Baile da Syon: Uma experiência musical e audiovisual em Porto Alegre

Make Fabico Weird Again #1

por Brenda Trindade e Julia Caye

 

Syon Trio toca em espaço Multiverso Cais Embarcadero, em Porto Alegre.
Fonte: Post on Instagram

Eram seis horas da tarde de um sábado comum em Porto Alegre, e nós entrávamos no Multiverso Cais Embarcadero, localizado perto da Orla do Guaíba, um local conhecido por suas festas diurnas, chamadas de “sunset”, que buscam proporcionar como maior atração o pôr do sol. A atmosfera era única, muito diferente do que era costume ser presenciado naquele local, parecia um planetário ou algo do tipo. Era uma esfera escura, em que a única iluminação saía do chão, e havia projeções por todas as paredes, com bolas de discoteca e dizeres como “Baile da Syon”, “Syon”, entre outros. Definitivamente não pareciam ser apenas seis horas da tarde. Muito pelo contrário, parecia que estávamos em uma balada normal, e já era de madrugada – exclusivamente por causa da atmosfera.

Segundo a produção do trio, a proposta da festa era de nos proporcionar uma experiência audiovisual, missão cumprida logo que adentramos ao espaço. Junto com os dizeres projetados nas paredes, as luzes alternavam entre amarelo, vermelho, verde e azul, quase como em uma dança seguindo o ritmo da música. A música, atração principal da festa, foi iniciada com os DJ’s Léo Bueno e Zé, que misturaram remixes da própria Syon Trio, como uma espécie de preparação para o show a seguir, e grandes hits do funk e trap nacional.

O público no local era composto majoritariamente por estudantes universitários, entre 19 e 25 anos, de classe média alta. Lá eles formavam uma grande cena, entre pessoas que se juntam frequentemente, mas que naquela tarde estavam unidos para viver uma experiência visual diferente de outras festas em Porto Alegre, em conjunto com músicas que faziam já parte do seu cotidiano: músicas eletrônicas. Apesar de ser uma espécie de inauguração do local, era perceptível que os donos do empreendimento do Embarcadero estavam tentando tornar o espaço uma verdadeira cena, ou melhor, buscando atingir “aquele momento especial quando um florescimento criativo parece formar todo um novo centro social” (Byrne, 2012). No entanto, nos pareceu que os criadores do evento buscaram implementar esse momento forçadamente, para a camada elitizada da população, o que não acreditamos que vá funcionar, pois, comparado com o movimento acompanhado por Byrne, que se tornou seu foco de estudo, que acontecia de forma natural, e por isso se propagava, já que unia o público a artistas ainda pouco conhecidos, o Baile da Syon nos pareceu como uma “jogada de marketing”, forçando um pouco o movimento.

De qualquer forma, apesar de acreditarmos que o espaço não vá se tornar uma cena por não seguir as regras descritas por David Byrne, o evento foi muito bem aproveitado por todos os presentes com quem conversamos. Isadora Schramm, estudante de publicidade da UFRGS, contou que nunca tinha ido a um show de eletrônica, apenas conhecia o Syon Trio por suas músicas mais populares, que começaram a viralizar nas redes sociais em 2022, mas que estava no show exclusivamente para vê-los:

“Eu nunca gostei muito de música eletrônica, mas minhas amigas me chamaram para vir então pensei ‘por quê não né?’. Eu imaginei que seria completamente diferente, e que iria me sentir de fora. Mas, pra minha surpresa, a maioria das músicas que eles tocaram eu conhecia, e o pessoal agitou muito também. Eu sabia mais ou menos quem eles [Syon Trio] eram, mas assistir eles tocando ao vivo foi uma experiência completamente diferente. A energia do público e a performance deles me surpreenderam muito. Com certeza fiquei com vontade de ver eles de novo.”

Já a Camille Fossati, estudante de biomedicina da UFCSPA, nos contou que já estava acostumada a rolês com atrações do gênero eletrônica e que o “Baile da Syon” revolucionou esse tipo de festa:

“Quando vamos nessas festas, somos acostumadas com ambientes normais, de festas mesmo, com luzes e tudo mais. Vamos nessas festas só por causa das atrações, mas a Syon nos chamou atenção pela proposta completa, um lugar legal com música boa.”

 

Syon Trio é composta por três gaúchos.
Fonte: Post on Instagram

QUEM É SYON TRIO

A maioria dos jovens do Rio Grande do Sul já ouviram falar da Syon Trio. Naturais de Pelotas, cidade há 260 quilômetros de Porto Alegre, Henrique Moré, Gabriel Castilhos e Liruan Corteletti são três DJs que buscam unir a música eletrônica com os ritmos mais populares do Brasil – o funk e o trap.

A primeira vez que nós – duas estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul no início dos nossos 20 anos – ouvimos falar sobre eles foi no primeiro semestre da universidade, quando começamos a frequentar a vida noturna da cidade e, consequentemente, a cena musical que a acompanha.

