Apresentação

Mais um ano de atividades e outra vez a equipe responsável pela produção do JU reúne informações e formula análises em forma de relatório de atividades. Isso expressa o anseio por se repensar constantemente e buscar aperfeiçoar o planejamento, a produção e a avaliação em jornalismo dentro de um veículo de comunicação pública.

Este trabalho resulta de um levantamento de dados e de uma redação executados de modo colaborativo por profissionais e estudantes integrantes da equipe. Ao tornar pública uma compilação e uma análise do que fazemos, pretendemos prestar contas à sociedade num ano pleno de desafios e que exigiu muita resiliência diante das adversidades e muita clareza com relação à nossa missão.

1 Posicionamento
editorial

1.1 Comunicação pública

Jornal da Universidade é um veículo de comunicação pública que concretiza seu compromisso social por meio da qualificação da informação e do aprofundamento das reflexões, incorporando as lógicas e a ética do campo jornalístico e, assim, nele se inserindo.

O trabalho desenvolvido se caracteriza por um cuidadoso processo de elaboração de material jornalístico: seleção de pautas de relevância, coleta de dados confiáveis, realização de entrevistas atentas, construção de relatos humanizados e redação e edição de textos e imagens qualificados. Esse conjunto de procedimentos tem por objetivo garantir a elaboração de um modo bastante específico de conhecimento nos termos em que o jornalismo o faz, ou seja, calcado numa cultura profissional que busca analisar a atualidade em sua complexidade e oferecer ao público leitor uma versão compreensível dessa realidade.

Por meio desses procedimentos, o JU busca se posicionar como veículo jornalístico sério e comprometido com seus ideais para, assim, construir uma imagem de credibilidade e, portanto, prestigiosa. Além disso, a busca por uma grande circulação e formas de acesso fácil são maneiras de se conectar com as comunidades externa e universitária e formar, assim, uma grande comunidade imaginada ao redor do ambiente universitário.

O JU compartilha a missão maior da Universidade como geradora de conhecimento transformação social, tal como estabelecido no vigente Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI 2016-2026). Tendo os princípios e valores instituídos no mesmo documento como norte, o JU busca expressar a UFRGS como ambiente plural e engajado no debate contemporâneo e, ao mesmo tempo, contribuir para que o conhecimento sobre a instituição universitária, de modo mais abrangente, e sobre a UFRGS, de modo mais específico, se mantenha na ordem do dia e, assim, componha a opinião pública.

Ao expressar a riqueza e a pluralidade do ambiente acadêmico, atua na defesa do ensino superior público, gratuito, de qualidade, igualitário e inclusivo como um pressuposto essencial para a concretização do ideal democrático no Brasil. Ao fazê-lo, reforça a posição das instituições federais de ensino superior como bens públicos cuja geração e disseminação de conhecimento é elemento relevante para a sociedade nacional.

Em razão da inserção na esfera estatal, o JU procura instituir e aprofundar práticas, processos e produções de qualificação de suas atividades cotidianas e compartilhar essas experiências. Dessa maneira, busca contribuir para a qualificação da atuação do Estado, além de oferecer à sociedade elementos para a percepção desse investimento e de seus resultados. 

Órgão vinculado à Secretaria de Comunicação Social, o JU busca atuar na criação de uma imagem e de uma identidade institucional da UFRGS como universidade promotora do diálogo e como agente protagonista da produção científica, artística e cultural. 

O JU pretende servir como agente ativo na comunicação interna ao atuar na mediação entre as instâncias da UFRGS e contribuir para a instauração de movimentos internos ao mesmo tempo que registra a evolução destes. Busca, assim, ser instrumento de promoção de relacionamento e de um sentido de comunidade partilhada e servir como instância de prestação de contas para a sociedade.

O trabalho desenvolvido pelo JU participa da composição da memória da Universidade ao captar as temáticas que se sucedem na arena de debates, construindo, assim, uma história do pensamento da UFRGS em seu diálogo com as temáticas contemporâneas. Esse trabalho se dá de forma complementar com os demais canais e veículos, como a Rádio da Universidade, a UFRGS TV e o UFRGS Notícias, no site institucional.  

O JU tem por objetivo incidir sobre a percepção que o conjunto da sociedade tem da instituição universitária, do serviço público e do Estado brasileiro, de modo a valorizá-los. Para chegar a esse fim, busca participar de modo incisivo e com amplitude da construção discursiva sobre a Universidade na esfera pública. 

Em sua relação com o público interno, o JU participa da conformação de um imaginário de integração. Complementarmente, junto a leitores externos, busca se posicionar como elemento de interação com a sociedade. Dessa forma, pretende que a UFRGS seja percebida como pertencente ao conjunto dos cidadãos brasileiros e como agente ativo na sociedade e geradora de impacto social.

transparência é valor fundante dos processos e um norte a ser perseguido, sobretudo pelas perspectivas do campo jornalístico e do serviço público. 

Também a autorreflexão e a autocrítica constantes são entendidas como atitudes que visam manter a qualidade e a autonomia – ideais estes que buscam não só qualificar os produtos jornalísticos gerados, mas também contribuir para a percepção social do jornalismo e de seus fazeres e produtos como elementos socialmente relevantes.

PRINCÍPIOS 
Credibilidade, Ética, Aprofundamento, Representatividade, Pluralidade, Autonomia, Diálogo

TEMÁTICAS TRANSVERSAIS
justiça social, sustentabilidade, bem-estar, educação, cultura, direitos humanos, saúde mental, meio ambiente, relações étnico-raciais, diversidade sexual e de gênero, inclusão, serviço público, desenvolvimento científico, inovação, tecnologia, desenvolvimento


1.2 Uma referência na Universidade

O JU começou a ser publicado em setembro de 1997 como um mensário impresso que pretendia ser instrumento de valorização da UFRGS como uma universidade de qualidade. Depois de duas décadas, iniciou um projeto de expansão para outros formatos. Hoje, o JU é um veículo que busca consolidar seu projeto editorial independentemente do formato. Ainda que o foco central seja a veiculação digital, pretende-se que esta conviva com o impresso e outras formas – como eventos jornalísticos. Além disso, a circulação é expandida por canais como redes sociais, newsletter, site, entre outros.

Nesse percurso histórico, o JU tem sido espaço importante de registro do tempo presente da Universidade e, assim, busca se firmar como documento que registra a memória institucional e do conhecimento por ela produzido. O lugar social da instituição universitária, o conhecimento científico, as letras e as artes, a sociedade brasileira, a atuação do Estado, o desenvolvimento tecnológico e a inserção da UFRGS nesses cenários são temas centrais no material produzido. Ao chegar à marca de 24 anos de atividades ininterruptas, o JU mantém o compromisso estabelecido desde a sua criação.


1.3 Perspectiva estratégica

Buscando instaurar processos e circuitos comunicacionais efetivos no contexto da Universidade, o JU tem tentado estabelecer uma rede de relações mais próximas com indivíduos, agentes e instâncias da instituição. A UFRGS, no entanto, se caracteriza pela autonomia de gestão e ação de suas unidades acadêmicas, com um nível de fragmentação que em muitos momentos dificulta o estabelecimento de conexões e a circulação de conteúdos.

É preciso, portanto, constantemente buscar estabelecer e renovar relações com os indivíduos que compõem a comunidade acadêmica – servidores docentes e técnico-administrativos e alunos dos distintos níveis. Dessa forma, é possível viabilizar a produção jornalística e estabelecer uma rede na qual o JU pode se posicionar como articulador. 

Igualmente, manter uma relação com agentes e instituições que organizam e gerenciam as unidades possibilita incrementar esse circuito comunicacional e, assim, trabalhar no sentido de tornar essa relação mais sólida e profícua. São estratégicas, portanto, as direções, gerências, chefias e coordenações de diferentes naturezas.

Essa relação comunicacional, dentro do âmbito da prática jornalística, inclui: coleta (busca por pautas e fontes, planejamento de pauta, realização de entrevistas, levantamento de dados, observação de eventos, produção fotográfica); processamento (redação, edição, revisão); veiculação (publicação em sites e plataformas online, publicação em meio impresso, veiculação em rádio ou TV); disseminação (difusão do conteúdo, circulação pontual entre públicos de interesse específico, publicação em redes sociais). Apresentaram-se como desafios constantes, nesse sentido, a busca por pautas e fontes, no âmbito da coleta, e a circulação pontual entre públicos de interesse específico, no âmbito da disseminação dos conteúdos.

