Fernanda Zepka, graduada em Ciências Econômicas no semestre 2024/2, desenvolveu o Trabalho de Conclusão de Curso sobre a infraestrutura social de cuidado no Brasil. A pesquisa, intitulada “A infraestrutura social de cuidado no Brasil entre 2013 e 2022”, foi orientada pela professora Daniela Kuhn.
O trabalho buscou analisar a infraestrutura social de cuidado no Brasil utilizando o Indicador de Infraestrutura Social de Cuidado Direto e Recorrente (IISC). Esse indicador, mede a razão entre o número de trabalhadores de cuidado em jornada a tempo completo e a população que demanda cuidado.
Os resultados mostram que a infraestrutura de cuidado no Brasil teve crescimento tímido ao longo da década, com fortes desigualdades regionais: enquanto estados do Sul e Sudeste apresentam indicadores superiores, Norte e Nordeste permanecem abaixo da média nacional. Em 2022, o Brasil tinha 8 cuidadores a tempo completo por 100 demandantes, um avanço em relação a 2013, quando o marco era de 6 a cada 100, um aumento de 33% em 10 anos.
Em relação à demanda, o ponto mais interessante diz respeito à diminuição paulatina das crianças e aumento dos idosos, o que ilustra as mudanças demográficas pelos quais o país tem passado desde o final do século passado. Além disso, constatou-se que o trabalho de cuidado é predominantemente feminino, realizado por mulheres negras ou pardas em áreas urbanas, refletindo a divisão sexual e racial do trabalho.
Trabalho completo: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/284914
*Material produzido como parte das atividades de extensão da disciplina Trabalho de pesquisa científica em Economia, ministrada pelos professores Letícia Oliveira e Sergio Monteiro


