A pesquisa de doutorado de Dieisson Pivoto, orientando dos professores da FCE Paulo Waquil e Edson Talamini, venceu o prêmio de melhor tese em Administração Rural, concedido pelo Conselho Federal de Administração. O trabalho foi defendido neste ano, no Programa de Pós-Graduação em Agronegócios da UFRGS, que tem muitos docentes da FCE como colaboradores.
O objetivo do estudo foi o de analisar o processo de inovação no contexto da Agricultura Inteligente (Smart Farming), desde a produção de conhecimento científico até a fase de difusão das tecnologias na agricultura. A partir de entrevistas com especialistas de diferentes áreas e de pesquisa empírica junto a produtores de grãos do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, Pivoto teve acesso a dados inéditos no contexto brasileiro. Graças à sua pesquisa, hoje é possível saber quais são os principais fatores que motivam e que dificultam a adoção de agricultura inteligente.
De acordo com Pivoto, a escolaridade dos produtores é um fator determinante para a adoção de Smart Farming. “Os resultados da tese sinalizaram que um maior grau de escolaridade tende a aumentar probabilidade de adoção dessas tecnologias”, completa. Nesses casos, os resultados obtidos com o uso das técnicas de agricultura inteligente possibilitaram aumento de produtividade, maior qualidade dos processos, redução de custos e maior conhecimento sobre as áreas cultivadas.
Por outro lado, o que dificulta a utilização da tecnologia é o preço dos equipamentos, a baixa qualificação do trabalho rural e a precaridade do acesso à internet nas regiões rurais brasileiras. Pivoto também acrescenta que os produtores indicaram como um fator negativo da smart farming a necessidade de inserir muitos dados e informações no software.
O trabalho completo, de título Smart farming: concepts, applications, adoption and diffusion in southern Brazil, pode ser consultado no repositório digital da UFRGS.
Foto: arquivo pessoal