Dentro do trabalho jornalístico, o JU elege a reportagem como gênero que dialoga com a missão do veículo. A possibilidade da articulação de diversos pontos de vista possibilitada por esse gênero de matéria permite refletir a pluralidade de vozes e pontos de vista existentes dentro do ambiente acadêmico, além de trazer um aprofundamento necessário e desejado para esse espaço propício no qual a reflexão é fundamental. 

Consequência disso é uma relação entre jornalistas e fontes que é atravessada pelas hierarquias decorrentes das posições ocupadas tanto na instituição quanto no campo acadêmico e do poder simbólico delas decorrentes. Como o domínio da narrativa de reportagem está com jornalistas e estes trabalham a partir de uma lógica diferente daquela da academia – marcada, por exemplo, pela pauta e pelos processos de edição -, muitas vezes há disputas e divergências com as fontes, estas habituadas a terem domínio sobre seus trabalhos e sobre o discurso da ciência.

Esse trabalho, portanto, exige repórteres com experiência e conhecimento desse contexto, o que se apresentou como questão importante já no início de 2021. Em fevereiro, a Faufrgs encerrou os contratos das duas jornalistas que atuavam como repórteres no JU em razão de mudanças na legislação, o que criou uma série de dificuldades para que se desse continuidade ao projeto. A equipe, então, optou por manter a periodicidade semanal – tendo em vista o impacto significativo que essa escolha teve no ano anterior em termos de audiência. Para que isso fosse viável, reduziu-se a quantidade de matérias publicadas a cada semana.

Como reação a esse quadro, foi negociada a migração de uma servidora da assessoria de imprensa da Universidade para a equipe do JU, processo esse que se deu em outubro. Além disso, foram gestados dois projetos em parceria com as Pró-reitorias de Extensão e Pesquisa – detalhados abaixo no item 4 (Novos projetos). 

Além disso, buscou-se uma maior aproximação com setores estratégicos institucionais, sobretudo as Comissões de Graduação de todos os cursos e os Programas de Pós-graduação. A principal ação, nesse caso, foi a abertura de chamadas para a publicação de artigos por parte de graduandos – a partir de indicações, por parte de docentes, de TCCs de destaque – e de pós-graduandos – que foram convidados a propor textos a partir das pesquisas que desenvolvem em mestrados e doutorados.

Ainda, o início de uma parceria com outros jornais universitários de instituições federais de ensino superior vem sendo uma forma de estabelecer conexões com outras realidades e ao mesmo tempo reforçar a produção jornalística a partir do trabalho em cooperação. Está consolidada a aproximação com o jornal Beira do Rio, da UFPA, e a intenção é buscar mais veículos com vistas à formação de uma rede.

2021: mais um ano de pandemia

25 de janeiro

Retomada

Edição temática para marcar o reinício das aulas da graduação, o primeiro semestre totalmente online: nove matérias jornalísticas e três artigos a partir de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs).

25 de janeiro

Comunicação pública

Estreia da coluna mensal do Observatório de Comunicação Pública (Obcomp) no JU.

11 de fevereiro

Carnaval

Reportagens e artigos sobre o Carnaval e sua relação com o campo científico e a primeira edição do Esquina – ciclo de debates com o tema Carnaval e a cidade.

04 de março

Triste aniversário

Edição trouxe reportagens e artigos que refletiam sobre como foi o primeiro ano de pandemia de covid-19 e alertavam para os riscos da onda de infecções que acontecia naquele momento.

25 de março

Educação e Freire

Edição especial alusiva ao centenário de Paulo Freire apresenta um apanhado sobre a obra do autor brasileiro de reconhecimento internacional e outras temáticas ligadas à escola e ao aprendizado.

06 de maio

Maternidade

Em razão do Dia das Mães, reportagens trataram dos modos de assistência ao nascimento e à conciliação da carreira acadêmica com a opção por ter filhos.

20 de maio

Conhecimento africano

Edição especial, dentro da programação da Semana da África, trouxe reportagens sobre o conhecimento africano e sua presença no cotidiano brasileiro.

26 de maio

Alimentação em debate

Edição do Esquinas – ciclo de debates reuniu três especialistas para tratarem de segurança alimentar num contexto de pandemia e crise econômica.

01 de julho

Jornalismo em parceria

Em parceria inédita, JU e jornal Beira do Rio, da UFPA, realizam reportagem sobre as relações de Belém e Porto Alegre com suas águas. A edição também trouxe matérias e artigos com temáticas ligadas à Amazônia.

14 de julho

Universidades e comunicação

JU, jornal Beira do Rio, da UFPA, e a equipe de comunicação da UFRJ debatem o jornalismo feito nas universidades na programação do Festival do Conhecimento UFRJ.

22 de julho

Divulgação da Ciência

JU passa a veicular conteúdo produzido pelo UFRGS Ciência e tem início, com o apoio da Propesq, a reformulação do projeto de jornalismo científico.

29 de julho

Volta às aulas

Em mais uma edição de volta às aulas, iniciação científica e empreendedorismo são temas de reportagem, além de artigos produzidos por graduandos.

05 de agosto

Aula Magna

Entrevista exclusiva com a convidada para a principal atividade acadêmica da Universidade, Andreza Aruska de Souza Santos.

23 de setembro

Salão UFRGS

Integrando a programação da mostra de atividades da Universidade, o JU publicou edição especial com reportagens e artigos sobre produção científica e cultural.

07 de outubro

Registro em livro

Lançamento da obra Comunicação e ciência na era covid-19, organizada pelo GP Políticas e Estratégias de Comunicação da Intercom, que traz o relato da experiência do JU no primeiro ano de pandemia.

11 de novembro

Mulheres e inovação

Edição temática tratou de questões ligadas à produção científica e à inovação sob diversas perspectivas.

18 de novembro

Novembro negro

Edição especial integrou a programação organizada pela comunidade acadêmica e trouxe reportagens e artigos sobre questões étnico-raciais.

06 de dezembro

Divulgação científica em debate

JU participou de mesa redonda sobre experiências em circulação do conhecimento científico no Encontro do PPG em Ciências Farmacêuticas na UFRGS.

09 de dezembro

Reconhecimento

JU recebe três premiações em jornalismo por reportagens escritas por repórteres bolsistas.

16 de dezembro

Balanço

Em edição de encerramento do ano, cinco artigos trazem reflexões de pesquisadores e pesquisadoras sobre temáticas que tiveram destaque em 2021. Edição também marca o fim da série Minha Saudade na UFRGS.


2 Estrutura interna e produção

2.1 Equipe e funções

A equipe responsável pela elaboração do JU é formada por profissionais que desempenham funções de edição, reportagem, revisão e programação visual.

Atualmente esse grupo é integrado por três jornalistas, um revisor de textos, uma programadora visual e um técnico em administração pertencentes ao quadro de servidores da Universidade. Compõem a equipe, ainda, um conjunto de dois bolsistas de pós-graduação (jornalistas profissionais) e dez bolsistas de graduação (estudantes de Jornalismo), que atuam na reportagem e em outras atividades de redação. O JU conta também com um conselho editorial composto por integrantes da comunidade universitária.

Editor-chefe
  • É responsável pelo aspecto estratégico do JU e, por isso, zela pelo projeto editorial e pela imagem pública do veículo;
  • conduz o trabalho institucional do veículo, mantendo contato com representantes e gestores de diferentes setores, projetos e unidades da Secom e da Universidade;
  • coordena as dimensões táticas e operacionais da publicação com vistas a concretizar, por meio das produções jornalísticas, os princípios editoriais;
  • coordena as reuniões de planejamento e avaliação;
  • integra o Conselho Editorial do JU;
  • responde pela manifestação editorial do JU; 
  • coordena estudos em grupo com a equipe de profissionais;
  • planeja projetos especiais do JU;
  • orienta e acompanha o trabalho desenvolvido pelos estagiários e bolsistas;
  • coordena e acompanha a produção realizada pela equipe; e
  • produz materiais jornalísticos para diferentes plataformas.

Everton Cardoso é jornalista e mestre e doutor em Comunicação e Informação. Pesquisa projetos editoriais em jornalismo, com ênfase em jornalismo cultural. Tem como principais interesses os processos da cultura e das artes, além das práticas jornalísticas e de gestão. É crítico de ópera – com atuação da Rádio da Universidade e em outros veículos – e professor de Jornalismo na Unisinos. É jornalista integrante do quadro de servidores da Universidade e trabalha no JU desde 2011.

