Make Fabico Weird Again #1
por Gabriel Vieira da Silva
Frank Ocean é um renomado cantor, compositor e produtor norte-americano, que ao longo da década de 2010, se tornou uma das maiores referências quando falamos do gênero R&B e pop alternativo. Através das suas letras extremamente sensíveis e produções para outros grandes magos da indústria musical, Ocean se consolidou como um dos grandes e mais icônicos nomes dessa geração. Antes de se tornar um fenômeno, Ocean apenas compunha para outros gigantes da indústria como Justin Bieber e John Legend. Até que através de Tyler, the Creator, tornou-se membro do Odd Future, que o lançou como artista finalmente. No grupo, ele participou de diversos trabalhos do próprio Tyler, de Jay-Z, Kanye West e Beyoncé, além de lançar sua primeira mixtape, Nostalgia, Ultra. Em seguida, Ocean lança Channel Orange, seu primeiro álbum de estúdio que já obteve um sucesso estrondoso rendendo até mesmo Grammy. Músicas como Lost, Thinking About You e Pyramids já chamavam a atenção para o que trataremos neste trabalho posteriormente: a forma como o artista produz música e expõe seus sentimentos através das suas letras profundas e sensíveis. Após 4 anos de fãs especulando o que viria a seguir, Ocean lança Blonde em 20 de agosto de 2016, que posteriormente foi elencado na lista de melhores álbuns de todos os tempos pela revista Rolling Stone[1]. Se o seu primeiro álbum de estúdio já foi um grande sucesso, Blonde conseguiu superar esse feito. Entre uma produção fora dos padrões e divergências com a sua gravadora, o álbum apresenta temáticas como amor, sexualidade, racismo, família e espiritualidade.

Foto: Ensaio fotográfico de Blonde, 2016
Originalidade e a produção fora do padrão
Blonde apresenta uma produção complexa e repleta de experimentações. O álbum é um trabalho muito mais experimental considerando os seus projetos anteriores, com várias mudanças na estrutura das canções e na composição das letras. A produção do álbum no geral é muito complexa, e por conta disso, conta também com o auxílio de outros gênios da indústria musical como co-compositores e co-produtores. Kendrick Lamar, Beyoncé, Kanye West, Pharrell Williams, Paul McCartney, Andre 3000 e Tyler, The Creator são exemplos. Com essa gama de opiniões e ideias que surgiram com esse conjunto de artistas e de anônimos que compõem a extensa lista de créditos, em Blonde, Ocean consegue construir canções das mais diferentes formas. A voz do cantor é utilizada para além de ser um instrumento, mas também como tradução de sentimentos e sensações. Ela é utilizada nas músicas de uma maneira diferente do que era padrão na indústria musical da época do pop e R&B. Mais do que nunca, Frank Ocean perdeu todos os rótulos que estavam sendo empregados a ele.
“Às vezes eu sentia que você não estava ouvindo versões suficientes de mim dentro de uma música, porque havia muito pensamento hiperativo. Mesmo que o ritmo do álbum não seja frenético, o ritmo das ideias sendo lançadas é”, disse Ocean ao The New York Times, em 2016.
A primeira faixa do álbum, Nikes, foi lançada junto a um videoclipe um dia antes do lançamento oficial do disco. A música que inicia os trabalhos dessa nova era de Ocean já apresenta algumas mudanças na sua produção quando relacionamos com seu trabalho anterior. A mudança na estética musical está representada principalmente na forma como a voz é utilizada. Nos primeiros versos da canção, o cantor utiliza de um pitch mais alto do que o usual. Já na segunda parte da música, ele faz o uso de auto-tune. Nos últimos versos, Ocean declama a letra de uma forma mais falada e menos cantada, se assemelhando com o rap. Em meios gerais, a faixa resume bem o que a produção musical apresentará nas demais músicas.

