Nos dias 31 de julho e 1º de agosto, foi realizado o I SIMFAR SUL, Simpósio Regional de Assistência Farmacêutica, no Hotel Embaixador, em Porto Alegre. Como tema central “Assistência farmacêutica e desastres ambientais”, o evento busca “fomentar, atualizar, aprimorar e divulgar o conhecimento, estimulando a produção científica e apoiando o aprofundamento em temas relativos à saúde”, segundo Lindemberg Assunção Costa, presidente do Instituto Nacional de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia – INAFF.
O professor Giácomo Balbinotto Neto, docente do Departamento de Economia e Relações Internacionais/FCE-UFRGS e pesquisador do Instituto de Avaliação de Tecnologia em Saúde (IATS/UFRGS) apresentou uma das plenárias, com o tema “Repensando os modelos de acesso a medicamentos: inovação com sustentabilidade”. Na atividade, o professor trouxe sua visão de economista para o contexto da saúde, abordando as necessidades ilimitadas da população frente aos recursos finitos e aos custos crescentes, muitas vezes descompassados em relação à demanda crescente por serviços de saúde.
Durante a apresentação, o palestrante discutiu modelos de acesso que buscam equilibrar inovação, equidade e viabilidade orçamentária, por meio de uma análise farmacoeconômica. “Os sistemas de saúde enfrentam o desafio de garantir o acesso com sustentabilidade no longo prazo”, afirmou. Para ele, é essencial repensar os modelos de acesso à luz da realidade atual.
Giácomo destacou que o acesso sustentável exige cooperação entre governo, indústria, agências reguladoras e sociedade civil. Entre os modelos mencionados estavam a iniciativa pública, as parcerias público-privadas (PPP) e o mercado exclusivamente privado. Por fim, o professor afirmou que, para ele, não existe um modelo ideal único, mas sim modelos mais adequados para diferentes contextos. Ao incorporar um novo medicamento, é fundamental considerar o impacto orçamentário dessa decisão, pois isso está diretamente relacionado à sustentabilidade do sistema de saúde, declara o professor.


