O Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas (Iepe) lançou o Boletim Econômico de agosto de 2021, divulgando os registros do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e do Custo da Cesta Básica na Região Metropolitana de Porto Alegre. Em vídeo, publicado no canal do YouTube da Faculdade de Ciências Econômicas, o professor Alessandro Donadio Miebach, coordenador do Iepe, e o economista Éverson Vieira dos Santos, coordenador do cálculo do IPC, comentam sobre os principais destaques do mês.
Em agosto, o Índice de Preços ao Consumidor seguiu registrando aceleração, como nos dois meses anteriores. O indicador fechou o mês com aumento de 1,01%. Um dos principais influenciadores do resultado foi o grupo de alimentação, que sofreu aumento de 1,89%. “Nós temos também, pelo segundo mês consecutivo, a contribuição para a formação do índice do grupo dos serviços públicos e de utilidade pública, que registrou 1,38%”, pontua Santos. Ao longo de 2021, a inflação acumulada é de 8,65% e, nos últimos 12 meses, de 11,50%. O IPC é pesquisado semanal e mensalmente tendo como base as despesas de 565 famílias da Região Metropolitana de Porto Alegre que recebem de um a 21 salários mínimos.
Maiores variações de preço
Entre os itens de consumo e serviços da amostra do IPC, a luz ocupou o primeiro lugar entre os produtos com maior impacto na inflação de agosto, com aumento de 4,96%. Em julho, a luz já havia sofrido reajuste de 3,69%, impulsionando o impacto do grupo de utilidades públicas sobre o resultado da inflação. “Em apenas dois meses, esse grupo já apresenta 4,3% de aumento”, ressalta Éverson. De acordo com o economista, a tendência é de que a variação seja ainda mais elevada no mês de setembro, devido à implementação da chamada bandeira de escassez hídrica pela Agência Nacional de Energia Elétrica.
As maiores contribuições negativas para o IPC de agosto foram as quedas nos valores da laranja (-13,62%), do arroz (-2,76%) e da cebola (-8,90%).
Cesta básica
Mensalmente, o Iepe também pesquisa o custo do Cesto Básico da Região Metropolitana de Porto Alegre. Em agosto, o custo médio dos produtos foi de R$ 1.070,84, um aumento de 1,6% em relação ao mês anterior. “Ou seja, a desaceleração que vimos no IPC não se repetiu no custo da cesta básica”, comenta Santos.
A carne bovina, com aumento de 2,64%, e a carne de frango, com variação de 2,99%, foram os produtos que mais elevaram o custo para o consumidor. Em 2021, a cesta básica subiu 13,68%. No acumulado de 12 meses, o custo aumentou 19,61%.
A edição completa do Boletim Econômico está disponível aqui. Mais informações sobre o levantamento podem ser obtidas no site do Iepe, ufrgs.br/iepe, ou pelo e-mail iepe@ufrgs.br.