Frame do clipe de Nikes – Blonde, 2016
A segunda faixa, Ivy, uma das favoritas dos fãs, Ocean traz na sua composição uma história do seu passado e bem pessoal como já era de se esperar. A história de uma relação que falhou, muitos os questionamentos e os arrependimentos foram traduzidos na letra. Na produção, o cantor revelou em entrevista para o The New York Times que subiu um pouco o pitch da voz para aparentar ser mais novo, o que traria toda uma atmosfera junto a letra da canção. No instrumental chama a atenção a presença de riffs de guitarra durante toda a música, o que não é usual na estética do R&B. Na sequência, Pink+White, outra faixa que ganhou o coração dos fãs e com participação de Pharrell Williams na produção, repetindo o sucesso de Sweet Life, do álbum anterior. A canção apresenta uma energia de verão e fim de tarde, o que foi representado na letra e no nome da música. Essa é mais uma letra que trata sobre amor e seus sentimentos. Para encerrar, a faixa tem vocais de Beyoncé fechando o último refrão da faixa [2].
“Just the same way you showed me, showed me
You showed me love
Glory from above
Regard, my dear
It’s all downhill from here”
Refrão de Pink+White
A seguir, Ocean traz um interlúdio, uma produção que é mais falada, geralmente mais curta e sem foco na questão musical, mas sim na mensagem. Na época era muito raro álbuns de R&B e Rap terem essas pausas para transitar as músicas. O cantor, então, inova ao trazer mais uma novidade à indústria musical. Posteriormente se tornou cada vez mais usual álbuns terem interlúdios em diversos gêneros. Be Yourself é uma chamada telefônica com ensinamentos de uma mãe de um amigo do cantor que dá conselhos a seu filho. Ainda sobre a primeira metade do álbum, Solo trata de solitude e é uma das poucas faixas que tem um ritmo marcado, guitarra e com o cantor se aventurando fazendo rap. Self Control, sendo uma balada de respeito, toca no coração e faz os olhos marejarem, e ainda entrega uma performance vocal impecável de Ocean.
“Be yourself and know that that’s good enough
Don’t try to be someone else
Don’t try to be like someone else, don’t try to act like someone else
Be yourself, be secure with yourself’
Trecho de Be Yourself
A segunda metade do álbum segue com as mesmas temáticas, porém com uma pegada mais densa, profunda e escura. É possível perceber essa diferenciação graças a produção e a forma como as canções são construídas. Após a parte “escura” de Nights, vem a reprise de Solo, interpretada por Andre 3000 e um cover magnífico de Close To You de Stevie Wonder. A canção tem um auto-tune que multiplica voz em várias notas que formam um acorde e apresenta samples da versão original. Em seguida, o cantor apresenta a sua disposição para explorar os seus impulsos estranhos mais evidentes em Good Guy e Pretty Sweet, trazendo um lado mais experimental na produção.
E ainda mais canções imersas nas paixões do cantor e no seu passado White Ferrari traz toda uma energia nostálgica. Entretanto, para chegar a esse resultado, foram necessárias 50 versões até que Ocean decretasse qual seria a melhor. Uma das mais longas do disco é Seigfried que fala sobre pensamentos, devaneios, decisões e indecisões. Ao analisarmos a estrutura da canção, ela se assemelha a uma peça teatral, principalmente pela forma que as harmonias são construídas. Ocean se despede com Godspeed e Future Me, canções que apresentam uma sonoridade mais gospel e com as letras sintetizadas em todos os pensamentos que Blonde trouxe.
“Quando eu estava fazendo o disco, havia 50 versões de “White Ferrari”. Tenho um irmão mais novo de 15 anos, e ele ouviu uma das versões e disse: “Você tem que lançar essa, é essa”. E eu disse: “Não, essa não é a versão”, porque ela ainda não me deu paz”, disse ao The New York Times.
A produção do álbum ainda entrega a sensação de estar imerso em uma obra de arte por completo. Todas as canções harmonizam muito bem umas com as outras levando em consideração uma coerência geral. Entretanto, todas elas também funcionam muito bem separadamente, a produção de Frank e seus parceiros trouxe muita qualidade à escuta do público.