Entretanto, a Syon Trio é um pequeno mistério que buscamos desvendar – e esclarecer – ao longo deste texto. Primeiramente, apesar de ser composto por três pessoas, eles fazem parte de algo que atua quase como uma instituição, e que pode ser definido como uma espécie de banda, ou a figura de apenas um artista. Isso porque, apesar de colecionarem quase trinta mil seguidores no Instagram como um conjunto, individualmente apenas um deles utiliza a rede social, e mesmo assim não se expõe muito. Além disso, os três se apresentam para o público sempre como um trio, seja nos shows ou em entrevistas. Também é incrivelmente difícil de encontrar qualquer informação pessoal de qualquer um deles, ou de descobrir como era a vida deles antes de se tornarem “A Syon Trio”.

Ou seja, por mais que seja um dos grupos musicais em maior ascensão entre a camada jovem da população brasileira, eles se mantêm a uma certa distância do público. É como se, ao entrarem na persona da Syon Trio, eles deixassem de ser Henrique, Gabriel e Liruan, e se tornassem um só. Isso pode parecer um pouco óbvio, ou normal, mas vai totalmente contra o movimento que se desencadeou depois que a 30PRAUM, um dos maiores grupos de trap do Brasil atualmente, foi criado. Esse conjunto é formado por Matuê, Wiu e Teto, três jovens de Fortaleza que atuam de forma independente, mas que constantemente se unem para compor músicas juntos, darem entrevistas e participarem dos shows uns dos outros. Ou seja, apesar de também participarem de um trio, eles são independentes entre si, criando as suas próprias carreiras musicais sem depender dos outros.

Na contemporaneidade, especialmente em termos de grupos brasileiros e de estilos musicais populares, como o trap e o funk, isso é o que há de mais comum: artistas que, apesar de performar e criar diversas músicas juntos, possuem suas próprias identidades e histórias. Ao analisarmos a Syon Trio, percebemos que eles não vão de encontro com isso. Muito pelo contrário, parece que suas identidades se perdem ao incorporarem o grupo. Isso pode ser por muitos motivos, mas acreditamos que os principais sejam que eles não atraem o público em cima de suas imagens pessoais – no sentido de que se víssemos um deles na rua não saberíamos exatamente quem é – e que eles buscam atuar como uma espécie moderna de banda, trazendo um novo significado para esse conceito na cena musical moderna.

 

O SHOW DA SYON

O show da Syon Trio, o momento mais esperado da noite por nós e um pouco mais de 400 pessoas presentes na festa, foi um verdadeiro espetáculo audiovisual. O trio caprichou na entrada, com um grande jogo de luzes e efeitos especiais. Os gaúchos adentraram a festa enchendo o ambiente com som e alegria. O público a nossa volta vibrava, ansiosos para o show a seguir.

Com grandes hits, como “Gimme Gimme / Baile do Cinga” do próprio trio, o lugar foi invadido por uma euforia contagiante. Desde Justin Bieber até Bonde do Tigrão, os dj’s conseguiram montar sets que traziam um misto de nostalgia e felicidade no público, dupla essencial para uma boa festa. As viradas, de um som para o outro, eram feitas com perfeição, quase não deixando a plateia descansar entre uma música e outra.
Nos arriscamos a dizer que foi um dos melhores shows de eletrônica que já comparecemos. Diferente de grandes sucessos do gênero, como Alok e Vintage Culture, a Syon Trio traz consigo um ar jovial, uma semelhança tão grande com o público que cria uma conexão pouco vista nesse tipo de show.
Outra coisa que nos chamou atenção, e não menos importante, foi o compromisso do trio em resgatar a cultura brasileira, característica às vezes um pouco esquecida entre DJ’s do gênero, que tentam ao máximo se aproximarem da forma de tocar dos norte-americanos. A Syon Trio traz para as suas músicas o estilo do jovem brasileiro da última década, aposta em estilos familiares aos festeiros da região sul e sudeste do país, os tornando requisitados nas casas de festas dessas duas regiões brasileiras.
Mas é claro, a performance do trio não fica pra trás dos grandes DJ’s da música eletrônica mundial. Nomes como Martin Garrix e David Guetta, conhecidos por seus shows ao vivo cativantes, que agitam multidões pelo mundo, são referência quando falamos desse tipo de assunto. A Syon, ainda iniciante e com infinitamente menos recursos que esses artistas, tem potencial em expandir seu público e até mesmo revolucionar o cenário brasileiro com a experiência completa que o trio proporciona aos seus fãs.