Editores-assistentes
  • São responsáveis por garantir a qualidade do aspecto final das produções jornalísticas;
  • editam os textos produzidos por repórteres;
  • acompanham e orientam bolsistas e estagiários;
  • acompanham o fechamento das edições;
  • organizam encontros de formação continuada de bolsistas e estagiários;
  • produzem materiais jornalísticos para diferentes plataformas; e
  • participam das reuniões de pauta, avaliação e estudos.

Felipe Ewald é jornalista e doutor em Letras. Tem experiência com narrativas orais e saberes populares. Atuou em agências de tradução e revisão de textos e como professor de redação em escolas e cursinhos. Também foi professor de Língua Portuguesa no Programa de Português para Estrangeiros da UFRGS. Entre seus interesses estão a cultura e os saberes de povos e comunidades tradicionais. É jornalista integrante do quadro de servidores da Universidade e trabalha no JU desde 2015.

Mírian Barradas é graduada em Comunicação Social – Jornalismo pela UFRGS e especialista em Planejamento em Comunicação e Gestão de Crises de Imagem pela PUCRS. Atuou nas assessorias de comunicação do Instituto Federal Farroupilha e da Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul. Ingressou na UFRGS como servidora em 2018 e, no ano seguinte, tornou-se uma das editoras do UFRGS Ciência. Em 2021, passou a integrar a equipe do JU.

Repórteres
  • Sugerem e discutem as pautas e seus processos de produção com a equipe de editores;
  • pesquisam e estudam diariamente os temas abordados nas reportagens;
  • recolhem, interpretam e organizam informações e dados para a produção dos materiais jornalísticos;
  • buscam, identificam e contatam fontes;
  • entrevistam fontes pessoalmente ou por chamadas de áudio e/ou vídeo;
  • escrevem reportagens, perfis e entrevistas para diferentes plataformas;
  • produzem infográficos, mapas e outros recursos de apoio para os conteúdos jornalísticos;
  • redigem textos para as redes sociais; e
  • participam de ações e projetos especiais.

Os jornalistas Everton Cardoso, Felipe Ewald e Mírian Barradas também desempenham atividades como repórteres.

Em 2021, atuaram na reportagem, na condição de bolsistas, os estudantes de Jornalismo:

  • Ana Plá,
  • Anna Ortega,
  • Bárbara Lima,
  • Carla Mello,
  • Grégorie Garighan,
  • Guilherme Freling,
  • Júlia Provenzi,
  • Karoline Costa,
  • Leonardo dos Santos Machado,
  • Lucas Tillwitz,
  • Mateus Rolim,
  • Mathias Boni e
  • Thiago Sória.

Atuaram como repórteres os jornalistas e bolsistas de pós-graduação:

  • Elstor Hanzen (mestrando em Ensino na Saúde) e
  • Tarcízio Macedo (doutorando em Comunicação).

Realizaram seus estágios curriculares obrigatórios em Jornalismo como repórteres as estudantes:

  • Eduarda Stefenon e
  • Júlia Ozorio.

Até o mês de fevereiro, também atuaram como repórteres as jornalistas profissionais:

  • Fernanda da Costa
  • Jacira Cabral da Silveira.
Repórter fotográfico
  • Participa da definição da estética fotográfica da publicação;
  • produz fotografias em consonância com as pautas desenvolvidas pelos repórteres;
  • faz o tratamento de fotografias para as diferentes plataformas;
  • analisa o papel da fotografia na conformação das edições; e
  • produz material fotográfico e de vídeo para plataformas digitais.

Flávio Dutra tem graduação em História e Jornalismo. É professor de Fotografia e Fotojornalismo da Unisinos. É mestre e doutorando no Programa de Pós-graduação em Artes Visuais do Instituto de Artes da UFRGS. Além do jornalismo, seus interesses e temas de pesquisa estão relacionados a arte, projetos colaborativos e cidadania. É técnico em administração integrante do quadro de servidores da Universidade e atua no JU desde maio de 2005.

Revisor de textos
  • Revisa os conteúdos jornalísticos em seu aspecto textual;
  • atua no projeto de formação continuada de bolsistas e estagiários;
  • revisa materiais produzidos pelo setor de design e criação;
  • participa das reuniões de pauta, avaliação e estudos;
  • coordena projeto de extensão com foco no processo de produção do JU; e
  • promove a interação do JU com escolas de educação básica.

Antônio Falcetta é graduado em Letras pela UFRGS e mestre em Gestão Educacional pela Unisinos. Atuou na educação básica como professor de língua portuguesa, redação e literatura entre 1982 e 2003. Publicou os livros Cem Aulas Sem Tédio e Escola: muito prazer!. Trabalha como revisor de textos desde 1979, tendo feito trabalhos nesse campo para diversas editoras. Atua como avaliador de redações do vestibular da UFRGS desde 1990. Integra o quadro de servidores da Universidade e trabalha no JU desde 2008.

Programadora visual 
  • Pesquisa, planeja, executa e administra os sites vinculados ao Jornal da Universidade: Site JU, Site Lugar de Livro, Site Ciência e Site Cultura;
  • Pesquisa, planeja e executa a distribuição gráfica de textos, imagens, fotos e ilustrações para as edições digitais semanais nos sites: JU, Site Lugar de Livro, Site Ciência e Site Cultura, seguindo as determinações de cada plataforma;
  • Desenvolve e disponibiliza material gráfico de apoio para o abastecimento das seções internas dos sites e divulgação das edições semanais (newsletter e redes sociais); e
  • Participa das reuniões de pauta, avaliação e estudos.

Carolina Konrath é graduada em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pela UFRGS e possui MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas. Atuou em agências de comunicação e de publicidade nos estados do Rio Grande do Sul e São Paulo. É servidora do quadro da Universidade e trabalha no JU desde 2018. 


2.2 Processos e fluxos

Em 2021, foi aprimorado o fluxo de produção implementado em 2020. Foram necessárias adaptações devido ao desligamento de duas jornalistas profissionais que compunham a equipe – uma repórter e outra editora-executiva. O papel de acompanhamento dos bolsistas, por exemplo, antes realizado pela editora-executiva, passou a ser executado pelos editores-assistentes. 

Da mesma forma, foi necessário adaptar o fluxo do antigo UFRGS Ciência quando a divulgação científica foi incorporada ao JU. Em dezembro, as matérias de divulgação científica passaram a ter o mesmo fluxo do restante do JU. 

:: Fluxo de trabalho

1. Reportagem

Na dinâmica de produção de cada edição digital, cabe a repórteres desenvolver pautas discutidas em reunião semanal coordenada pelo editor-chefe.

Nesses encontros, são discutidos tanto os direcionamentos de temas como a abordagem das reportagens e fontes a serem contatadas, assim como as imagens.
Durante o desenvolvimento das reportagens, editores-assistentes acompanham repórteres na definição das fontes e na condução do trabalho a fim de preservar o foco das pautas e projetar o resultado da publicação.

Busca-se, desse modo, evitarem-se imprevistos e garantir uma edição cujo conjunto seja qualificado – incluindo o material fotográfico e textual, além de aspectos gráficos.

2. Edição e revisão

À medida que as matérias vão sendo concluídas, repórteres sinalizam na plataforma do WordPress que seus textos estão liberados para a edição.

Assim que um dos editores-assistentes faz uma revisão dos aspectos jornalísticos e editoriais das reportagens, sinaliza que as matérias estão liberadas para revisão textual, que é quando o revisor entra no processo e dá atenção especial aos aspectos de correção, coesão e coerência.

Liberam-se, por fim, os textos para a editoração online.

3. Fotografia

Diferente dos demais colegas, o repórter fotográfico do JU realiza seu trabalho de forma híbrida, saindo para captar as imagens sempre que as fontes consentem e editando o material em home office.

Assim que finaliza o trabalho da edição semanal, disponibiliza o material para a editoração online, conforme as pautas.

4. Editoração eletrônica

Disponibilizados os textos e as fotografias, inicia-se o processo de editoração online.
A programadora visual executa uma padronização visual dos textos, imagens e arquivos anexados de cada post gerado pelos repórteres, a partir das definições da pauta compartilhada.

Junto ao editor-chefe, é planejada a home do site, com uma definição dos conteúdos e das formas de exibição. A edição é publicada.

A matéria de divulgação científica é encaminhada para a assessoria de imprensa da UFRGS, que faz a distribuição de lançamento para imprensa externa.

5. Divulgação

Com a edição no ar, a programadora visual dá início ao processo de atualização das páginas.

Em seguida, inicia-se a divulgação da edição, que compreende: criação de newsletter e envio para assinantes; criação de card da edição para redes sociais, publicação em Facebook e Instagram; compartilhamento do card da edição com grupos de Whatsapp; criação de cards específicos das matérias para redes sociais.

