Detalhes do Evento


Título: O processo de desenvolvimento econômico e a trajetória brasileira à luz da Teoria dos Instintos de Veblen
Autor: Tales Rabelo Freitas
Orientador: Octavio Augusto Camargo Conceição

Banca Examinadora:
Fernando Ferrari Filho (PPGE/UFRGS)
Alexandre Ottoni Teatini Salles (UFES)
Herton Castiglioni Lopes (UFFS)

Data: 02/10/2019, 9h
Local: Sala 31B da FCE

Resumo:
Esta tese tem como objetivo principal o resgate da teoria dos instintos de Veblen e, consequentemente, discutir o seu impacto no debate institucionalista sobre o desenvolvimento econômico. A justificativa para este esforço se deve ao entendimento de que há lacunas nas abordagens institucionalistas contemporâneas, as quais ditam o debate sobre políticas de desenvolvimento, em especial a Nova Economia Institucional (NEI), de Douglass North, e a Economia Política Institucionalista (EPI), liderada por HáJoon Chang. Estas lacunas são representadas por uma concepção errônea de indivíduo, para o caso da NEI, e no foco irrestrito à capacidade constitutiva das instituições, no que se refere à EPI. Assim, esta tese buscará avançar sobre estes problemas e conceber uma abordagem institucionalista alternativa, fornecendo uma tipologia que contribuirá para explicar o sentido dos sistemas econômicos e de suas instituições. Esta abordagem levará em conta os instintos aflorados em um sistema composto por: hábitos de emulação social, instrumentos de poder e um sistema de motivação presente no interior das organizações produtivas. O esforço seguinte foi o de verificar como esta abordagem se encaixaria em uma interpretação da trajetória de desenvolvimento do Brasil. Nesta parte, o intuito foi o de demonstrar como as inclinações instintivas que lideraram as experiências do período colonial contribuíram para a configuração da estrutura institucional que, por sua vez, atuaram reforçando, ao longo da história brasileira, os instintos iniciais que deram o sentido da vida social e econômica do país. No geral, compreende-se que, ao resgatar a teoria vebleniana de natureza humana novas questões passarão a compor o debate institucionalista. Com isso, pretende-se estabelecer uma agenda de pesquisa voltada para a compreensão dos mecanismos determinantes da afloração das inclinações humanas, as quais atuam concebendo o sentido para as instituições. Outra contribuição são as discussões acerca das possibilidades e limitações das instituições formais em constituir valores e visões de mundo em uma sociedade, o que impactaria também no debate desenvolvimentista.

 

As defesas de teses e dissertações são realizadas em sessões públicas, isto é, abertas ao público em geral, sem necessidade de inscrições prévias.