 

A PERFORMANCE

A performance sempre foi muito associada a shows de música pop, e os artistas da geração Z – especialmente as mulheres – estão reforçando e até elevando o patamar. Nomes como Chappell Roan, Sabrina Carpenter e Charli XCX estão entre os mais pesquisados do Twitter e do Tiktok especialmente por performances feitas em suas turnês. Thiago Soares (2015, p. 22) defende que a relação entre a mídia ultrapassa a simples interpretação e envolve aspectos de percepção e sensibilidade, nos levando a uma nova era, que experimenta não apenas nos sons, mas também nos aspectos visuais (como coreografias, elementos do palco, vídeos que passam nos telões, uso de luzes) e na experiência inteira de presenciar o artista.

Apesar de essa cultura ser comum e até estar se popularizando ainda mais na esfera da música pop, o evento da Syon Trio mostrou como outros gêneros estão adotando essa estratégia de tornar o show uma “experiência” para o espectador, e remover a tênue linha entre música e entretenimento. O Baile da Syon, com o uso de luzes, distribuição de brindes (copos e óculos coloridos) e imagens projetadas fez uso do audiovisual para capturar ouvintes novos e convidar as pessoas a ir em seus próximos shows – o que já podemos adiantar que funcionou.

Claro que, apesar de a Syon Trio ter inovado em Porto Alegre com a sua performance, o Alok foi o primeiro artista a tornar esse elemento o principal dos seus shows no Brasil. O artista, autor dos hits “Hear Me Now” e “Never Let Me Go”, ficou conhecido em 2020 pelo uso de luzes fortes e dinâmicas em seus shows. Há quatro anos, ele usava apenas luzes que se alongavam até quase o final da platéia que piscavam e se mexiam, mas ele vem inovando cada vez mais com esse elemento visual, que se tornou quase uma marca registrada. Em seu show no Planeta Atlântida, em 2024, sua equipe usou drones iluminados, de forma com que pareciam apenas pontos de luz, para fazer formas, como corações e estrelas, escrever “Bah! Tchê!”, entre outros.

Sabemos que o Alok é um artista nacional com anos de carreira, e já passamos a esperar inovações em suas performances. Entretanto, participar de um evento como o Baile da Syon, em que os dj’s, natos de Pelotas, com poucos anos de carreira, também fizeram um uso incrível de elementos audiovisuais para cativar o público foi transformador para nós. É interessante também ver como os ritmos e características de gêneros estão se mesclando na modernidade. Soares descreveu há quase dez anos elementos usados quase que exclusivamente para o pop, e que hoje estão presentes não apenas na performance de artistas de eletrônica nacionais, mas também de rap e trap. Além dessas características, é comum um artista tocar mais de um gênero em seu show. Como descrevemos anteriormente, a Syon Trio misturou perfeitamente músicas da eletrônica (com batidas constantes e nenhuma parte cantada), hits pop dos anos 2000 e melodias nacionais, especialmente em torno do rap, trap e funk.

 

Texto realizado como atividade final para a disciplina Seminário de Cultura e Comunicação, Ministrada pelo Prof. Marcelo Bergamin Conter. Publicada na edição #1 da revista digital Make Fabico Weird Again.
Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (Fabico), UFRGS, dezembro de 2024.

Artigo publicado: Semioses afetivas da música ambiente em playlists do YouTube

Essa semana a revista e-Compós publicou sua edição de 2024, contando com um texto escrito por Marcelo Bergamin Conter, derivado de pesquisa que ele coordenou na época em que era professor no IFRS Campus Alvorada.

Clique aqui para acessar o artigo

O presente pretende, a partir de uma pesquisa exploratória inicial, edificar um arcabouço teórico para a investigação de playlists de música ambiente publicadas no YouTube. É desenvolvido o conceito de semioses afetivas do timbre, agenciamentos sonoros que produzem signos políticos, culturais, tecnológicos e de linguagem a partir das afecções entre ouvintes e sonoridades. A natureza transdisciplinar de nosso arranjo teórico nos provoca a recorrer a metodologias alternativas, provenientes da musicologia, da etnomusicologia e da acústica, para que se avance na investigação de hábitos de escuta de música ambiente em estudos de caso futuros.

Mashups audiovisuais para web: para além da linguagem do videoclipe

Está publicado nos anais da Intercom 2012 mais um artigo, escrito a seis mãos. As outras quatro pertencem à Luiza Pimenta e Camila Daniel (duas mãos para cada uma, caso estejam curiosos), alunas de graduação em Comunicação Social na UFRGS.

Acesse clicando aqui.

Bibliografia complementar

Aqui tem vários textos complementares à disciplina, que não constam no programa, mas não tem problema que vocês os utilizem nos artigos. Mas tem que cuidar que os autores principais para análise tem que ser algum dos que está no programa da disciplina. Estes também podem ajudá-los a escolher o tema do artigo.

Alguns estão online, outros tem que dar uma procurada, e uns eu posso conseguir para vocês. É só me pedir em aula.

