Ciclo De volta para o passado: o cinema dos anos 1980 apresenta filmes como Blade Runner, o caçador de androides, Cinema Paradiso e Eu sei que vou te amar. Programação ocorre de 9 de março a 14 de abril
A grave crise financeira que assolou o mundo nos anos 1980, embora tenha afetado a indústria cinematográfica, contribuiu para que inúmeros artistas refletissem sobre esse momento, seja abordando questões universais como o amor e a morte, seja avaliando contextos políticos específicos. Problematizando realidades e imaginários, alguns dos filmes mais marcantes da época, produzidos em diversos países, ilustram o novo ciclo da Sala Redenção “De volta para o passado: o cinema dos anos de 1980”. Com mais de 20 filmes exibidos, o ciclo será apresentado de 9 de março a 14 de abril, com sessões às 16 e 19 horas. Entrada franca.
Um dos destaques da programação é o longa Blade Runner, o caçador de androides (1982), uma obra-prima de Ridley Scott, apresentada não na versão do diretor e mas sim no formato exibido originalmente nos cinemas, cujo sentido, para muitos especialistas, é diferente. Com uma bela fotografia e uma trilha sonora impecável, este filme segue atual, por conta da sua trama futurista a respeito da vida humana.
Imperdível também é a narrativa poética de Cinema Paradiso (1988). Tido como um tributo ao cinema, enfatiza em especial a amizade entre Toto, um menino apaixonado por cinema, e Alfredo, operador do único cinema de uma pequena cidade italiana. No ciclo, será exibida a versão não estendida, por ter sido a que chegou primeiramente nos cinemas. Diferente de Betty Blue(1986), cuja cópia tornada pública nos anos 80 não está sendo comercializada no país. A chamada “edição do diretor”, embora mais longa, não altera a concepção geral do filme. A história fala de Betty e Zorg, um casal intenso em sua paixão e no seu questionamento sobre as suas próprias vidas.
Um clássico da filmografia brasileira, o filme Eu sei que vou te amar (1986), também compõe o ciclo da Sala Redenção. A obra, centrada na relação entre um jovem casal que conversa sobre a vida e sobre o amor, traz uma abordagem ao mesmo tempo filosófica, psicanalítica e bastante sensual. Se em termos econômicos os anos 80 não foram muito favoráveis ao mundo, o cinema compensou as crises, e ofereceu ao público grandes obras que ajudaram a pensar e a emocionar.
Marcelo Pizarro Noronha e Tânia Cardoso são os curadores do ciclo. Confira a programação completa no site do DDC.
Fonte: Site UFRGS