Dualidade e a semiótica por trás de Blonde
Dois aspectos que Frank Ocean trás em seu álbum são a dualidade das coisas e a forma como as informações são apresentadas de uma maneira indireta e por outros meios. A dualidade fica escancarada em Nights, a nona faixa do álbum e que Ocean utiliza para marcar o ponto de virada do trabalho. O tempo de duração do disco é de exatamente 1 hora, e bem no minuto 30, há um ponto de virada extraordinário [3], lembrando até da sua prima do disco anterior Pyramides. A partir dessa transição, o álbum que vinha trazendo temáticas mais românticas e um aspecto mais solar e diurno, começa a apresentar sua face mais noturna, escura e densa. A produção fica mais lenta e com batidas mais fortes, o rap fica mais presente e as músicas mais faladas.

Foto: Capa de Blonde, 2016
Blonde, ou “Blond” , como também pode ser chamado, apresenta várias formas de dualidade do próprio artista. Sua bissexualidade, o dia e a noite, o feliz e o triste. Além disso, a semiótica apresentada na capa do álbum retrata extrema vulnerabilidade, portanto a imagem dele chorando ou não é outra representação dessa dualidade. O cenário que remete a um banheiro pode ser considerado intencional por retratar um momento de vulnerabilidade e intimidade, conectando com a mão ao rosto e a carga sentimental que as letras do disco carrega, pode-se compreender que as lágrimas que estariam caindo, se confundem com as gotas de água do chuveiro.
A análise semiótica de Blonde envolve a interpretação de diversos significados, símbolos e signos presentes não só na estética visual do álbum como também nas músicas. A capa pode representar o público e o privado, podendo ainda refletir a complexidade da jornada emocional de Ocean. A Partir da virada de Nights, por exemplo, é possível relacionarmos com uma transição do presente para o passado, sugerindo que experiências anteriores moldam a identidade de um artista. Em Self Control, podemos fazer uma reflexão sobre o tempo, que não podemos controlá-lo, mas que Ocean tenta capturá-lo em momento de introspecção. A semiótica do disco revela um trabalho profundo e introspectivo, além de multifacetado, em que o artista utiliza tanto o som quanto a imagem para explorar questões complexas de identidade, do amor e do tempo. As escolhas estéticas, as letras e a produção sonora estão imersas em uma rede de significados que questionam o papel da música e da arte na construção do eu e na compreensão das experiências humanas.
Liberdade criativa X Gravadoras
Uma questão que permeia diversos artistas contemporâneos é a sua liberdade para criar sua música e a relação que estes têm com suas gravadoras. Tendo em vista que as grandes gravadoras visam estritamente o lucro, muitas músicas produzidas que saem do padrão comercial, são cortadas pela alta cúpula das empresas. Nesse sentido, uma massa de cantores acaba se tornando reféns e não produzindo o que quer de fato. Na maioria dos casos, os artistas entram nas gravadoras jovens e sem entendimento de contratos e por conta disso, acabam sendo prejudicados no futuro. Em alguns casos pode ocorrer o risco de até perder o direito de uso das suas próprias canções. Citando como exemplo, a cantora Taylor Swift perdeu o direito de utilizar suas músicas mais antigas [4], pois seu antigo escritório vendeu os direitos de suas produções contra a vontade da cantora e sem a possibilidade de compra da mesma. Por conta disso, a artista norte-americana começou a regravar seus álbuns antigos [5] com pequenas alterações, os “Taylor’s Version”, como uma forma de impedir a venda desses produtos e focar nas produções novas.
Além de Taylor, outros artistas como Kanye West, Rihanna e The Beatles passaram por situações semelhantes. No Brasil, Anitta também enfrentou dificuldades relacionadas ao controle de sua carreira com sua antiga gravadora, a Warner Music. Recentemente, ela conseguiu romper o contrato após uma longa negociação pública, alegando falta de liberdade criativa. Esses casos destacam a importância de contratos justos e da posse dos direitos autorais, incentivando artistas a se informarem melhor sobre as implicações de suas decisões no início de suas carreiras.