 

FILOSOFIA DA MÚSICA

CAGE, John. Transcrição de entrevista de concedida no filme “Ecoute” por Miroslav Sebestik, 1991. Disponível em: <http://hearingvoices.com/news/2009/09/cage-silence/>. Acessado em 22 de julho de 2010.

CAGE, John. De segunda a um ano. São Paulo: Hucitec, 1985.

CAVALHEIRO, Juciane. A voz e o silêncio em 4’33, de John Cage. In: 16º Congresso de Leitura do Brasil. Anais, Campinas, 2007.

BORNHEIM, Gerd. Metafísica e finitude. São Paulo: Perspectiva, 2001.
Tem um capítulo sobre linguagem musical bem interessante, numa perspectiva

CHAGAS, Paulo C. A Música de Câmara Telemática: a Metáfora de Flusser e o Universo da Música Eletroacústica. IN: GHREBH: Comunicação, Imagem e Técnica – Vilém Flusser. 
v. 1, n. 11. Cisc: São Paulo, 2008. Disponível em: <http://www.cisc.org.br/revista/ghrebh/index.php?journal=ghrebh&page=article&op=view&path%5B%5D=7&path%5B%5D=5>. Acesso em: 1º mar. 2011.

FLUSSER, Vilém. O universo das imagens técnicas. São Paulo: Annablume, 2008.
Tem um capítulo sobre o futuro das imagens técnicas musicais Ótimo para quem for estudar web.

FREITAS, Alexandre Siqueira de. Um diálogo entre som e imagem: questões históricas, temporais e de interpretação musical. In: Música Hodie, Goiás, vol. 7, nº 2, 2007. Disponível em: <http://www.musicahodie.mus.br/7_2/UM%20DI%C1LOGO%20ENTRE%20SOM%20E%20IMAGEM-QUEST%D5ES%20HIST%D3RICAS,%20TEMPORAISE%20DE%20INTERPRETA%C7%C3O%20MUSICAL-72.pdf>. Acesso em: 19 out. 2010.

 

METODOLOGIAS DE ANÁLISE

KILPP, Suzana. Ethicidades televisivas. São Leopoldo: Unisinos, 2003.
Tem um método de dissecação dos tempo de vídeo a serem analisados, de modo a fazer ver os procedimentos técnicos discretos que compõem a imagem aparente.

 

ANÁLISE CRÍTICA

BJÖRNBERG, Alf. Structural relationships of music and images in music video. In: MIDDLETON, Richard. Reading pop: approaches to textual analysis in popular music. Nova Iorque: Oxford, 2000, pp. 346-378.

Tem na biblioteca do Instituto de Artes. O cara fala que a maior parte dos estudos sobre videoclipe raramente tocam nos aspectos sonoros e musicais, e daí ele faz umas análises.

CARVALHO, Claudiane de Oliveira. Narratividade em videoclipe: A articulação entre música e imagem. IN: INTERCOM – XXVIII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, Belo Horizonte. Anais, 2005. Disponível em: <galaxy.intercom.org.br:8180/dspace/bitstream/1904/18217/1/R0856-1.pdf>. Acesso em: 11 out. 2010.

CARVALHO, Claudiane. Sinestesia, ritmo e narratividade: interação entre música e imagem no videoclipe. IN: Ícone (UFPE) .Vol.10, n.1, p.100-114, Pernambuco, julho de 2008. Disponível em: <http://icone-ppgcom.com.br/index.php/icone/article/viewFile/19/18>. Acesso em: 18 out. 2010.

COELHO, Lillian. As relações entre canção, imagem e narrativa nos videoclipes. In: INTERCOM – XXVI Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, Belo Horizonte. Anais, 2003. Disponível em: <http://www.ericaribeiro.com/Arquivos/CancaoImagemNarrativaVideoclipes.pdf>. Acesso em: 11 out. 2010.

HOLZBACH, Ariane D. ; NARCOLINI, Marild­o José. Videoclipe em tempo de reconfigurações. IN: Revista FAMECOS (Online), v. 1, p. 50-56, 2009.
Estuda o caso do sucesso de clipes do NX Zero na internet.

CASTRO, Gisela. As Canções Inumanas. Compós, 2005.

 

ESTUDOS SOBRE VÍDEO

MACHADO, Arlindo. Anamorfoses cronotópicas ou a quarta dimensão da imagem. In PARENTE, André (Org.). Imagem-Máquina: A era das tecnologias do virtual. Rio de Janeiro: Editora 34, 1993.

PEIXOTO, Nelson Brissac. Passagens da imagem: pintura, fotografia, cinema, arquitetura. In: PARENTE, André (Org.). Imagem-Máquina: A era das tecnologias do virtual. Rio de Janeiro: Editora 34, 1993.
Sobre a capacidade do vídeo de mostrar quase qualquer tipo de imagem (foto, pintura, cinema etc).