Com o material gráfico pronto, o bolsista responsável pelas redes sociais planeja e executa o cronograma de divulgação nesses canais (Facebook, Instagram e Twitter).


:: Comunicação Assíncrona

Uma ferramenta implementada neste ano foi o Trello, para otimizar o gerenciamento remoto e assíncrono da produção de reportagens. Foi criado um quadro chamado “Acompanhamento de Reportagens”, a que toda a equipe tem acesso e no qual registram-se os andamentos relativos a cada pauta, bem como as sugestões de futuras matérias a serem desenvolvidas. Com o uso do Trello, é possível que toda a equipe acompanhe o andamento de cada pauta e faça sugestões e comentários. Cada repórter vai atualizando o status do que está desenvolvendo, como as fontes entrevistadas, links e materiais de apoio, permitindo que os editores-assistentes acompanhem em tempo real o andamento.

Tudo ocorre de forma assíncrona: cada integrante atualiza os cartões do Trello dentro de seu horário de trabalho – que também estão detalhados nos cartões específicos, evitando o acionamento dos integrantes da equipe fora do horário de expediente de cada um.

Modelo de cartão utilizado no Trello

:: Submissão de artigos

Um dos princípios editoriais do JU é a circulação do pensamento produzido pela Universidade, contribuindo, assim, para a valorização das instituições federais de ensino superior como bens públicos de relevância social. Nesse sentido, a seção de artigos do JU procura trazer contribuições de toda a comunidade universitária: docentes, técnicos administrativos e alunos (de graduação e pós-graduação). 

Com o objetivo de diversificar as temáticas e as autorias dos artigos publicados, o JU mantém uma chamada pública de artigos, a partir da qual qualquer membro da comunidade universitária pode submeter textos. Essa chamada pública conta com a parceria das secretarias dos Programas de Pós-graduação e das Comissões de Graduação, que a encaminham a docentes e estudantes. 

Com vistas a organizar o fluxo de trabalho, está disponível aos articulistas uma página com orientações sobre a redação e o envio dos textos. Dessa forma, mantém-se a igualdade de condições para todos os potenciais autores, estejam eles acostumados ou não a escrever para veículos de imprensa.

Além da solicitação por parte do JU, também chegam sugestões de artigos encaminhados via e-mail do veículo. Assim que o artigo é enviado ao jornal, ele segue para a edição por parte de um dos editores-assistentes e a revisão pelo revisor de textos. O fotógrafo seleciona imagens, encaminhando à programadora visual, responsável pela diagramação dos produtos do JU. 

São publicados, em média, três artigos por edição. No geral, prioriza-se a diversidade de temas, embora em determinadas edições procuram-se temáticas que conversem com o restante da edição. Um exemplo disso é a edição #81, especial do Novembro Negro, cujos artigos também versaram sobre a temática racial.


:: Redes Sociais

Uma das formas de circulação do conteúdo do JU é via redes sociais, tarefa executada por um bolsista especialmente contratado para isso.

O fluxo das redes sociais é estruturado da seguinte forma: na quinta-feira, dia de fechamento da edição, é divulgado nas três redes sociais nas quais o JU está presente (Twitter, Facebook e Instagram) o card da edição, com as chamadas para as matérias e artigos. O card geral da edição também é veiculado nos perfis da UFRGS e disparado em grupos de Whatsapp de servidores da UFRGS e de comunicadores das IFES. Ao longo dos dias seguintes (entre a sexta e a quarta-feira), são divulgados diariamente nos perfis do JU links, cards e stories chamando para uma matéria ou artigo da edição vigente.


3 Resultados

3.1 Conteúdo publicado

Em 2021, o JU produziu 80 reportagens, 12 entrevistas, 48 perfis (série Minha Saudade na UFRGS), 42 destaques da agenda cultural e 24 matérias de divulgação científica, contabilizando 182 conteúdos jornalísticos elaborados pela equipe e distribuídos ao longo de 46 edições semanais. Os pesquisadores da Universidade contribuíram com o debate público acerca de diferentes temas com a veiculação de 143 artigos. Também recebemos o comentário crítico mensal do Observatório da Comunicação Pública sobre o conteúdo disponibilizado nas edições do JU, totalizando 11 colunas no ano.

Dentre os 336 textos publicados, ao menos 59 (17%) tiveram relação direta com a pandemia e seus desdobramentos. Para ilustrar esse vasto material foram veiculadas 438 imagens produzidas pelo repórter fotográfico da equipe e 36 ilustrações e obras originais feitas por artistas convidados. Além disso, utilizamos 18 infográficos para tornar as informações mais claras e identificáveis. Adicionalmente, na seção Memória JU, destacamos a cada edição textos do acervo do jornal – disponibilizado no Lume – como forma de valorizar e dar visibilidade a esse material.

Nesse universo de conteúdos, os temas tratados abrangem uma grande diversidade, ocorrendo com maior frequência as seguintes temáticas: educação, saúde, direitos humanos, memória, relações internacionais, meio ambiente e empreendedorismo. Também se destacaram cultura e ciência, impulsionadas pelo estabelecimento de novos projetos do JU.

:: Informação com embasamento

Em comparação com o ano de 2020, é flagrante a menor ênfase em pautas enfocando diretamente a pandemia – ainda que a crise sanitária frequentemente ao menos tangencie os conteúdos publicados. Isso pode ser decorrência do fato de já conhecermos melhor, de forma geral, a covid-19, sua circulação e seus efeitos. Também é possível identificar a fadiga geral causada pelas restrições que o vírus impôs, tornando-se premente voltar a tratar de outros assuntos que igualmente afetam a sociedade.

A pandemia, contudo, teve presença marcante no período mais intenso de contaminação, entre fevereiro e março, quando veiculamos reportagens voltadas especificamente à temática, como Médicos alertam para situação dramática dos hospitais de Porto Alegre (#44), Estudo comprova a eficácia do uso de máscara e do distanciamento social no combate à pandemia (#45) e Atrasos e não comparecimentos à aplicação da segunda dose da vacina podem prejudicar eficácia da imunização no Brasil (#52).

Assim, demos seguimento ao objetivo já estabelecido no ano anterior de contextualizar e aprofundar o conhecimento da população sobre a crise sanitária, divulgando informações relevantes e com embasamento científico.

A covid-19 impulsionou o debate sobre o próprio fazer científico, suas singularidades e seus processos de comunicação. Com a incorporação e ampliação do projeto UFRGS Ciência e a contratação de dois jornalistas pós-graduandos, o JU pôde repercutir esses temas com reportagens como Em meio à pandemia, preprints ganham espaço e otimizam comunicação da ciência, mas controvérsias ainda cercam modelo (#80).

A fadiga imposta pelo isolamento social e as restrições de circulação também se refletiu em reportagens do JU, que pautou alternativas e escapes acessíveis, como na matéria Em meio à pandemia, iniciativas de leitura coletiva em voz alta aproximam mentes e corações (#77).

Como agente ativo na comunicação interna da Universidade, propulsor da construção de uma comunidade partilhada, o JU trouxe mais uma vez para suas reportagens questões relativas à vida universitária, como na matéria Pandemia e ensino remoto emergencial acentuam tendência à circulação digital de conteúdos bibliográficos (#79).

Ainda no espaço institucional, ao atuar na mediação e articulação entre instâncias da Universidade, buscamos contribuir para a instauração de movimentos internos ao mesmo tempo que registramos a evolução destes. Exemplo disso foi o texto Iniciativas espalhadas pela UFRGS buscam suprir ausência de política institucional de preservação (#82).

:: Fontes de informação

O JU colabora para a constituição da imagem da Universidade como lugar de conhecimento, além de proporcionar seu aprofundamento e difusão. Entre outros motivos, isso se deve ao fato de as reportagens trazerem, invariavelmente, entre as fontes consultadas, pesquisadores da UFRGS, profundos conhecedores dos assuntos e acontecimentos tratados.

Das 686 pessoas que foram entrevistadas ou escreveram artigos em 2021, 470 (68,5%) tinham vínculo com a Universidade, sendo 213 docentes, 117 graduandos, 92 pós-graduandos, 41 técnicos, 1 pós-doutorando e 1 estudante do Colégio de Aplicação. Nesse universo estão representados todos os câmpus da UFRGS, ainda que predominem os quatro de Porto Alegre, maiores e mais consolidados.

