O Dia Nacional da Consciência Negra, 20 de novembro, homenageia Zumbi dos Palmares e é uma referência para a população negra brasileira. Com o objetivo de marcar a data e debater pautas relacionadas às questões raciais, a UFRGS preparou uma programação especial gratuita e aberta ao público em geral, com seminários, palestras, mostras fotográficas, exibição de filmes, intervenções cênicas, lançamento de livros, oficinas e rodas de conversa.
Entre as atividades distribuídas em diversos espaços da Universidade ao longo de todo o mês, uma das mais simbólicas do Novembro Negro é a foto coletiva da comunidade negra da UFRGS, que acontece no dia 20 de novembro, em frente à Reitoria da UFRGS (Av. Paulo Gama, 110 – Campus Centro), às 12h30min. O encontro, intitulado Sim, representatividade importa, será realizado pelo terceiro ano consecutivo, e é aberto à participação de discentes, servidores e trabalhadores terceirizados.
No âmbito da programação, acontece também o I Seminário de discentes negros (as) de pós-graduação: a práxis negra na pós-graduação, a ser realizado nos dias 28 e 29 de novembro na Faculdade de Educação (Av. Paulo Gama, 110 – Campus Centro). O evento pretende construir um espaço de divulgação, circulação e promoção da produção científica de pesquisadores negros e negras.
Com o objetivo de abordar questões étnico-raciais na academia, no dia 28 de novembro, ocorre a palestra Pesquisa, educação e divulgação das ciências para as relações étnico-raciais e de gênero, que será ministrada pelo professor Alan Alves Brito, do Instituto de Física da UFRGS. A atividade acontece às 14h30min no Auditório do Polo EaD de Porto Alegre (Prédio 43.124 – Av. Bento Gonçalves, 9500 – Campus do Vale).
Presença da população negra no Ensino Superior e na UFRGS

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o percentual de pretos e pardos que concluíram a graduação cresceu de 2,2%, em 2000, para 9,3% em 2017. Apesar do crescimento, a população negra ainda não alcançou um índice equiparado ao percentual historicamente registrado por brancos diplomados. Na população branca, a proporção atual é de 22% de graduados.
A implementação da Política de Ações Afirmativas na UFRGS, que teve início em 2008, ampliou oportunidades e contribuiu para aumentar a representatividade da população negra no ensino superior público e gratuito. Segundo Denise Jardim, responsável pela Coordenadoria de Acompanhamento do Programa de Ações Afirmativas da UFRGS, já foram diplomadas 551 pessoas oriundas de escolas públicas e também autodeclaradas negras. “Isso significa ter diplomados em todos os cursos da universidade, inclusive naqueles que historicamente não tinham representatividade negra”, reflete Denise.
A programação completa e outros detalhes sobre organização e certificação das atividades estão disponíveis no site do Novembro Negro na UFRGS. Mais informações sobre a ação podem ser obtidas junto ao Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros, Indígenas e Africanos (Neab), que responde pelas atividades, por meio do e-mail novembronegro@ufrgs.br.