ANDRADE, Suely Chaves. Chris Cunningham: autoria em videoclipe. São Paulo: 2009. Dissertação de Mestrado em Comunicação e Semiótica – PUC-SP.

PRENDERGAST, Roy M. Film music: a neglected art: a study of music in films. 2ª ed. New York: W. W. Norton, 1992.
Baita estudo sobre a trilha sonora de filmes.

 

ACÚSTICA

MENEZES, Flo. A acústica musical em palavras e sons. Cotia: Ateliê Editorial, 2003.

SCHAFER, R. Murray. O ouvido pensante. São Paulo: UNESP, 1991.

 

FILOSOFIA: TEMPO E MOVIMENTO

BERGSON, Henri. Memória e vida. São Paulo: Martins Fontes, 2006c.

BERGSON, Henri. A evolução criadora. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
Tem um capítulo que relaciona o mecanismo cinematográfico com a nossa memória.

DELEUZE, Gilles. A imagem-movimento. São Paulo: Brasiliense, 1985.
Primeiro volume dos dois livros em que o autor fala sobre cinema (o outro é o imagem-tempo, que usamos em aula).

 

MÚSICA

CARVALHO, Any Raquel. Contraponto modal: manual prático. Porto Alegre: Evangraf, 2006.

SEINCMAN, Eduardo. Do tempo musical. São Paulo: Via Lettera, 2001.

TATIT, Luiz. O cancionista. São Paulo: Edusp, 1996.
Tem um método de análise das letras e melodias da canções bem interessante.

Bibliografia complementar

Aqui tem vários textos complementares à disciplina, que não constam no programa, mas não tem problema que vocês os utilizem nos artigos. Mas tem que cuidar que os autores principais para análise tem que ser algum dos que está no programa da disciplina. Estes também podem ajudá-los a escolher o tema do artigo.

Alguns estão online, outros tem que dar uma procurada, e uns eu posso conseguir para vocês. É só me pedir em aula.

 

FILOSOFIA DA MÚSICA

CAGE, John. Transcrição de entrevista de concedida no filme “Ecoute” por Miroslav Sebestik, 1991. Disponível em: <http://hearingvoices.com/news/2009/09/cage-silence/>. Acessado em 22 de julho de 2010.

CAGE, John. De segunda a um ano. São Paulo: Hucitec, 1985.

CAVALHEIRO, Juciane. A voz e o silêncio em 4’33, de John Cage. In: 16º Congresso de Leitura do Brasil. Anais, Campinas, 2007.

BORNHEIM, Gerd. Metafísica e finitude. São Paulo: Perspectiva, 2001.
Tem um capítulo sobre linguagem musical bem interessante, numa perspectiva

CHAGAS, Paulo C. A Música de Câmara Telemática: a Metáfora de Flusser e o Universo da Música Eletroacústica. IN: GHREBH: Comunicação, Imagem e Técnica – Vilém Flusser. 
v. 1, n. 11. Cisc: São Paulo, 2008. Disponível em: <http://www.cisc.org.br/revista/ghrebh/index.php?journal=ghrebh&page=article&op=view&path%5B%5D=7&path%5B%5D=5>. Acesso em: 1º mar. 2011.

FLUSSER, Vilém. O universo das imagens técnicas. São Paulo: Annablume, 2008.
Tem um capítulo sobre o futuro das imagens técnicas musicais Ótimo para quem for estudar web.

FREITAS, Alexandre Siqueira de. Um diálogo entre som e imagem: questões históricas, temporais e de interpretação musical. In: Música Hodie, Goiás, vol. 7, nº 2, 2007. Disponível em: <http://www.musicahodie.mus.br/7_2/UM%20DI%C1LOGO%20ENTRE%20SOM%20E%20IMAGEM-QUEST%D5ES%20HIST%D3RICAS,%20TEMPORAISE%20DE%20INTERPRETA%C7%C3O%20MUSICAL-72.pdf>. Acesso em: 19 out. 2010.

 

METODOLOGIAS DE ANÁLISE

KILPP, Suzana. Ethicidades televisivas. São Leopoldo: Unisinos, 2003.
Tem um método de dissecação dos tempo de vídeo a serem analisados, de modo a fazer ver os procedimentos técnicos discretos que compõem a imagem aparente.

 

ANÁLISE CRÍTICA

BJÖRNBERG, Alf. Structural relationships of music and images in music video. In: MIDDLETON, Richard. Reading pop: approaches to textual analysis in popular music. Nova Iorque: Oxford, 2000, pp. 346-378.

Tem na biblioteca do Instituto de Artes. O cara fala que a maior parte dos estudos sobre videoclipe raramente tocam nos aspectos sonoros e musicais, e daí ele faz umas análises.

CARVALHO, Claudiane de Oliveira. Narratividade em videoclipe: A articulação entre música e imagem. IN: INTERCOM – XXVIII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, Belo Horizonte. Anais, 2005. Disponível em: <galaxy.intercom.org.br:8180/dspace/bitstream/1904/18217/1/R0856-1.pdf>. Acesso em: 11 out. 2010.

