Localização: Museu de Arte contemporânea do RS. Rua dos Andradas,736 – Porto Alegre, RS;
A obra, parte do acervo do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MAC/RS), integra o conjunto de trabalhos de caráter construtivo e serial projetados para serem executados em aço galvanizado e fixados a parede. O interesse e uso desse material ocorre em função das características próprias e expressivas fornecidas por este metal como, por exemplo, a maleabilidade e a materialidade da superfície da chapa (spangles) as quais, na visão do artista, estabelecem um diálogo com a pele do corpo humano. Outro motivo da escolha e interesse pelo aço galvanizado deve-se ao fato de que, na época de sua concepção, o artista estava buscando um certo distanciamento de materiais que pertenciam a uma “tradição escultórica”, como era o caso do ferro e do alumínio.
No que se refere a conservação da obra o artista concorda, caso seja necessário, com a substituição dos materiais que a integram (chapa galvanizada, parafina, parafusos, etc.) pois, para ele, o importante reside na “realidade material, na ideia e no caráter conceitual” dessa produção.
A obra é composta por um painel metálico fino, de forma retangular, com as extremidades levemente dobradas. A superfície apresenta coloração cinza sem brilho e granulação visível, aspecto típico de materiais galvanizados. Sobre o painel estão aparafusados tiras e perfis também metálicos, com coloração cinza claro. As tiras possuem diferentes larguras e os perfis estão preenchidos com material similar à parafina. As porcas e parafusos, metálicos, possuem regiões mais escuras, aparentemente oxidadas. O painel é magnético, as tiras e os perfis não são magnéticos.
ENSAIOS REALIZADOS
Análise por fluorescência de raios-X (equipamento portátil Bruker).
Elementos detectados:
Painel: Zn (majoritário), Fe
Tiras e perfis: Al (maj.), Si, Mg
Parafusos: não foram analisados devido ao tamanho reduzido
Painel: chapa de aço carbono galvanizado (zincado por imersão em banho de sais fundidos)
Tiras e perfis: liga de alumínio-magnésio-silício.
Localização: Ambiente interno (reserva técnica);
Estado de conservação: Apresenta sujidades, impressões digitais, manchas diversas e muita poeira sobre toda a superfície da obra.
Manutenção: Limpeza periódica e utilização de luvas para manuseio da obra. O estado de conservação dos elementos de fixação deve ser avaliado, periodicamente, pois estão oxidados e seus produtos da corrosão podem manchar outras partes da obra.






