qualquer época do ano.

Fontes: Ministério da Saúde, 2020; Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm)

Republicação de artigo publicado na edição número 08 de agosto/2021 do InformAção Saúde

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