CARVALHO, Claudiane. Sinestesia, ritmo e narratividade: interação entre música e imagem no videoclipe. IN: Ícone (UFPE) .Vol.10, n.1, p.100-114, Pernambuco, julho de 2008. Disponível em: <http://icone-ppgcom.com.br/index.php/icone/article/viewFile/19/18>. Acesso em: 18 out. 2010.

COELHO, Lillian. As relações entre canção, imagem e narrativa nos videoclipes. In: INTERCOM – XXVI Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, Belo Horizonte. Anais, 2003. Disponível em: <http://www.ericaribeiro.com/Arquivos/CancaoImagemNarrativaVideoclipes.pdf>. Acesso em: 11 out. 2010.

HOLZBACH, Ariane D. ; NARCOLINI, Marild­o José. Videoclipe em tempo de reconfigurações. IN: Revista FAMECOS (Online), v. 1, p. 50-56, 2009.
Estuda o caso do sucesso de clipes do NX Zero na internet.

CASTRO, Gisela. As Canções Inumanas. Compós, 2005.

 

ESTUDOS SOBRE VÍDEO

MACHADO, Arlindo. Anamorfoses cronotópicas ou a quarta dimensão da imagem. In PARENTE, André (Org.). Imagem-Máquina: A era das tecnologias do virtual. Rio de Janeiro: Editora 34, 1993.

PEIXOTO, Nelson Brissac. Passagens da imagem: pintura, fotografia, cinema, arquitetura. In: PARENTE, André (Org.). Imagem-Máquina: A era das tecnologias do virtual. Rio de Janeiro: Editora 34, 1993.
Sobre a capacidade do vídeo de mostrar quase qualquer tipo de imagem (foto, pintura, cinema etc).

ANDRADE, Suely Chaves. Chris Cunningham: autoria em videoclipe. São Paulo: 2009. Dissertação de Mestrado em Comunicação e Semiótica – PUC-SP.

PRENDERGAST, Roy M. Film music: a neglected art: a study of music in films. 2ª ed. New York: W. W. Norton, 1992.
Baita estudo sobre a trilha sonora de filmes.

 

ACÚSTICA

MENEZES, Flo. A acústica musical em palavras e sons. Cotia: Ateliê Editorial, 2003.

SCHAFER, R. Murray. O ouvido pensante. São Paulo: UNESP, 1991.

 

FILOSOFIA: TEMPO E MOVIMENTO

BERGSON, Henri. Memória e vida. São Paulo: Martins Fontes, 2006c.

BERGSON, Henri. A evolução criadora. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
Tem um capítulo que relaciona o mecanismo cinematográfico com a nossa memória.

DELEUZE, Gilles. A imagem-movimento. São Paulo: Brasiliense, 1985.
Primeiro volume dos dois livros em que o autor fala sobre cinema (o outro é o imagem-tempo, que usamos em aula).

 

MÚSICA

CARVALHO, Any Raquel. Contraponto modal: manual prático. Porto Alegre: Evangraf, 2006.

SEINCMAN, Eduardo. Do tempo musical. São Paulo: Via Lettera, 2001.

TATIT, Luiz. O cancionista. São Paulo: Edusp, 1996.
Tem um método de análise das letras e melodias da canções bem interessante.

Grupo Aberto de Pesquisa em Vídeos Musicais

Estar na Intercom me fez lembrar do tempo do colégio.  Pouca coisa me interessava, chegava cansado pra assistir, mas fiz belas amizades. Meu interesse de pesquisa está em música e audiovisual. Ou, só para ficar mais claro, em videoclipes. 

Lá em Caxias acabei conhecendo outros pesquisadores de videoclipe. A primeira foi a Ariane Holzbach, com quem tive mais diálogo. No congresso, ela apresentou um artigo sobre a história social de surgimento do videoclipe, motivado pelo fato de que nós, pesquisadores , nos concentramos em reclamar de uma bibliografia magra sobre o assunto, e partimos para a descrição do seu surgimento. E nessas passamos pela história de sempre: nasce com os Beatles, estetiza-se com o Bohemian Rapsody do Queen, massifica-se e narrativiza-se com Thriller do Michael Jackson, e por aí vai. 

No entanto, há uma produção muito maior do que se pensa sobre videoclipes, só que ela é calcada na repetição dessa história. Como se todos nós que o estudamos nos setissemos na obrigação de explicar e contar ao leitor leigo essa história. É assim que Laura Correa se sentiu, quando me contava sobre a produção de seu artigo. Laura compôs o artigo quando estudava na UFMT, e à época, não contava com outras pessoas por perto estudando o mesmo objeto, ao contrário do cenário em que a Ariane e o Thiago Soares (outro pesquisador de videoclipe que encontrei na Intercom) se encontram: em universidades onde há muito mais alunos interessados no objeto. 

