A partir desta quarta-feira, 31 de janeiro, estão disponíveis na plataforma Lúmina as aulas do curso O setor de games no Brasil: panorama, carreiras e oportunidades. A ação integra um grupo de três cursos criados a partir do conteúdo dos debates da edição de 2017 do Brazil’s Independent Game Festival (BIG Festival) – o maior festival de jogos independentes da América Latina. A iniciativa contempla ainda outras duas formações: Dicas e desafios para empreendedores e de Internacionalização no setor de games, que serão divulgadas a partir de fevereiro.
O projeto é resultado de uma parceria entre o Ministério da Cultura, a Associação Brasileira dos Desenvolvedores de Jogos Digitais (Abragames) e o Núcleo de Estudos em Economia Criativa e da Cultura, vinculado à Faculdade de Ciências Econômicas (NECCULT-UFRGS). Cada curso tem duração de 30 horas e é ofertado na modalidade EAD. Veja abaixo mais detalhes:
Curso 1 – O Setor de games no Brasil: panoramas, carreiras e oportunidades
Composto por cinco aulas que abordam o panorama do setor, sua importância na economia criativa, nas estruturas das desenvolvedoras independentes e na articulação de comunidades que viabilizam crescimento na área. Além disso, aponta as possíveis áreas de atuação, trazendo como exemplo as experiências de profissionais que construíram carreira no setor de jogos no Brasil. Por fim, trata sobre o papel das instituições públicas no fomento e no fortalecimento do setor e disponibiliza orientações elaboradas por especialistas do BNDES, do Sebrae, da Agência Nacional do Cinema (Ancine) e Spcine para as pequenas desenvolvedoras de games.
Curso 2 – Dicas e desafios para empreendedores
Estruturado em três eixos: financiamento e monetização de games, relações contratuais e com outros autores da indústria e desafios enfrentados pelos empreendedores do setor e como contorná-los.
Curso 3 – Internacionalização no setor de games
Apresenta oportunidades de atuação internacional e a rede de apoio estruturada para orientar os desenvolvedores nessa etapa. Oferece uma visão geral do processo de internacionalização e mostra como o setor de games pode ser entendido nesse contexto, atentando para o projeto Brazilian Game Developer (BGD) e para as iniciativas da Apex-Brasil e da Ancine em parceria com a ABRAGAMES. Nesse terceiro curso também se discute possibilidades de investimento que impulsionam a atuação internacional dos desenvolvedores brasileiros, incluindo as características de potenciais mercados para expansão das empresas brasileiras, como a China e a América Latina.
Games no Brasil – Segundo informações fornecidas pelo Ministério da Cultura, o faturamento do setor de games no Brasil em 2017 foi de R$ 1,3 bilhão, segundo pesquisa realizada pelo MinC, BNDES, Abragames e BIG Festival, entre junho e julho do ano passado com 151 empresas independentes de jogos digitais. O faturamento mundial no mesmo ano foi de R$ 116 bilhões em 2017. Estima-se que em 2020 este valor chegue a US$ 143,5 bilhões – um crescimento médio de 7,3% ao ano. A maioria das empresas de games no Brasil estão nas regiões Sudeste e Sul (78%). São Paulo concentra a maior parte dos desenvolvedores de games, seguido do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro. A metade das empresas do setor (50%) já passaram de 3 anos de funcionamento e mais de 70% têm até cinco colaboradores. Mais da metade tem até três jogos lançados, e atuam tanto no mercado brasileiro quanto internacional. Desde 2009, o MinC investe em games por meio de editais: já investiu R$ 20 milhões pela Ancine e R$ 3 milhões pela Secretaria do Audiovisual pela Secretaria de Economia da Cultura.
O curso pode ser acessado aqui. Dúvidas no e-mail lumina@sead.ufrgs.br ou no telefone do NECCULT (51) 3308-4718.