O perfil dessas fontes é eminentemente feminino e branco. Ao todo foram 394 mulheres (57%), 276 homens e ao menos 7 pessoas não binárias. Esta categoria, aliás, passou a receber ênfase em 2021, em parte por conta da reportagem Linguagem Não Binária desestabiliza as normas e propõe uma maneira mais inclusiva de comunicação (#63), ainda que essas fontes também tenham sido consultadas para outros temas e gêneros textuais, como os perfis.

Outros aspectos ligados à diversidade ainda têm avanço limitado, em parte por conta da composição do corpo docente da Universidade. Assim, entre as mulheres, ao menos 212 eram brancas, e 34, negras (8%). Pelo menos 5 estavam ligadas a povos indígenas, 12 se identificavam como LGBTQIA+ e 1 era pessoa com deficiência. Entre os homens, foram ao menos 131 brancos, 23 negros (8%), 8 indígenas, 13 LGBTQIA+ e 3 PcDs.

Com a prevalência de fontes da UFRGS, podemos afirmar que o JU apresenta à sociedade o olhar da Universidade para pautas na ordem do dia, como na reportagem Dinâmicas sociais trazem novas interpretações de monumentos públicos (#68). Dessa forma, e também pela veiculação robusta de artigos de autoria exclusiva de pesquisadores ligados à instituição, o jornal participa no registro da história do pensamento da UFRGS em seu diálogo com as temáticas contemporâneas, primando pela qualificação da informação, aprofundamento das reflexões e transformação social, princípios que regem nossa prática. Exemplos disso podem ser verificados, por exemplo, em Observatórios fomentam debates a respeito de questões essenciais ao interesse público (#73), O legado permanente de Paulo Freire para a educação e a democracia (#47), A comida como um foco de resistência da herança negra no Brasil (#81), Epistemicídio e o apagamento estrutural do conhecimento africano (#55) e A comunidade surda e o uso de Libras limitados às telas (#51).

Igualmente, as ideias provenientes de outras instituições também encontram, no JU, um meio de circular pela Universidade. O espaço privilegiado para que isso ocorra é a entrevista, que neste ano teve periodicidade menor em função da redução da equipe, mas que seguiu existindo. Destacamos como exemplo “A pobreza é uma forma de opressão política”, afirma a professora Andreza Aruska de Souza Santos (#66) e “Os carnavalescos têm a tarefa de buscar espaço”, diz mestre Nilton Pereira (#42).


3.2 Circulação e impacto

:: Site

Em 2021 mantivemos o formato de comunicação com o público – semanal e totalmente digital.

Período de análise: 25 de janeiro a 27 dezembro

Visualizações de páginas do site
359.564
Fonte: Google Analytics
Média semanal de visualizações de página:
7.816
Fonte: Google Analytics
Tempo médio de acesso por página
04min01seg
Fonte: Google Analytics
Público:
Idade
% de usuários
18-2430,07%
25-3427,11%
35-4413,99%
45-5411,37%
55-6410,03%
65+7,42%
Fonte: Google Analytics (Obs.: análise a partir de dados disponibilizados pelos usuários. Google não contabiliza usuários com idade inferior a 18 anos)
Aquisição:
canais de origem
% de usuários
Organic Search
(pesquisa em sites de busca)
58,02%
Direct
(URL digitada diretamente no navegador)
24,02%
Social
(redes sociais)
15,08%
Referral
(sites externos com link para JU)
1,08%
Email
(newsletter, feed)
0,01%
Fonte: Google Analytics

Novos
visitantes
x
Retorno de
visitantes
% de usuários
Novos visitantes88,56%
Retorno de visitantes11,44%
Fonte: Google Analytics
Dispositivos
de acesso
% de usuários
Mobile58,37%
Desktop40,78%
Tablet0,85%
Fonte: Google Analytics
Público:
gênero
% de usuários
Femino65,22%
Masculino34,78%
Fonte: Google Analytics (Obs.: análise a partir de dados disponibilizados pelos usuários)
País
de Acesso
% de acessos
Brasil94,78%
Estados Unidos2,16%
Portugal1,09%
Irlanda0,17%
Moçambique0,17%
Argentina0,12%
França0,12%
Alemanha0,12%
Reino Unido0,12%
Suécia0,10%
Fonte: Google Analytics
Páginas
mais lidas
CategoriaAcessos

Estudo comprova a eficácia do uso
de máscara e do distanciamento
social no combate à pandemia
Reportagem35.800
Ailton Krenak: “A Terra pode nos deixar
para trás e seguir o seu caminho”
Entrevista34.353
Linguagem Não Binária desestabiliza
as normas e propõe uma maneira
mais inclusiva de comunicação
Reportagem8.938
Cortes na ciência brasileira atingem
o meio científico como fechamento
de torneira em seca de sete anos
Reportagem8.412
Evasão escolar e pandemia:
quanto pior, pior
Artigo5.926
Epistemicídio e o apagamento
estrutural do conhecimento africano
Artigo5.595
Coronavírus, covid-19, SARSCoV-2 e
outros – um ponto de vista virológico
Artigo5.382
O legado permanente de Paulo Freire
para a educação e a democracia
Reportagem4.070
Por que confiar na ciência?Artigo4.056
Fonte: Google Analytics

:: Newsletter

Em 2021, o JU seguiu com o canal de comunicação com seus leitores: a newsletter. Com periodicidade semanal, entrega aos assinantes com e-mail cadastrado as reportagens, os artigos e as entrevistas que compõem cada edição semanal.

Newsletters enviadas
46
Fonte: The Newsletter Plugin
Assinantes
7925
Fonte: The Newsletter Plugin
Taxa de abertura de email
(últimas 20 edições)
22.97%
Fonte: The Newsletter Plugin
Taxa de cliques nos links
(últimas 20 edições)
2,14%
Fonte: The Newsletter Plugin
:: Redes sociais

De janeiro a dezembro de 2021, o jornal conquistou 1.309 novos seguidores no Instagram, Facebook e Twitter, passando de 8.690 para 9.999 o número de usuários das três redes que acompanham os conteúdos produzidos pelo JU.

Seguidores nas redes sociais
(Instagram, Facebook e Twitter)
9.999
Fonte: Instagram, Facebook e Twitter

Em comparação com 2020, foi possível verificar uma leve mudança no perfil dos seguidores: ainda que a maioria siga se encontrando no intervalo entre 25 e 34 anos, houve uma inversão entre as faixas etárias 18-24 e 35-44 – esta se tornou mais frequente do que aquela. Pode-se dizer que o JU passou a interagir um pouco mais com um público de faixa etária mais elevada.

Outra mudança significativa foi a designação de um bolsista para atuar exclusivamente nas redes sociais do JU a partir do mês de outubro. Ele passou a pensar e desenvolver novas estratégias de alcance do público, produzir stories e principalmente marcar nas postagens os entrevistados e autores dos textos. Isso tende a elevar e qualificar as interações e impulsionar a descoberta do perfil do JU por novos usuários.

Um dos indícios que revelam as dinâmicas de alcance das postagens e interação com elas é a ferramenta dos comentários. Em geral eles são utilizados para transmitir elogios ou para indicar o texto a conhecidos, que são marcados e assim levados a visualizar o conteúdo. Algumas interações, contudo, foram mais marcantes, como o post no instagram relativo ao texto de divulgação científica a respeito de um réptil extinto. Um seguidor do JU fez uma pergunta sobre o tema, e o autor da pesquisa apresentada a respondeu.

Instagram

Em 2021, o JU passou de 5.035 seguidores em janeiro para 5.875 em dezembro, um crescimento de 16,7%. Esse resultado reflete o esforço continuado da equipe de sustentar o volume de postagens na rede social, com cards para todos os conteúdos publicados nas edições semanais. O trabalho do bolsista voltado às redes sociais elevou a qualidade das interações, mas ainda não se reverteu em acréscimo significativo de seguidores.

Seguidores no Instagram
5.875
Fonte: Instagram

A postagem que recebeu o maior número de curtidas no ano, 390, foi a referente à reportagem sobre o Príncipe Custódio (#48), africano que viveu em Porto Alegre e se tornou símbolo da luta antirracista e pela livre expressão dos cultos de matriz africana. Entre os cards relativos aos artigos, o que recebeu mais curtidas, 299, foi o de divulgação do texto sobre a possível correlação entre o padrão de consumo de carnes e a proliferação de doenças. Mais recente, a circulação frequente de stories (que ficam disponíveis apenas por 24h) teve o pico de visualizações, 252, com a discussão sobre revistas predatórias.

O público que segue o JU no Instagram é formado por uma maioria de mulheres e de pessoas com idade entre 25 e 34 anos.

