Energia elétrica, combustíveis e produtos essenciais seguem elevando custos para o consumidor

O Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas (Iepe) lançou o Boletim Econômico referente a setembro de 2021, divulgando os registros do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e do Custo da Cesta Básica na Região Metropolitana de Porto Alegre. Em vídeo, publicado no canal do YouTube da Faculdade de Ciências Econômicas, o professor Alessandro Donadio Miebach, coordenador do Iepe, e o economista Éverson Vieira dos Santos, coordenador do cálculo do IPC, comentam sobre os principais destaques do mês.

Em setembro, foi possível observar certa desaceleração do Índice de Preços ao Consumidor em relação a agosto, embora os níveis de inflação sigam elevados, registrando variação de 0,92%. Os resultados do mês foram impulsionados, principalmente, pela energia elétrica, pelos combustíveis e pelos alimentos. A inflação foi fortemente pressionada pelo grupo dos serviços públicos e utilidades públicas, cuja taxa de 1,97% se deve ao aumento nos custos da energia elétrica. “Enfatiza-se que ela já havia aumentado, em agosto, 4,96%. Então, é o segundo aumento forte ocorrido na questão da luz”, destacou Santos. Ao longo de 2021, a inflação acumulada é de 9,65% e, nos últimos 12 meses, de 11,81%. O IPC é pesquisado semanal e mensalmente tendo como base as despesas de 565 famílias da Região Metropolitana de Porto Alegre que recebem de um a 21 salários mínimos.

 

Maiores variações de preço

Entre os itens de consumo e serviços da amostra do IPC, a energia elétrica e a gasolina comum, que sofreram, respectivamente, variações de 7,58% e de 4,66%, foram os produtos que mais impactaram a inflação em setembro. O gás de cozinha, com aumento de 2,59%, também exerceu bastante influência sobre o índice.

O grupo Alimentação registrou desaceleração no aumento da inflação, com variação de 0,66%, sendo que, em agosto, o segmento havia sofrido elevação de 1,89%. Essa mudança se deve, principalmente, ao subgrupo Domicílio, cuja variação foi de 2,09%, em agosto, para 0,69%, em setembro. “Isso decorreu, basicamente, da redução na variação dos produtos industrializados, que caiu de 2,50% para 0,83%, e também dos semielaborados, de 2,50% para 0,45%, uma queda mais acentuada”, ressaltou Éverson. Já os produtos in natura sofreram aumento de preço no mês, com variação de 0,85%.

 

Cesta básica

Mensalmente, o Iepe também pesquisa o custo do Cesto Básico da Região Metropolitana de Porto Alegre. Em setembro, o custo médio dos produtos foi de R$ 1.092,01, registrando aumento de 1,98%. “Como a gente pode ver, esse resultado é bem superior ao próprio Índice (IPC). Isso significa que os produtos básicos e essenciais estão crescendo em uma velocidade e magnitude maior do que os produtos pesquisados pelo nosso Índice, o que é muito preocupante em termos de consumidor porque isso acaba afetando drasticamente o seu bolso”, explica Éverson.

O gás de cozinha, com aumento de 5,34%, a carne bovina, com elevação de 1,64%, e a carne de frango, com variação de 3,21%, foram os produtos que mais pesaram no bolso do consumidor em setembro. Em 2021, a cesta básica já registrou elevação de 15,93%. No acumulado de 12 meses, o custo aumentou 19,85%.

A edição completa do Boletim Econômico está disponível aqui. Mais informações sobre o levantamento podem ser obtidas no site do Iepe, ufrgs.br/iepe, ou pelo e-mail iepe@ufrgs.br.

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