Nesse sentido, Frank Ocean passou por uma situação parecida com sua antiga gravadora. Seu contrato com a Def Jam previa o lançamento de dois álbuns de estúdio do cantor. Entretanto, mesmo após Channel Orange ser um sucesso, sua gravadora ainda assim mantia uma pressão sobre o que Ocean deveria produzir em seu próximo trabalho e os direitos dele. O cantor então, elaborou uma estratégia ousada e visionária para driblar as imposições contratuais e reconquistar sua autonomia. Ocean cumpriu seu contrato com a gravadora ao lançar o álbum visual Endless, disponível apenas na plataforma Apple Music, e no dia seguinte, lançou Blonde de forma independente, mantendo controle total sobre os direitos e a criação do segundo álbum. Essa manobra não apenas libertou Frank Ocean das limitações impostas por sua antiga gravadora, mas também se tornou um marco na indústria musical. Sua decisão atraiu outros artistas para reconsiderar suas relações com gravadoras tradicionais e buscar modelos de trabalho que priorizem sua autonomia criativa e financeira.
“Você sabe, o sucesso tem que ser como Frank Ocean. Agora, obviamente, você sabe, ele é super popular, mas eu não diria que ele está jogando conforme as regras da indústria. Ele está tocando de acordo com suas próprias regras — ele está fazendo a música que quer, e não se encaixa em um formato. […] Ele não tem músicas que se encaixem nas rádios pop ou que cheguem a um bilhão de streams”, argumentou Jay-Z à Rolling Stone em 2021 [6].
Blonde como referência a outros artistas
Como já citado anteriormente, Blonde é considerado um dos melhores álbuns de todos os tempos segundo a Revista Rolling Stone [7]. Isso só se deu graças a qualidade do trabalho de Ocean e o apelo que a obra recebeu do público e da crítica. Tendo em vista disso, o trabalho do artista se tornou referência a quem produz música em diferentes aspectos.
Através do seu lirismo pessoal, da narrativa íntima e a forma como Ocean se despe sobre as letras que, cantadas ou faladas, podem traduzir sentimentos que não são individuais, o cantor mostra que é possível se apresentar dessa forma. A vulnerabilidade presente do disco promove uma série de identificações entre o público, o que para outros artistas como Lil Nas X pôde influenciar no processo de produção e composição de suas próprias músicas. O cantor já relatou que Ocean influenciou diretamente sobre as questões envolvendo sua sexualidade e a comunidade LGBTQIAPN+.
“Acho que artistas como Frank em geral e, como Tyler e outros, eles tornaram mais fácil para mim estar onde estou, confortavelmente”, disse Lil Nas X em entrevista a Zane Lowe em 2020 [8].
Através da sua autonomia criativa, Frank Ocean influenciou outros vários artistas a repensarem seus contratos e acordos relacionados aos direitos das suas produções. A liberdade criativa é um dos pontos primordiais para que a arte seja mais autêntica, e para além disso, é possível obter sucesso comercial e criativo sem ter um vínculo com grandes empresas por trás. Tornar-se um artista independente é um desafio enorme, mesmo assim, Ocean influenciou outros colegas da indústria musical como Tyler, The Creator.
“[…] É minha coisa favorita dele. É estranho porque eu sou amigo dele e esse álbum me fez um fã muito, muito, muito fã”, Tyler The Creator, sobre Blonde a Revistas QG em 2016 [9].
Pela visão da produção do disco, é possível compreender que a mistura de diversos elementos do R&B, soul, indie e pop proporcionou novas percepções a uma nova geração de músicos que viria a seguir. Isso demonstra a forma como em Blonde os instrumentos e as camadas de voz empregados tiveram influência em álbuns lançados anos depois. Essa estética teve uma influência notável em álbuns como Melodrama de Lorde, onde a narrativa emocional e a produção orquestral se unem de maneira íntima, e When We All Fall Asleep, Where Do We Go? de Billie Eilish, que explora o minimalismo e o uso criativo de camadas vocais para criar um ambiente sonoro único. Ambos os artistas foram impactados pela capacidade de Blonde de combinar introspecção com inovação sonora, reinventando a maneira de abordar gêneros e emoções na música pop contemporânea.