Público:
Idade
% de usuários
25-3432%
35-4423%
18-2422%
45-5412%
55-646%
65+2%
13-170%
Fonte: Instagram
Público:
gênero
% de usuários
Feminino67%
Masculino33%
Fonte: Instagram

Facebook

Em 2021, o JU passou de 2.837 seguidores em janeiro para 2.974 seguidores em dezembro, um aumento de 4,8%. Esse resultado pode ser atribuído ao menor crescimento de usuários no facebook (em comparação com o instagram), além de essa rede ser utilizada por um público de idade mais elevada, fora da faixa etária entre 25 e 34 anos, onde se encontra a maior fatia de seguidores do JU.

Seguidores no Facebook
2.974
Fonte: Facebook

O público que segue o JU no Facebook segue sendo formado por uma maioria de mulheres. Uma mudança significativa foi a redução da faixa etária entre 18 e 24 anos de 21% para 17%.

Público:
Idade
% de usuários
25-3430%
35-4422%
18-2417%
45-5414%
55-6412%
65+4%
13-171%
Fonte: Facebook
Público:
gênero
% de usuários
Feminino62%
Masculino38%
Fonte: Facebook

Twitter

Em 2021, o JU passou de 818 seguidores em janeiro para 1.150 em dezembro, um crescimento de 40%. Acreditamos que esse resultado é fruto do esforço de manutenção da frequência de publicação na plataforma – foram 342 tweets com uma média mensal de 26.340 impressões (número de vezes que o conteúdo apareceu na timeline das pessoas). Além disso, o twitter tende a ser mais utilizado por pessoas que buscam informação e conteúdos jornalísticos e tomam parte no debate público sobre temas atuais.

Seguidores no Twitter
1.150
Fonte: Facebook

O post mais visualizado no ano, a reportagem sobre a presença de competidores trans nos jogos de Tóquio, obteve 8.537 impressões. Já a postagem com maior interação foi a de uma reportagem sobre as expectativas de calouras em relação ao início das aulas, que teve 721 engajamentos (cliques no link ou nas hashtags, retuítes, curtidas, etc.).


Whatsapp

Em 2021, o JU manteve a produção de cards para divulgação de cada edição, que anunciam as reportagens, as entrevistas e os artigos publicados na semana. Esses cards são enviados a grupos de WhatsApp relacionados à UFRGS – servidores da Secretaria de Comunicação Social (18 participantes) e servidores que atuam em comunicação na Universidade (49 integrantes). Além disso, são encaminhados ao grupo de comunicadores das Instituições Federais de Ensino Superior (200 participantes) e ao grupo da Rede Nacional de Combate à Desinformação, a RNCD (115 integrantes). Esta consiste, ainda, em uma forma de circulação a ser aprimorada em termos de alcance e diversidade.



3.3 Projetos especiais

:: Esquinas – ciclo de debates

Neste ano, o projeto Esquinas – ciclo de debates contou com 3 edições. A atividade é um projeto de extensão e é realizada em parceria com o Instituto Latino-americano de Estudos Avançados, o Ilea, e o Departamento de Difusão Cultural da Proext, o DDC. Conta com o apoio e a transmissão da UFRGS TV.

A primeira edição, em 9 de fevereiro, convidou Milton Cunha, comentarista carnavalesco da Rede Globo e pesquisador em narrativas de Carnaval no Museu Nacional da UFRJ, e Laura Spritzer Galli, mestra em História pela UFRGS, para debater o tema “Carnaval e Cidade”, com mediação da jornalista Fernanda da Costa. Levantando diversos pontos acerca da presença da cultura carnavalesca em centros urbanos, a descentralização do Carnaval de Porto Alegre e o não reconhecimento do Carnaval enquanto forma de arte foram alguns dos assuntos abordados. 

https://www.ufrgs.br/jornal/debate-discute-a-relacao-entre-carnaval-e-cidade/

Já a segunda edição, realizada em 26 de maio, reuniu especialistas para discutir questões ligadas à Segurança alimentar. Os convidados foram Regina Barros Goulart Nogueira ou Kota Mulanji, presidente do Fonsanpotma, Paulo Niederle, professor do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Rural da UFRGS, e a doutoranda do mesmo PPG e membro do NEAB-UFRGS, Patrícia Gonçalves Pereira. O debate foi mediado pelo jornalista Felipe Ewald.

https://www.ufrgs.br/jornal/especialistas-destacam-a-necessidade-de-reconstruir-espacos-de-discussao-sobre-seguranca-alimentar/

O último debate realizado pelo projeto Esquinas – ciclo de debates em 25 de junho recebeu Cláudio Nascimento, presidente da organização Arco-Íris, Marcelly Malta, presidente da Associação de Travestis e Transexuais do RS, e Paula Sandrine Machado, coordenadora adjunta do Núcleo de Pesquisa em Sexualidade e Relações de Gênero da UFRGS, para uma conversa sobre questões ligadas às temáticas de Gênero e diversidade. A mediação foi do jornalista Everton Cardoso.

https://www.ufrgs.br/jornal/convidados-de-ciclo-de-debates-destacam-os-desafios-para-a-comunidade-lgbtqia/


:: Blog Lugar de Livro

Espaço de resenhas do JU, o blog Lugar de Livro reúne textos produzidos por estudantes, técnicos administrativos e docentes da Universidade com a apreciação de livros. As obras resenhadas são de diversos gêneros e publicadas por editoras universitárias, comerciais e independentes. O projeto é mantido com apoio da Editora da UFRGS.

A periodicidade foi inicialmente planejada como semanal, mas acabou sendo reduzida neste ano, em função das dificuldades logísticas impostas pelas atividades remotas e pela redução da equipe do JU. Foram publicadas cinco resenhas em 2021. Um dos objetivos para o próximo ano é retomar as publicações periódicas neste espaço.


Período de análise: 25 janeiro a 27 dezembro de 2021
*Fonte: Google Analytics

Visualizações de páginas do site
9.554
Fonte: Google Analytics
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02min37seg
Fonte: Google Analytics
Público:
Idade
% de usuários
25-3433,50%
18-2427,50%
35-4415,50%
45-5412,50%
55-645,50%
65+5,50%
Fonte: Google Analytics (Obs.: análise a partir de dados disponibilizados pelos usuários. Google não contabiliza usuários com idade inferior a 18 anos)
País
de Acesso
Acessos
Brasil6050
Portugal70
EUA35
Moçambique18
Angola15
Alemanha8
Argentina7
Cabo Verde6
Itália6
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:: Observatório

*Texto escrito pelos pesquisadores do Observatório de Comunicação Pública (Obcomp)

Durante o ano de 2021, os pesquisadores do Observatório da Comunicação Pública (Obcomp) analisaram 42 edições do JU, cujas avaliações foram publicadas em 10 colunas, uma a cada mês, a partir de fevereiro. O trabalho é realizado por doutorandos e mestrandos vinculados ao Núcleo de Comunicação Pública e Política do PPGCOM/UFRGS e submetido ao debate e aprovação do grupo.

A primeira coluna foi reservada para a explicação do trabalho que seria realizado e que resultou numa gratificante e complexa experiência. Na primeira análise, foi ressaltado que, com a pandemia da covid-19, as universidades ampliaram sua visibilidade e sua participação social com a promoção de diversas atividades online e debates de interesse público, sobretudo vinculados à ciência. Nesse contexto, o papel e a responsabilidade da universidade pública foram ampliados e fortalecidos indicando o exercício da comunicação pública.

Orientado pelo conceito de visibilidade com responsabilidade, o Obcomp analisou a seleção e o enquadramento de temas de interesse público de modo a relacioná-los com o posicionamento editorial manifestado pelo veículo. Foi avaliada a diversidade de temas de interesse público de acordo com a função social do jornalismo e da própria Universidade em compartilhar pontos de vista e incentivar o debate crítico e ético. Como exemplo, algumas colunas destacaram a visibilidade de temas como o Novembro Negro (coluna de 9 de dezembro) e o Mês Mundial do Orgulho LGBTQIA+ (coluna de 8 de julho). Entende-se o JU como um espaço no qual o conhecimento produzido pela UFRGS pode ser compartilhado, assim como o conhecimento sobre a própria Universidade.

