Arquivos anuais: 2025

{:br}

O novo dossiê temático da Revista Debates “O papel da África na construção de um mundo pós-hegemônico” apresenta os resultados dos debates ocorridos no âmbito do II Seminário Internacional do Centro Brasileiro de Estudos Africanos (CEBRAFRICA), que ocorreu em março de 2025, em parceria com o Pôle de Recherche sur l’Afrique et le Monde Émergent (PRAME). O evento ocorreu paralelamente com o I Seminário Internacional Pró-Defesa V (CAPES/MD) e com o Seminário Internacional de Ciência Política (PPGCP/UFRGS).

Confira os artigos aqui

A Nigéria e a CEDEAO desempenharam um papel decisivo no fracasso da tentativa de golpe de Estado no Benim.

Via:AA

“ No Benim, ficou evidente que a Nigéria e a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) desempenharam um papel significativo na repressão da tentativa de golpe. O presidente do Benim, Patrice Talon, realizou uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros, durante a qual foram examinados os detalhes da tentativa de golpe de Estado ocorrida no domingo, 7 de dezembro, na presença de altos comandantes militares. […]

Após o ataque, o comandante da base militar de Togbin, Coronel Faizou Gomina, que havia sido enviado para a região, foi atacado pelos golpistas e feito refém.

Os golpistas, então, foram à casa do comandante das forças terrestres, o general Abou Issa, e o sequestraram.

Ao raiar do dia, confrontos violentos irromperam entre os golpistas, que avançavam em direção à residência do presidente Talon e o regimento da guarda presidencial. Repelidos pela guarda presidencial, os golpistas tomaram o controle da emissora de televisão nacional e anunciaram a deposição de Talon, mas foram expulsos do prédio graças à intervenção de um grupo de soldados leais a Talon.

Nigéria lança ataques aéreos contra golpistas

À noite, a Nigéria, a pedido do Benim, realizou uma operação aérea contra a base militar de Togbin, de onde havia começado a revolta. A base foi então retomada pelas Forças de Reserva da CEDEAO, compostas por soldados nigerianos, enquanto uma unidade especial da Costa do Marfim apoiou a operação. O general Issa e o coronel Gomina, que haviam sido sequestrados, também foram resgatados durante aoperação realizada no domingo.

Embora tenha sido iniciada uma investigação para identificar os autores e responsáveis pela tentativa de golpe, a busca continua pelo líder do grupo de golpistas que fugiu.”

Leia mais aqui

Soldados na Guiné-Bissau anunciaram gen. Horta Inta-A como líder da junta militar

Via:Africanews

“Soldados na Guiné-Bissau anunciaram na quinta-feira um novo líder da junta militar, consolidando uma tomada de poder forçada que começou após as eleições presidenciais. O alto comando militar empossou o general Horta Inta-A como chefe do governo militar, que supervisionará um período de transição de um ano, segundo declaração divulgada pela televisão estatal.

“A incapacidade dos atores políticos de conter a deterioração do clima político acabou por levar à intervenção das forças armadas”, disse N’Ta, que era chefe do Estado-Maior do Exército até o golpe e um aliado próximo do presidente deposto Umaro Sissoco Embaló. O paradeiro de Embaló permanecia desconhecido na quinta-feira. Ele havia declarado à imprensa francesa na quarta-feira que fora preso por soldados após disparos perto do palácio presidencial.

A oposição, por sua vez, alegou que Embaló havia orquestrado o golpe para evitar a derrota nas eleições presidenciais de domingo, que foram bastante disputadas. A tomada do poder pelos militares e a suposta prisão de Embaló foram “fabricadas” para interferir na divulgação dos resultados eleitorais esperados para quinta-feira, segundo seu rival Fernando Dias, que, assim como Embaló, alegou ter vencido a votação.

A Associated Press não conseguiu verificar de forma independente as alegações de Dias, membro do Partido da Renovação Social. O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde, da oposição, e Dias haviam convocado os moradores a realizar protestos contra o golpe e exigir a publicação dos resultados eleitorais. Mas, na manhã de quinta-feira, as atividades pareciam normais na capital, Bissau, com o comércio e o transporte público retomando gradualmente suas atividades.”

Leia mais aqui