Até o dia 8 de junho, a Faculdade de Ciências Econômicas recebe os Seminários de Estudos Estratégicos 2018 – II Seminário de Estudos Estratégicos do Comando Militar do Sul, o IV Seminário Brasileiro de Estudos Estratégicos Internacionais e o V Seminário Casas de União – que ocorrem simultaneamente. As atividades acontecem na Faculdade de Ciências Econômicas, na Escola de Engenharia da UFRGS e no Comando Militar do Sul, sob o eixo temático As Questões Nacionais e a Agenda de Defesa.
No primeiro painel, que aconteceu no auditório da FCE durante a tarde do dia 6 de junho, os palestrantes contextualizaram ao público o cenário em que a indústria de defesa brasileira se encontra atualmente. Os palestrantes foram Delcídio Sales, diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Defesa; Luís Lam, pró-reitor de Pesquisa da UFRGS; José Luiz Bozzetto, vice-coordenador do Comitê da Indústria de Defesa e Segurança da FIERGS; e Carlos Henrique Horn, diretor da FCE.
Durante a palestra, Sales afirmou que o Brasil precisa desenvolver a inovação na área de defesa e argumentou que são necessárias mais parcerias público-privadas para impulsionar o setor. Segundo ele, que participou de um curso de imersão no Vale do Silício para compreender como as Forças Armadas dos Estados Unidos inovam, as tecnologias desenvolvidas nas start-ups são fundamentais para que a defesa de uma nação se modernize.
Já Lamb argumentou que, mesmo com parcerias, é necessário mais investimento público em pesquisa e inovação. O professor apresentou dados de diversos países, demonstrando que, de modo geral, as nações que mais destinam recursos para a área são as que têm o maior número de patentes e as que têm as universidades mais bem avaliadas nos rankings internacionais. Para ele, é fundamental que o Brasil amplie o financiamento à ciência para desenvolver a indústria.

Bozzetto expôs as dificuldades que a indústria brasileira enfrenta, em especial no momento de crise em que vive o país. Para ele, a burocracia e o excesso de leis do Brasil engessam a atuação das empresas. O palestrante destacou ainda que a indústria é responsável por 68% dos gastos com pesquisa e desenvolvimento no setor privado do Brasil.
Horn salientou que uma das principais medidas para impulsionar a indústria de defesa é a de recuperar a política industrial e o fomento público. Destacando o papel do BNDES no financiamento de pequenas empresas, sustentou que recursos não reembolsáveis são grandes aliados no estímulo à inovação. Nesse contexto, o diretor da FCE ressaltou ainda que nenhuma alternativa será exequível enquanto estiver em vigência a Emenda Constitucional 95, que limita o teto de gastos públicos à inflação.
Mais tarde, na cerimônia de abertura, o evento contou com as presenças do comandante Militar do Sul, general Geraldo Antônio Miotto e do reitor da UFRGS, Rui Vicente Oppermann. Eles dividiram a mesa com o coronel Mário Andreuzza, chefe do Núcleo de Estudos Estratégicos do Comando Militar do Sul, com o diretor da FCE, Carlos Henrique Horn, com o professor André Reis, coordenador do PPG em Estudos Estratégicos Internacionais (PPGEEI), com o professor Paulo Visentini, coordenador do Núcleo Brasileiro de Estratégia e Relações Internacionais (Nerint) e com a doutoranda do PPGEEI Larleciane Piccoli, para a sessão solene no auditório da FCE.
Programação se estende até o dia 8 de junho
Ao longo de quinta e de sexta-feira o evento segue com os painéis, que discutem temas como oportunidades e desafios para o desenvolvimento da indústria da defesa; inserção mundial do Brasil e a agenda de defesa; aquisição, gestão associada e consórcios; entre outros. A programação completa dos seminários está disponível no www.ufrgs.br/eventos-estudosestrategicos.
O evento tem transmissão ao vivo e pode ser acompanhado pelo www.ufrgs.br/eventos-estudosestrategicos/transmissao. Mais informações pelo e-mail eventos.estudosestrategicos@gmail.com.
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Fotos: Comunicação FCE e Secom UFRGS