Nesse processo, apontou-se também a invisibilidade de questões consideradas fundamentais para o exercício da comunicação pública das universidades em sociedades democráticas, que exige diálogo sobre temas importantes. Entendendo-se, portanto, o jornal como veículo jornalístico em diálogo com outros públicos, e não apenas a comunidade da UFRGS, as edições foram igualmente avaliadas a partir da invisibilidade de certos temas de repercussão nacional. Temas sensíveis relacionadas à política e à gestão da Universidade foram evitados ou tratados de forma superficial pelo JU. Da mesma forma, a coluna de 5 de agosto apontou o silenciamento do JU sobre a CPI da pandemia; a de 14 de outubro indicou a ausência de conteúdos sobre os ataques ao STF.

Com essa crítica, indicava-se a necessidade de que o JU invista cada vez mais no diálogo com a comunidade, inclusive sobre temas sensíveis. Diálogo é o único caminho possível, considerando que depende do próprio jornal adotar uma postura que o torne aberto a todos os temas – e a crítica pode apenas ajudar nesse processo.

A observação deve-se ao fato de que a coluna não pode ser absorvida como conteúdo editorial do jornal, mas manter o seu status opinativo. Caso a crítica do jornal seja considerada parte da cobertura, há um empobrecimento dos propósitos da coluna – fazer a crítica ao jornal e também ao próprio JU -, ficando, assim, evidente uma limitação dos temas que podem receber abordagem ou não.

O trabalho realizado durante 2021 entre o Jornal da Universidade e o Observatório de Comunicação Pública confirmou duas premissas: a produção de conhecimento ocorre na conjunção entre processo de difusão de informações e a sua crítica; e que a responsabilidade da Universidade quanto à sua função social é exercida, também, na promoção da visibilidade sobre esse conhecimento e o possível debate decorrente. Identificamos, assim, a importância da comunicação pública.


:: Produção científica

Em 2021, o JU foi gerador de duas publicações em coletâneas acadêmico-científicas organizadas e escritas por pesquisadores e profissionais do campo jornalístico. O primeiro texto publicado foi Jornal da Universidade (UFRGS): estratégias para valorizar a academia e a ciência durante a pandemia, um relato da experiência do JU em 2020 elaborado por Everton Cardoso e Felipe Ewald a partir do relatório anual de atividades daquele ano.

O texto narra o processo de transição do JU de publicação impressa mensal para veículo semanal digital e apresenta a estratégia traçada para tal – a conformação de uma rede ampla e capilarizada de relações individuais e institucionais dentro da comunidade universitária articulada pelo veículo.

O relato de experiência está incluído entre os 16 capítulos que integram a obra Comunicação e ciência na era covid-19, organizada por Elen Geraldes, Gisele Pimenta, Kátia Belisário, Rafaela Pinto e Ruth Reis, integrantes do Grupo de Pesquisa em Políticas e Estratégias de Comunicação da Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação). A obra está disponível para download gratuito em formato de e-book.

A segunda publicação é um capítulo sobre jornais universitários incluído no livro Tópicos em jornalismo: Redação e Reportagem, também de autoria de Everton Cardoso e Felipe Ewald. Publicada pela Editora Insular, a obra foi organizada por Ângela Zamin e Reges Schwaab e é o terceiro volume da Série “Novas Diretrizes”. Está disponível em formato de e-book para download gratuito.

A coletânea apresenta 43 verbetes, assinados por 40 autoras e autores e que tratam de processos e de outros elementos inseridos na prática jornalística, seja em sua dimensão experimental no ambiente universitário, seja em sua conformação profissional nas salas de redação.  

O texto sobre jornais universitários parte da experiência do JU e de publicações semelhantes (Beira do Rio, da UFPA, Jornal da UFG, Jornal da Unicamp, Jornal da USP e Conexão UFRJ) para delinear uma tipificação desse tipo de veículo – características, processos, papéis, funções, relações institucionais e desafios -, organizando de modo singular e conceitual o conhecimento sobre o tema.

Além disso, o JU foi convidado a participar de dois eventos acadêmicos neste ano para apresentar sua experiência enquanto veículo de comunicação pública. O primeiro foi uma mesa dentro da programação do Festival do Conhecimento UFRJ e teve como tema “Ciência e sociedade pelo olhar da reportagem: experiências e desafios do jornalismo feito nas universidades”. 

Participaram do debate representantes do JU, do Beira do Rio (UFPA) e do Conexão UFRJ. Realizado em 14 de julho, a atividade – feita de forma remota e online – teve como tema central os desafios do jornalismo produzido nas universidades públicas brasileiras e a potencialidade das reportagens veiculadas nos canais institucionais na composição do debate público.

Finalmente, em 6 de dezembro, o JU compartilhou sua experiência como jornal universitário no painel Inovação na divulgação científica, dentro da programação do XIII Encontro do Programa de Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas da UFRGS. Integraram o painel, além de Everton Cardoso, Mellanie Fontes-Dutra, pós-doutoranda pelo Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas: Bioquímica e idealizadora da Rede Análise Covid (@analise_covid19), e as integrantes do projeto Especialistas – grupo composto por 5 mulheres, 3 neurocientistas e 2 comunicadoras científicas, egressas da UFRGS e que se dedica à divulgação da ciência em redes sociais.


:: Parceria com Jornais Universitários

Uma novidade deste ano é o estabelecimento de parcerias com outros jornais universitários. O objetivo dessa articulação é estabelecer contato com outras realidades e, ao mesmo tempo, fortalecer o fazer jornalístico das instituições federais de ensino superior por meio do trabalho em rede.

A primeira parceria implementada foi o com o Beira do Rio, jornal da Universidade Federal do Pará (UFPA), com a publicação da matéria conjunta A vida à beira das águas em Belém e Porto Alegre. Outra matéria realizada em parceria com o Beira do Rio, sobre a gentrificação nas orlas de Belém e Porto Alegre, está em produção e deve ser publicada no começo de 2022. A partir da participação do JU no Festival do Conhecimento da UFRJ, também houve uma tentativa de incluir o Conexão UFRJ na parceria, mas, devido a dificuldades de articulação e cronograma, não foi possível prosseguir.

Em dezembro de 2021, iniciou-se a aproximação com outro jornal universitário, o Jornal da UFG, da Universidade Federal de Goiás, para que também passe a integrar a parceria. Essa articulação terá continuidade em janeiro, com a produção de pautas em conjunto entre JU, Jornal da UFG e Beira do Rio. A intenção, para 2022, é agregar outros jornais universitários a essa rede.


:: Rede Nacional de Combate à Desinformação

O JU integra, desde novembro de 2020, a Rede Nacional de Combate à Desinformação (RNCD), uma organização virtual coletiva que reúne projetos e instituições que contribuem, de alguma forma, para o combate à desinformação. Também integra a RNCD o Grupo de Pesquisa em Comunicação Organizacional, Cultura e Relações de Poder (GCCOP), vinculado ao Programa de Pós-graduação em Comunicação e Informação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGCOM/UFRGS).


3.4 Premiações

Três reportagens publicadas no JU foram premiadas em 2021, todas com temas relacionados aos Direitos Humanos. Os premiados são alunos de Jornalismo da UFRGS e atuaram como repórteres bolsistas do Jornal. 

Em 3 de dezembro, a reportagem Catadores autônomos contestam multas por trabalho nas ruas de Porto Alegre, escrita por Mathias Boni, foi premiado na categoria universitária do 8.° Prêmio ADPERGS de Jornalismo, concedido pela Associação de Defensoras e Defensores Públicos do RS. A matéria veiculada em 5 de agosto apresenta os questionamentos feitos por trabalhadores, políticos e defensores públicos a respeito da aplicação de multas contra as coletas de resíduos nas ruas da capital. 

Também em dezembro, a reportagem Epistemicídio e o apagamento estrutural do conhecimento africano, de autoria de Grégorie Garighan, recebeu o 1.° lugar na categoria universitária no 38.° Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo 2021. Veiculada em 20 de maio, a matéria apresenta análises feitas por pesquisadores que defendem que o processo de morte simbólica dos corpos de pensamento originários na África é resultado de uma sociedade que supervaloriza os ideais ocidentais. 

A repórter Bárbara Lima recebeu, em 17 de dezembro, o 2.° lugar na categoria Mídia Digital (online) no Prêmio Corecon-RS de Reportagem de Economia 2021, realizado pelo Conselho Regional de Economia do RS. A reportagem premiada foi Territórios quilombolas lutam por uma existência solidária e comunitária na cidade, veiculada em 17 de dezembro de 2020 e acompanhou as realidades de Quilombos durante a pandemia, seus desafios e culturas.


