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Encontro Putin-Goïta: Parceria Estratégica para ‘Contrabalançar a Influência Ocidental’

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Via: Sputnik

“A aliança com a Rússia não impede o Mali de se engajar com outros países, mas o país sempre prioriza seus interesses centrais, afirmou o especialista em geopolítica Oumar MC Koné ao Sputnik Africa, após o encontro entre os líderes dos dois países em Moscou.

Ao comentar a assinatura de um acordo de cooperação russo-malês sobre energia nuclear civil, ele considerou a iniciativa “uma boa oportunidade para o povo malinês”.

O especialista acredita que a crise energética do Mali pode ser enfrentada por meio da implantação de instalações nucleares pacíficas no país.

Segundo ele, as discussões entre Moscou e Bamaco também devem se concentrar em:

Reforçar as capacidades militares do Mali, incluindo equipamentos e treinamentos;

Desenvolver estratégias claras de defesa e boas relações de vizinhança com países amigos.

Desde 2021, o apoio russo fortaleceu significativamente o exército malinês, permitindo a retomada bem-sucedida da região de Kidal, observou Koné.”

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Complexo de ouro da Barrick Mining é colocado sob controle estatal no Mali.

Via: Reuters

“A mineradora canadense Barrick Mining (ABX.TO) teve seu complexo de ouro Loulo-Gounkoto, no Mali, colocado sob controle estatal por decisão judicial nesta segunda-feira, em uma grande escalada de uma disputa sobre impostos e propriedade.

Um ex-ministro da Saúde malinês, Soumana Makadji, assumirá como administrador provisório por seis meses, conforme declarou o juiz responsável pelo caso.

A Barrick afirmou que irá recorrer da decisão.

A medida segue ações do governo do Mali para bloquear exportações de ouro e apreender estoques do metal pertencentes às subsidiárias da Barrick.

Em comunicado, a empresa declarou acreditar que essas ações, que levaram à suspensão temporária de suas operações, foram injustificadas.

“A justiça não foi ouvida, nem foi feita”, disse Issaka Keita, um dos advogados da Barrick, à Reuters. O complexo Loulo-Gounkoto, responsável por 14% da produção da companhia, está suspenso desde janeiro, em meio ao impasse entre a empresa e o governo sobre impostos e propriedade.

O governo, que é acionista no complexo minerador, solicitou em maio ao Tribunal Comercial de Bamako a nomeação de um administrador, sinalizando sua intenção de reabrir o complexo em meio aos preços recordes do ouro no mercado internacional.

Fora dos tribunais, as negociações entre as partes continuam. Segundo duas pessoas familiarizadas com o assunto, o Mali concordou em permitir que a Barrick repatrie 20% de seus lucros para uma conta bancária internacional — uma exceção que não foi concedida a outras mineradoras estrangeiras.”

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Pelo menos 20 pessoas são mortas em ataques a comunidades no estado de Benue, na Nigéria.

Via: Africanews

“Pelo menos 20 pessoas foram mortas durante ataques simultâneos de homens armados não identificados contra várias comunidades no estado de Benue, no centro-norte da Nigéria, informou a polícia nesta terça-feira.

Os ataques ocorreram no final do domingo, em comunidades nas regiões de Gwer West e Apa, segundo Udeme Edet, porta-voz da polícia de Benue.

Edet, porta-voz da policia de Benue, informou que 12 pessoas foram mortas em Apa e 10 em Gwer West, mas relatos locais sugerem que o número de mortos pode ultrapassar 30. Cinco pessoas que sobreviveram aos ataques estão atualmente recebendo tratamento médico em um hospital local, acrescentou.

As regiões de Gwer West e Apa, no estado de Benue, têm registrado um aumento nos ataques nos últimos meses. Na semana passada, homens armados mataram pelo menos 20 pessoas em um ataque à vila de Aondona, em Gwer West.

Embora ainda não esteja claro quem foi o responsável pelos assassinatos, ataques desse tipo são comuns na região norte da Nigéria, onde pastores e agricultores frequentemente entram em conflito por acesso limitado à terra e à água.

Os agricultores acusam os pastores, em sua maioria de origem Fulani, de deixarem seu gado pastar em suas plantações e destruírem as colheitas. Já os pastores insistem que as terras cultivadas estão localizadas em rotas de pastagem respaldadas por lei desde 1965, cinco anos após o país conquistar sua independência.”.

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