Matheus Oliveira de Moura, graduado em Ciências Econômicas no semestre 2025/1, desenvolveu o Trabalho de Conclusão de Curso sobre as políticas de Quantitative Easing implementadas pelo Federal Reserve. A pesquisa, intitulada “Quantitative Easing nos Estados Unidos: uma análise comparativa entre a Crise de 2008 e a Pandemia de 2020”, foi orientada pelo professor Maurício Andrade Weiss.
O trabalho analisa o Quantitative Easing (QE) do Federal Reserve (Fed) nas crises de 2008 e 2020, comparando objetivos, formatos e velocidades de implementação. A metodologia utilizada foi uma revisão sistemática da literatura. Os resultados indicam que o QE desempenhou um papel anticíclico fundamental em ambas as crises. A implementação do QE em 2020 destacou-se por sua maior ousadia e celeridade, um reflexo dos aprendizados de 2008.
Em 2008, o foco era estabilizar o sistema financeiro, enquanto em 2020 a prioridade se deslocou para a prevenção de um colapso econômico generalizado e manutenção da liquidez frente ao lockdown. Essa distinção se manifestou na velocidade da resposta: a crise pandêmica foi contida em aproximadamente um terço do tempo da crise anterior. O mercado de trabalho americano recuperou-se mais rapidamente na pandemia, com desemprego pré-pandemia em março de 2022, comparado a 2015 pós-2008. Em volume, o Fed injetou US$ 4,7 trilhões na pandemia (em tempo menor) contra US$ 4,5 trilhões em 2008-2014.
A reação do mercado acionário foi mais forte e rápida em 2020. Apesar da redução das taxas de empréstimos pessoais em ambas as crises, instituições financeiras não repassaram integralmente o excesso de liquidez ao crédito, o que não impactou significativamente as concessões. A coordenação entre políticas monetária e fiscal foi crucial, especialmente na pandemia, com pacotes fiscais robustos.
*Material produzido como parte das atividades de extensão da disciplina Trabalho de pesquisa científica em Economia, ministrada pelos professores Letícia Oliveira e Sergio Monteiro