Talvez essa tenha sido o motivo para Laura contar uma breve história do videoclipe antes que pudesse falar do que o título do artigo propõe:  As transformações das mídias massiva, segmentada e em rede evidenciadas pelo videoclipe. Eu senti a mesma obrigação no meu trabalho de conclusão: o primeiro capítulo trata também da história, faz os mesmo caminho, mas para tratar de outros problemas.

A essa altura, nem preciso dizer que o Tiago e a Ariane também um dia correram esse percurso! E aí comecei a me perguntar: porque é assim?

Parece até trabalhos de filosofia, em que o cara tem que ficar páginas a fio retomando tudo o que já foi dito para poder dizer o que realmente pensa. Discutindo com a Ariane, começamos a pensar se já era ou não hora de pular essa história e ir pro que interessa, citando algum artigo que tenha contado essa história. Por outro lado, comecei também a me dar conta de que cada um de nós conta essa história um pouquinho diferente. Num trabalho que escrevi com Suzana Kilpp, Videoclipe: da canção popular à imagem-música, fazemos este caminho, mas para mostrar como o objeto tendeu para fazer articulações cada vez mais intensas entre o visual e o sonoro. Não duvido que uma reunião de artigos que contem esta mesma história em um livro não demonstraria perspectivas bem diferentes.

Pensando nisso e em muitos outros problemas entre os pesquisadores de audiovisual e música, criei o GRUPO ABERTO DE PESQUISAS DE VÍDEOS MUSICAIS, ou pela sigla horrorosa, GAP-VM. Bem, este é uma lista de discussão livre para que a galera se apresenta e conheça as pesquisas um dos outros. Assim, ao invés de nós, estudantes de videoclipe, pesquisarmos sozinhos cada um no seu estado, possamos discutir juntos nossa produção e garantir que cada um tenha uma perspectiva bastante autêntica.

Quem for pesquisador ou conhece alguém que se interessa, vai fazer monografia, trabalho de conclusão, o que for, basta se convidar por comentário pelo blog aqui. Será muito bem vindo.

Texturas em mutação (Intercom 2010 – UCS)

Quem estiver pela UCS durante a Intercom vai poder participar do Grupo de Pesquisa Televisão e Vídeo, no qual vou apresentar o artigo Texturas em Mutação: a baixa definição dos vídeos para web.

Eu escrevi este texto a partir deste vídeo da banda Chairlift, dirigido por Ray Tintori:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=FuzXVeugvYc]

Repararam que eles usaram a falha de codec que ocorre em vídeos compactados em DivX como opção estética?

Minha apresentação será dia 4 de setembro, segunda-feira, das 9h às 12h, no bloco H, sala 105, na UCS, em Caxias do Sul.

Na mesma mesa, também haverá apresentação do artigo Figuras de tempo seta em panoramas televisivos, que escrevi em co-autoria com a Dra. Suzana Kilpp.

Vale a pena conferir a lista dos trabalhos do GP, pois tem outros 4 artigos sobre vídeo clipe.

O resumo do trabalho:

A necessidade de reduzir a definição dos vídeos para internet (para que carreguem mais rápido) cria deformações visuais. Essa situação, que por anos incomodou muitos videastas, hoje provoca artistas a se apropriarem da baixa definição como opção estética. O presente artigo se propõe a apresentar um breve panorama de como se chegou a esta situação, através de um ponto de vista filosófico, técnico e estético.

Palavras-chave: audiovisual; música; estética; tempo; vídeo clipe.

Resumo de "Traduções audiovisuais de 4’33’’ para web."

Essa semana não conseguimos ler a tempo para nosso PodCast, mas resolvemos então fazer um resumo, ainda que algo se modifique.

Traduções audiovisuais de 4’33

Gabriel Saikoski
Marcelo Bergamin Conter

Este trabalho pretende investigar as condições de possibilidade de tradução audiovisual da peça 4’33’’, de John Cage (1952). Atualmente, no YouTube, encontram-se dezenas de vídeos que são descritos como execuções e variações da peça. Nosso intuito é, a partir de possíveis compreensões do que seja a peça, verificar o que acontece em suas atualizações audiovisuais. De seu devir, o que fica menos potente na tradução, e o que surge como novas potencialidades?

VideoSong: o Dogma95 do YouTube

O protótipo de filósofo gaudério, Gabriel Saikoski, me apresentou a dupla Pomplamoose, formada por Nataly Dawn e Jack Conte (Será que é meu parente?).

