Via CGTN Africa
O presidente da Eritreia, Isaias Afwerki, anunciou nesta quarta-feira (20/06) que enviará uma delegação para a vizinha Etiópia para as conversações de paz. A Eritreia tronou-se independente em 1993 após trinta anos de guerra de libertação contra a Etiópia. Em maio de 1998, uma disputa fronteiriça foi estopim para a eclosão de uma guerra convencional de grande intensidade entre os dois países. A guerra terminou em junho de 2000 com a vitória etíope e em dezembro, sob auspícios da OUA, ONU, União Europeia e EUA, foi assinado o Acordo de Paz de Argel, que determinava, entre outros termos, que a disputa de fronteiras fosse submetida a dois órgãos independentes e imparciais a serem indicados pelos Secretários Gerais da OUA e da ONU, bem como pelos dois países. O primeiro era a Comissão de Requerimento Eritreia-Etiópia, responsável por analisar as reivindicações quanto às perdas na guerra e o segundo, a Comissão de Fronteiras Eritreia-Etiópia (EEBC), composta por cinco membros – cabia a esta última demarcar os limites de acordo com os tratados coloniais de 1900, 1902 e 1908. Em abril de 2002, a EEBC decidiu sobre a demarcação da fronteira: a cidade de Badme ficaria no território Eritreu; a Etiópia recusou-se a aceita-lo, conduzindo a uma situação de impasse que permanece até hoje. No início desse mês, no entanto, o novo primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, anunciou que o país iria acatar a decisão da EEBC.
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