3.5 JU em números


4 Novos projetos

4.1 Cultura

Uma das novidades deste ano no JU é a implantação do JU Cultura, projeto de jornalismo cultural que articula diferentes unidades, setores e agentes da UFRGS para incrementar a ação do veículo na cobertura desse setor. O projeto está articulado em torno de um espaço digital para divulgação de atividades culturais, reflexão e criação artística, além da promoção do debate e do aprendizado sobre essa prática. Em 2021 foi submetido e aprovado um projeto de extensão denominado “UFRGS Cultura: jornalismo cultural na universidade”. 

Com o apoio da Pró-reitoria de Extensão (Prorext), que forneceu duas bolsas de extensão e efetuou a compra de plugin e tema de WordPress, foi criado o site www.ufrgs.br/cultura. A partir da estrutura do site é possível ter uma dimensão mais concreta de como o projeto se estrutura:

  • No topo do site, está uma obra de arte feita por artista convidado ou convidada (mais detalhes abaixo), com o logo que foi criado para o site pelo Núcleo de Comunicação Estratégica (NCE) da Secom;
  • Na seção Destaques da Agenda, publica-se semanalmente uma matéria que destaca o principal ou evento ou atividade de cultura. Na escolha da atividade destacada, é pensado sempre algo que remeta ao futuro, para que o público leitor possa participar;
  • No espaço Programação, está uma agenda completa de eventos culturais de diversas áreas da UFRGS. Esse espaço é mantido em parceria com diversos setores, dentre eles o Departamento de Difusão Cultural (DDC), Museu da UFRGS, Instituto de Artes e curso de Licenciatura em Dança. A intenção é que esses setores parceiros abasteçam a seção, mas, por enquanto, esse fluxo ainda não está ajustado. Neste momento, a equipe do JU está executando essa tarefa, mas a intenção é que, com o tempo, passe a apenas editar o material;
  • Na seção Reportagem é apresentada quinzenalmente uma reportagem sobre temáticas culturais. Diferentemente da agenda de eventos, a ideia é trazer assuntos contemporâneos da área da cultura, tendo artistas, pesquisadores e público como fontes;
  • Também há um espaço Rádio e TV, no qual, a cada semana, são destacados dois programas ou podcasts recentes da UFRGS TV e da Rádio da Universidade. O abastecimento dessa seção é feito pelos veículos parceiros;
  • No espaço Laboratório são publicadas reportagens, crônicas e críticas produzidas por estudantes de Jornalismo na UFRGS, principalmente na disciplina específica de Jornalismo Cultural, ministrada pela professora Cida Golin;
  • Quinzenalmente, um ou uma artista visual da Universidade é convidado ou convidada a desenvolver uma obra especificamente para a capa do site, e um dos bolsistas do projeto realiza entrevista e monta um perfil da pessoa convidada. A curadoria é da jornalista e produtora cultural Mariana Sirena, da Rádio da Universidade;
  • O site também tem um espaço para resenhas de livros de diversas áreas e gêneros feitas por integrantes da comunidade universitária e publicadas no blog Lugar de Livro (mantido pelo JU e que conta com parceria da Editora da UFRGS);
  • A seção de Crítica e reflexão conta com blogs parceiros ligados a projetos, cursos e disciplinas, ou mantidos por integrantes da comunidade universitária e que trazem textos críticos e reflexivos sobre diversas áreas culturais – como teatro, dança, carnaval, cultura drag queen e artes visuais;
  • A seção Para ler, destaca o trabalho literário de algum integrante da comunidade universitária. Na página de abertura estará uma frase da obra (crônica, romance, poema, letra de canção) e haverá link para o texto completo e pequena biografia do autor ou da autora. A curadoria será feita pela bacharela em Letras e apresentadora Liz de Bortoli, da Rádio da Universidade;
  • Em Para ouvir, de modo semelhante à seção anterior, serão destacadas composições e interpretações musicais de integrantes da comunidade universitária. A curadoria será da jornalista e produtora cultural do DDC Ana Laura Feitas;
  • Na seção Para ver, serão destacados espetáculos cênicos veiculados em forma de vídeo, incluindo teatro, dança, performance e outras linguagens. A curadoria será do jornalista, crítico e editor-chefe do JU Everton Cardoso; e
  • Em Para acompanhar, dois episódios de podcasts vinculados ao Lúmina e que tratem de temáticas culturais. Esse espaço tem parceria com o Lúmina e a curadoria é feita pelos repórteres vinculados ao projeto.

4.2 Ciência

Outro projeto deste ano do JU, o novo site de Ciência tem o objetivo de ser um espaço de circulação de diferentes conteúdos sobre a produção científica e todas as questões a ela atreladas. O site nasce a partir do antigo UFRGS Ciência, portal de divulgação científica até então mantido pela Assessoria de Imprensa da Secretaria de Comunicação Social da UFRGS. O projeto adquire, então, uma nova configuração, mais próxima estética e editorialmente do JU, e tem como objetivo manter uma interação maior com os espaços de pesquisa dentro da UFRGS. Agora denominado JU Ciência, ele mantém o domínio ufrgs.br/ciencia.

A reformulação e ampliação do JU Ciência teve início em julho de 2021, com apoio da Pró-reitoria de Pesquisa, que forneceu duas bolsas do tipo ATADM I e duas ATADM II. Com esses recursos, foi possível contratar dois bolsistas de graduação, vinculados ao curso de Jornalismo da UFRGS e que trabalham nas matérias de divulgação científica, e dois jornalistas profissionais, vinculados a dois diferentes programas de pós-graduação da UFRGS e que trabalham nas reportagens de ciência.

O projeto abarca as seguintes seções:

  • Na seção Reportagem, matérias jornalísticas aprofundadas abordam a produção científica dentro da Universidade a partir de sua dimensão transdisciplinar e de seu impacto social e também temáticas importantes à ciência brasileira, como financiamento e avaliação. O trabalho é realizado por jornalistas profissionais da equipe do JU;
  • Em Divulgação científica, matérias jornalísticas apresentam pesquisas desenvolvidas na Universidade a partir das pessoas envolvidas no projeto de investigação, detalhando métodos, objetivos e resultados com uma linguagem simples e acessível. Os textos são produzidos pelos bolsistas estudantes de Jornalismo. O site possui uma opção “Divulgue sua pesquisa”, que direciona a um formulário com o qual os pesquisadores podem abastecer a equipe do JU com sugestões de pauta;
  • Em Eventos e oportunidades, um calendário traz congressos, simpósios e oportunidades para a comunidade científica, como editais de financiamento e vagas de pós-doutorado. Junto a essa seção há um link “Divulgue seu evento”, pelo qual a comunidade acadêmica pode enviar informações sobre os eventos promovidos na Universidade para divulgação nesse espaço. Como o setor de Comunicação da Propesq já atua no levantamento desses conteúdos para o site da Pró-reitoria, está sendo articulado um fluxo de abastecimento dessa seção por parte da equipe da Propesq, com edição e publicação a cargo da equipe do JU;
  • Periódicos científicos destaca as edições mais recentes das publicações editadas na Universidade. É realizada em parceria com a Comissão Assessora de Edição de Periódicos da UFRGS;
  • Em Rádio e TV, há espaço para matérias de ciência veiculadas nos demais veículos universitários. São destacados conteúdos veiculado no Ciência 1080, da Rádio da Universidade, e os conteúdos sobre Ciência veiculados no canal da UFRGS TV no YouTube.;
  • Espaço para veicular materiais de divulgação científica produzidos pelos alunos da disciplina “Do laboratório para a sociedade: técnicas de divulgação para a sociedade de avanços científicos desenvolvidos na UFRGS”, oferecida a todos os pós-graduandos da UFRGS; e
  • Seção Para acompanhar destaca episódios podcasts de ciência disponíveis na Plataforma Lúmina e selecionados pelos repórteres do projeto. 

O importante apoio da Pró-reitoria de Pesquisa também se deu por meio da aquisição, por parte da Pró-reitoria, de um tema e de um plugin de WordPress, o que ocorreu em novembro de 2021. Essas ferramentas oferecem mais recursos e funcionalidades ao novo site, ampliando as possibilidades de layout e de programação. Com a compra do tema e do plugin, foi possível atualizar o layout do site e iniciar a incorporação das novas seções.

O JU Ciência também conta com apoio da Pró-reitoria de Pós-graduação (Propg), do Zenit – Parque Científico e Tecnológico da UFRGS e da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico – esses últimos vinculados à Pró-reitoria de Inovação e Relações Institucionais (Proir). Também está em andamento a redação de um projeto de extensão, que deve ser submetido já no começo de 2022.


5 Edições do ano

Confira abaixo todas as edições semanais do JU em 2021, resumidas aqui através do material gráfico utilizado nas redes sociais para divulgação da edição.