Arquivo mensais:setembro 2025

Presidente de Madagascar anuncia dissolução de governo

Via:Xinhua

“Andry Rajoelina, presidente de Madagascar, anunciou nesta segunda-feira a dissolução do governo e prometeu nomear um novo primeiro-ministro dentro de três dias.

‘Decidi encerrar as funções do primeiro-ministro e dos membros do governo’, disse ele em um discurso televisionado.

O anúncio ocorreu após dias de protestos em grandes cidades do país, incluindo a capital Antananarivo, devido a frequentes cortes de energia e escassez de água. Algumas manifestações se tornaram violentas, com episódios de saques que causaram danos econômicos significativos.

‘Diante da atual situação de instabilidade que o país está vivendo, marcada pela frustração e raiva geradas pelos cortes de energia e água, ouvi o apelo dos jovens e compreendo plenamente suas preocupações e frustrações’, afirmou Rajoelina.

Ele também pediu desculpas, em nome do governo, ‘pelas necessidades não atendidas e expectativas que não foram contempladas.'”

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Males que vêm para o bem: tarifaço alavanca negócios vantajosos entre Brasil e países africanos

Via:Sputnik Brasil

“Nas últimas semanas, o Brasil fechou dezenas de negócios, sobretudo na agropecuária, justamente no contexto da vigência das tarifas de 50% sobre produtos brasileiros para os EUA.
Foram abertos mercados em Burkina Faso e Togo, por um acordo de venda de bovinos vivos para reprodução e armazenamento de material genético bovino, entre outras aplicações.
Na semana passada, foram anunciados negócios com a África do Sul pela Embraer no setor aéreo doméstico, bem como uma série de acordos bilaterais com a Nigéria, marcados pela visita oficial do presidente Bola Tinubu a seu homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília.
Segundo o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, um dos principais desafios já está sanado, que é o da proximidade cultural e diplomática, sobretudo no atual contexto geopolítico “Existem estudos que mostram a possibilidade de a própria África produzir agronegócio […] uma oportunidade clara para empresários de agronegócio brasileiros. Sei que já tem empresário brasileiro discutindo a produção em Angola para exportar para o mundo como o Brasil faz hoje”, disse Castro. “O tarifaço vai agilizar e acelerar a tomar a decisão dessas empresas no sentido de produzir em Angola ou produzir em outros países da África para exportar para terceiros países. Seria um mercado alternativo”, opinou ele. Castro salientou que muitos países da África exploram petróleo e têm dinheiro em caixa para importar, ao mesmo tempo que não têm uma indústria muito desenvolvida, tornando-se potenciais compradores de manufaturados e produtos de valor agregado do Brasil.”

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A inauguração da Grande Barragem da Renascença da Etiópia traz nova esperança para muitos etíopes.

Via:Africanews

“Muitos etíopes aguardam com expectativa a tão esperada conexão à rede elétrica nacional, que ocorrerá quando a nova megabarragem do país estiver totalmente operacional.

A polêmica Grande Barragem da Renascença da Etiópia está sendo inaugurada nesta terça-feira, 14 anos após o início de sua construção. O projeto começou em 2011 com um orçamento de 4 bilhões de dólares. Com 1.800 metros de comprimento e 175 metros de altura, ela é agora a maior barragem da África.

Espera-se que produza mais de 5.000 megawatts, dobrando a atual capacidade de geração da Etiópia, parte da qual será exportada para países vizinhos.

O país insiste que se trata de um desenvolvimento crucial para ajudar a retirar muitos de seus cidadãos da pobreza. O projeto, entretanto, levantou preocupações de países vizinhos, como Egito e Sudão, em relação à possível redução do nível das águas a jusante.

Mas a Etiópia sustenta que a imponente barragem beneficiará não apenas seus mais de 100 milhões de habitantes, mas também seus vizinhos, vendo nela uma oportunidade de se tornar a principal exportadora de eletricidade da África.

Apesar da criação de um painel conjunto para discutir a partilha das águas do Nilo Azul, as tensões permanecem elevadas e alguns, como o Egito, consideram a iniciativa um risco à segurança, afirmando que ela pode provocar secas a jusante.”

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