Pedro Henrique da Silva Bernardes, graduado em Ciências Econômicas no semestre 2025/1, desenvolveu o Trabalho de Conclusão de Curso sobre as transformações no mercado de trabalho brasileiro. A pesquisa, intitulada “O trabalho sob demanda no mercado de trabalho brasileiro: uma análise para o ano de 2023”, foi orientada pelo professor Cássio da Silva Calvete.
O estudo destacou as transformações no capitalismo e os impactos da Reforma Trabalhista de 2017 e das plataformas digitais. Contratos atípicos representam 12,24% dos vínculos formais, com predominância dos contratos por prazo determinado (9,01%). Trabalho intermitente (0,76%) e parcial (0,79%) ainda tem participação limitada. A informalidade atinge 39,4 milhões de trabalhadores (39,2% do total), com condições precárias em setores como doméstico.
A Reforma Trabalhista aprofundou a precarização ao facilitar demissões, flexibilizar horários e introduzir o contrato intermitente, alinhado ao trabalho sob demanda. As plataformas digitais ampliaram essa tendência.
O mercado brasileiro não é totalmente sob demanda, mas apresenta traços convergentes, como flexibilidade excessiva e erosão de garantias trabalhistas. A precarização avança mesmo no setor formal, agravada pelo desenvolvimento tecnológico e falhas regulatórias.
*Material produzido como parte das atividades de extensão da disciplina Trabalho de pesquisa científica em Economia, ministrada pelos professores Letícia Oliveira e Sergio Monteiro