“É sobre essa grande estúpida felicidade e é intenso – eu sinto como se o instrumental nesta canção meio que ajudou a chegar lá […] Neste tipo de paisagem pós-‘Blonde’, nós meio que podemos fazer o que quisermos em termos de instrumental. É animador. Eu posso usar guitarras e ter uma batida deformada de Flume e jogar isso debaixo d’água”, Lorde disse à NME em 2017 [10].
Para finalizar, é possível notar o quão importante Blonde foi e continua sendo para a indústria musical contemporânea. O disco atravessa a ideia de ser apenas uma coletânea de músicas e se apresenta como um manifesto profundo e autêntico, além de independente e experimental pela visão do artista. Frank Ocean não apenas rompeu barreiras estilísticas, mas também redefiniu a maneira como os artistas podem expressar sua vulnerabilidade e explorar temas pessoais em suas produções.
A produção de Blonde influenciou a criação de novos sons, e ainda, inspirou novos artistas a abordarem suas próprias narrativas. Ocean mostra que a música pode ser extremamente íntima, explorando nuances das emoções e dilemas existenciais, sem perder sua capacidade de agradar o grande público que consome música. Além de impactar a sonoridade da indústria musical, o álbum também influencia na liberdade criativa de uma geração inteira de músicos que o encontraram como inspiração para romper paradigmas e mergulhar na sua singularidade.
Tudo isso demonstra que a música, quando produzida com dedicação e autenticidade, sem se preocupar com métricas e opiniões, pode ultrapassar diversas barreiras, tocando corações e mexendo com a vida de milhões de pessoas por todo o mundo. Blonde é um ótimo exemplo de como a arte e a emoção podem caminhar juntas e criar algo atemporal e universal, reafirmando o papel transformador que a música pode desempenhar em nossa sociedade.
Notas:
[1] Os 500 melhores álbuns de todos os tempos, segundo a Revista Rolling Stone: https://www.rs500albums.com/100-51/79
[2] Beyoncé em Pink+White: https://www.tiktok.com/@onelastlyric/video/7288436470476541189
[3] Nights, no minuto 3:30.
[4] Rolling Stone: Taylor Swift perde os direitos de suas músicas: https://rollingstone.com.br/noticia/taylor-swift-esta-enfurecida-com-venda-da-suas-gravacoes-o-pior-cenario-possivel/
[5] Rolling Stone: Taylor Swift regrava seus discos antigos: https://rollingstone.com.br/noticia/taylor-swift-vai-regravar-os-6-primeiros-discos-depois-de-perder-os-direitos-autorais/#google_vignette
[6] Jay-Z em entrevista à Rolling Stone: https://rollingstone.com.br/musica/jay-z-elogia-frank-ocean-tem-algumas-das-melhores-musicas/#google_vignette
[7] Os 500 melhores álbuns de todos os tempos, segundo a Revista Rolling Stone: https://www.rs500albums.com/100-51/79
[8] Lil Nas X em entrevista a Zane Lowe: https://youtu.be/EVYGTPg5BMY?si=NMXXTBU5uCotl7V0
[9] Tyler, The Creator em entrevista a Revista QG: https://www.gq.com/story/tyler-the-creator-frank-ocean-interview
[10] Lorde em entrevista à NME: https://www.nme.com/news/music/lorde-frank-ocean-influence-melodrama-2090372
Texto realizado como atividade final para a disciplina Seminário de Cultura e Comunicação, Ministrada pelo Prof. Marcelo Bergamin Conter. Publicada na edição #1 da revista digital Make Fabico Weird Again.
Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (Fabico), UFRGS, dezembro de 2024.