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=OvYZMqQffQE]

Repararam que tudo o que acontece na trilha sonora aparece também na visual? Acontece que Jack Conte desenvolveu um padrão de edição e produção musical em que ele grava em vídeo a si e a Natalie no exato momento em que foi tomado o registro em áudio. De acordo com o rapaz:

“Um VideoSong é uma nova mídia com duas regras: 1. O que você vê é o que você ouve (nada de playback das vozes ou dos instrumentos). 2. Se você ouve algo, ao mesmo tempo você vê isto (sem sons escondidos). [tradução minha]”

Não me pareceu ser tão seguido à risca, mas mesmo assim, todos os vídeos da dupla possuem este estilo de compor o vídeo. O que eu achei mais legal é que é a primeira vez que um produtor audiovisual declara que produz vídeos dessa ordem. Mas não é novidade! Esse vídeo me lembrou muito o vídeo Amateur, de Lasse Gjersten, que eu estudei no meu trabalho de conclusão, em 2007. Será que Jack Conte não se inspirou nele?
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=JzqumbhfxRo]

Não quero entrar naquelas discussões desnecessárias de quem chegou primeiro. Esse estilo VideoSong de Conte, a bem da verdade, está presente numa penca de vídeos na internet que surgiram antes, e todo mundo sabe disso muito bem. Ou preciso citar MC Jeremias, Funk da Menina Pastora, Chaves Suey…? Tá certo que, à risca, não é o VideoSong que Jack Conte propõe. Mas a proposta é muito similar. E reparem que estes são exemplos brasileiríssimos!

A Pomplamoose também tem suas próprias músicas:
[youtube=<a href=http://www.youtube.com/watch?v=C_Gy4vzS4U8&feature=fvsr]

E eis aqui, aparentemente, o primeiro VideoSong de Jack Conte:
[youtube=<a href=http://www.youtube.com/watch?v=FUVgPjnEMzw]

Nataly Dawn também tem seu próprio canal no YouTube, e ela também segue à risca as regras do VideoSong. Olhem que bela parceria com Lauren O’Connell, mais uma destas musicistas de YouTube (amiga da Julia Nunes, mais uma!

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=xzC-j9mt29M]

Traduções audiovisuais de 4'33''

São muitas as versões de 4’33’’ para web. Mais do que uma homenagem, eles estendem para o mundo virtual a inquietação e a proposta de indissociabilidade de sujeito-objeto de John Cage. E isso que a coleta só conta com vídeos hospedados no YouTube! Outra coisa interessante é notar muito uso de humor e sarcasmo nas interpretações. O silêncio constrange!

Não conhece a peça? Melhor ler antes a Wiki sobre ela!

How to Play 4’33” by John Cage.
Se eu fosse gordo, provavelmente seria como o músico deste vídeo abaixo. De resto, cabeludo, de óculos, barbudo e cara de pau ambos somos.  Ele elaborou um tutorial sarcástico de como tocar a peça. Reparem que, na descrição, ele assume ter cometido três erros durante a execução.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=8LJFJyvZA94&feature=related]

4:33” Andres Torres
Uma das poucas performances que eu encontrei na web que foram registradas ao ar livre. Vale lembrar que a execução original da peça, pelo próprio Cage, foi no Central Park (corrijam-me se estirver incorreto). Notem que também há um certo sarcasmo nesta apresentação.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=WYQhXN1UFbU]

4’33 Mario Paint Rendition
Esse é um dos meus preferidos. Em 1992, a Nintendo lançou o cartucho Mario Paint para Super NES. Nele, tinha um compositor de partitura. 15 anos depois, o uso desse compositor virou febre entre os internautas, que montavam versões de tudo quanto era música e publicavam no YouTube. Eis que alguém cria, provavelmente, a primeira execução de 4’33” eletrônica orquestrada e regida por ninguém mais ninguém menos que Mario.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?gl=BR&hl=pt&v=TYFL_vxegEY]

4 Minutes 33 seconds
Esta me parece ser a interpretação mais “neutra” para uma versão audiovisual da peça.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=6QUMYQEO_9g&feature=related]

4’33” – A Documentary
Um jovem regente, uma orquestra jovem, e espectadores ainda mais jovens. Qual a reação que crianças podem ter desta peça?
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=H-O8MUXs7zs&feature=related]

A Rendition of John Cage’s 4’33”
Mais uma adaptação de tom sarcástico, e talvez de longe a mais cara de pau. Uma dupla de músicos executam a peça num barzinho.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=SkzU0RE6PzA&feature=related]
Violão e bongô

Moonfish playing John Cage’s 4’33”
Ok, se peixinhos podem executar 4’33”, qualquer coisa pode! Bem, mas essa é exatamente a proposta de Cage! Convenhamos, mesmo que a peça seja genial, ele não passava de um bobalhão.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=EPgFE8T8E2E&feature=related]

4 minutes 33 seconds by John Cage
Uma amostra de que a execução desta peça pode gerar muita diversão para bebedeiras com a galera em casa.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=kyRpAIv9lUU&feature=related]

O próximo passo é escrever sobre tudo isso. Aguardem!