A Direção da Faculdade de Ciências Econômicas, em conjunto com as demais unidades da UFRGS, publicou um manifesto sobre a greve dos servidores técnico-administrativos. O documento registra que houve entendimento de que são justas e meritórias as pautas por reestruturação de carreiras, recomposição de remunerações e reposição de pessoal.
No texto, as direções das unidades manifestam respeito à autonomia dos movimentos sindicais e repúdio a iniciativas que possam caracterizar o comprometimento das trajetórias profissionais de técnico-administrativos que aderirem ao movimento grevista. Subscrevem o documento as 29 unidades acadêmicas e regionais da UFRGS. A íntegra do material está disponível aqui.
A greve na UFRGS foi deflagrada a partir do dia 18 de março, após assembleia geral da categoria. Segundo a Fasubra (Federação de sindicatos de trabalhadores técnico-administrativos em educação das instituições de ensino superior públicas do Brasil), a greve é nacional e atinge cerca de 60 Instituições Federais de Ensino.
Principal reivindicação é reposição salarial
A pauta central do movimento contempla a reestruturação da carreira dos servidores das universidades e institutos federais e a reposição salarial. Dados divulgados pelo Dieese mostram seria necessário um reajuste de 31% para repor a inflação de setembro de 2016 a dezembro de 2023.
Os pedidos de reposição salarial e reestruturação foram apresentados ao governo, mas as reivindicações não foram atendidas. De acordo com a Assufrgs, sindicato que representa a categoria, o Ministério da Gestão e Inovação propôs reposição salarial zero em 2024, apenas reajuste em auxílios, e 9% de reposição de salário em duas parcelas (2025 e 2026). A proposta foi negada pelos sindicatos.


