Antigo Prédio da Química Industrial Está Quase Pronto.

A restauração do antigo prédio do Instituto de Química Industrial está quase concluída.  Inaugurado em 1926, trata-se de parte do patrimônio histórico da UFRGS e já abrigou desde laboratórios até setores administrativos.

 O arquiteto Luiz Francisco Perrone, um dos elaboradores do projeto e fiscal da obra, conversou com o SPH sobre o que está sendo realizado e sobre as previsões de término.

 

Por que está sendo feita essa restauração?

O prédio tem aproximadamente 90 anos, tendo passado por uma ampliação na década de 1940. Posteriormente não recebeu grandes intervenções, necessitando, portanto, de uma ação radical de restauração. Principalmente as madeiras estavam seriamente comprometidas pela ação de cupins, começando a pôr em risco a estrutura do prédio e a integridade física dos usuários. Além disso, será interessante para a universidade possuir mais espaço para eventos.

 

Quando havia sido realizada a última reforma?

O prédio foi construído em 1926. Nos anos 40, houve uma ampliação lateral que o modificou bastante em termos de volume. Desde então, embora tenham sido realizadas ações pontuais, não houve nenhuma intervenção significativa.

 

Qual a previsão de término?

O contrato se encerra na metade de janeiro. Estamos encaminhando uma solicitação de aditivo ao contrato, visando fazer alguns ajustes em relação ao projeto de restauração original que, se aprovada, poderá implicar em uma pequena prorrogação para o prazo de execução, adiando a conclusão para março de 2018.

 

O que exatamente está sendo restaurado?

Todo o prédio está recebendo intervenção. Todas a estruturas de madeira dos pisos e da cobertura foram substituídas e, por consequência, os revestimentos de pisos e forros. As instalações hidráulicas, elétricas, telecomunicações e mecânicas (ar condicionado) também tiveram de ser trocadas. Para atender às normas de acessibilidade está sendo instalado de um elevador. Grande parte  das esquadrias internas foram também substituídas, tal era o grau de infestação por cupins.

Aproximadamente 35% dos componentes de madeira das janelas também foram substituídos, seja por perda de resistência estrutural, seja por terem sido danificadas em intervenções anteriores.

Serão criados também 6 auditórios dentro do prédio, os quais poderão receber eventos como seminários, congressos e defesas de tese. Outros espaços, projetados sem mobiliário fixo, vão permitir a realização de múltiplas atividades, desde reuniões de trabalho em mesas redondas até exposições de todos os tipos. É um espaço que faltava para a Universidade, sobretudo aqui no Campus Centro.

 

O que já foi concluído?

Aproximadamente 75% das obras já foram realizadas, estando dentro do cronograma planejado pela equipe do SPH e seguido pela empresa Megatron Engenharia ltda, contratada para sua execução. A estrutura já está pronta, estando no momento em fase de acabamento em todas as frentes de trabalho.

 

O visual original do prédio será mantido?

Essa restauração não implicará em mudanças na aparência externa do prédio tal como ele chegou em nossos dias. No entanto, é de se destacar que o prédio foi ampliado nos 40, o que alterou significativamente a aparência original da edificação, construída em 26.

 

Arquitetos envolvidos no projeto:

Arq. Edison Zanckin Alice

Arq. Luiz Francisco Perrone.

Arq. Igara César de Miranda Paquola

Arq. Letícia Castilhos Coelho

Arq. Maria Lúcia Gomes Só

Arq. Renata Manara Tonioli

Engenheiros responsáveis pela obra:

Eng. Kenni Dario Dutra Acosta e Eng. Alex Bolsoni.

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