Os professores da FCE Flávio Benevett Fligenspan e Giácomo Balbinotto Neto concederam entrevista ao programa Roda de Chima, da Octo. Também participou do programa Ronaldo Krummenauer, diretor executivo da agenda 2020. A conversa completa está no site da emissora. Os debatedores realizaram uma reflexão sobre as dificuldades da economia brasileira e do cenário político da atualidade.
Flávio Fligenspan destaca que 2015 já foi um ano muito difícil devido à recessão. O programa de austeridade determinado pelo ministro Joaquim Levy não teve sucesso porque se uniu à crise política.
Já o docente Giácomo Balbinotto Neto destaca que algumas políticas econômicas, com raiz na escola heterodoxa desenvolvimentista (Escola de Campinas), configuraram em erros do governo. Ele considera que o estímulo ao consumo, pedaladas fiscais e manutenção de câmbio valorizado são alguns dos fatores para o atual momento de fracasso econômico que se apresenta com déficit público de 60%, instabilidade econômica e alta taxa de desemprego.
Ronaldo Krummenauer chama a atenção para a necessidade de fazer “caber” os gastos dentro da receita. O diretor da Agenda 2020 ressalta ainda que é determinante a formação de um ambiente que gere confiança por parte dos empreendedores e empresários, proporcionado a retomada do investimento empresarial.
Fligenspan emenda dizendo que o capital produtivo estrangeiro – desde o governo Lula, o início do processo de redistribuição de renda e a expansão do crédito -, vem crescendo. “Independente da crise, temos volumes impressionantes de investimentos que chegam a 60 bilhões de dólares ao ano. Essas empresas dizem que é decisivo participar do mercado brasileiro porque é um local em expansão”. O economista garante que a “crise chegou ao fundo do poço, mas não é possível voltar para trás” se referindo à expansão do mercado consumidor, sendo que o empresariado tem consciência disso.
Balbinotto rebate dizendo que o Brasil está perdendo o “trem da história” e poderia ter realizado modificações nas políticas econômicas (após a superação da crise mundial de 2008) para evitar a atual recessão e estar crescendo a taxas de até 8% ao ano.


