Professores da EA/UFRGS lançam livro

16/08/2006

EA/UFRGS convida para o lançamento dos livros:
Introdução à Gestão Pública, do professor
Clezio Saldanha dos Santos, METAGESTÃO: A arte do diálogo nas organizações, da professora Geni de Sales Dornelles e E-RH, da professora Marina Nakayama, Bianca Pilla e Erlaine Binotto, que ocorrerá dia 15 de agosto de 2006, no saguão da EA/UFRGS, a partir das 17h30min.

Sobre os livros:

Introdução à Gestão Pública
Clezio Saldanha

Esse livro tenta reunir conceitos, em uma única obra, sobre o processo administrativo e as grandes áreas funcionais da gestão pública. Tendo o cunho essencialmente didático, procura abordar conceitos sobre temas antigos, como o planejamento, a organização, a direção e o controle estatal, mas que estão sempre em voga.
A evolução da ciência administrativa remeteu pesquisadores e professores para o aprofundamento teórico desses temas em várias áreas, contudo, para auxiliar a práxis da gestão pública propõe-se aqui o conhecimento dos marcos conceituais e de seus desbravadores em uma publicação moderna.
Acredita-se que a partir da leitura dessa obra, confrontando os dados concretos da realidade das organizações públicas brasileiras, contribui-se para o entendimento sobre as funções e intervenções do Estado brasileiro. Enquanto cidadão ou servidor público, essas reflexões contribuirão cada vez mais para a evolução e transformações dos sistemas administrativos públicos, assim como para a construção da cidadania brasileira.

Sobre o autor
Clezio Saldanha dos Santos
Formou-se bacharel em Administração Pública e Administração de Empresas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1987. Formou-se mestre em Administração pela Universidade Federal de Santa Catarina, na área de Políticas e Planejamento Governamental em 1992. Formou-se doutor em Administração pela Universidade Federal da Bahia, no Núcleo de Pós-graduação em Administração em 2003. Complementou seus estudos na Université Marne-la-Vallée, no Laboratoire Techiniques, Territoires et Sociétés (LATTS), em Marne-la-Vallée, França. Atuou como pesquisador no Centro de Estudos e Pesquisas em Administração da UFRGS, e como professor na FEEVALE (Novo Hamburgo/RS) e UNISINOS (São Leopoldo/RS). É professor adjunto do Departamento de Ciências Administrativas da Escola de Administração da UFRGS. Ministra disciplinas da Área de Administração Geral e Administração Pública desde 1996. Tem vários trabalhos técnicos e científicos publicados. É consultor de revistas científicas e membro de comissões de avaliação internas e externas à universidade.

METAGESTÃO: A arte do diálogo nas organizações – Geni de Sales Dornelles

Metagestão é a arte de pensar o gerenciamento das organizações além da ciência, agregando a esta última os fundamentos filosóficos da Ética.

O caráter multidisciplinar dessa opção permite reorientar as ações estratégicas. Na chamada Era do Conhecimento, resgatar o motivo justo do agir humano na busca da eficiência é uma mudança fundamental. Não somente o discurso, mas também a prática são, assim, democratizados. Revisa-se a racionalidade instrumental, responsável pela promoção da técnica, de instrumento a ambiente, isto é, a algo que tem dominado o espaço e o tempo do trabalhador na modernidade.
Investigações sobre moral e comunicação autorizam a necessidade de reverter uma visão ainda pré-tecnológica do ser humano. Na atual inversão de meios e finalidades, a técnica não tem dado um sentido à vida, mas apenas feito com que ela funcione de modo acelerado.
Em termos filosóficos, a proposta do livro é unir o reino da economia ao reino da liberdade, por meio de uma aliança entre técnica e ética. A questão moral: “Como devo agir?” é retomada sob a luz da razão comunicativa. A autora refaz os itinerário da ética, desde a Grécia antiga até a Nova Economia. Na linha frankfurtiana de Jürgen Habermas, responsabiliza a gestão estratégica de pessoas pela humanização das relações no trabalho. Propõe uma nova racionalidade, que se desloca do sujeito para a relação entre sujeitos: o diálogo.
Para agregar de fato a dimensão humana ao trabalho, é preciso revisar conceitos na busca do bem e do justo. Autonomia e liberdade, dois valores cobrados individualmente dos trabalhadores flexíveis, emergem de uma comunidade em que as pessoas falam, ouvem e são ouvidas. Apenas a prática da intersubjetividade é capaz de levar as pessoas a se comprometerem com objetivos pessoais e organizacionais. Esta deve ser a primeira responsabilidade social de uma organização de sucesso. A história das organizações é pródiga em exemplos de que os valores da técnica não bastam para chegar a excelência: mudar, criar e empreender são verbos conjugados apenas pelo espírito humano reconciliado e feliz.

Sobre a autora
Geni de Sales Dornelles é doutora em Administração de Empresas pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo – Fundação Getúlio Vargas (EAESP/FGV). mestre em Administração pela Universidade federal do Rio Grande do Sul (UFGRS), mestre em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), jornalista, administradora de empresas e administradora pública pela UFRGS. Professora aposentada da Escola de Administração – Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGA) da UFRGS. Ex-Diretora do Centro de Estudos e Pesquisas em Administração (CEPA) da UFRGS.
É consultora, professora em nível de pós-graduação em algumas universidades, palestrante e possui vários trabalhos publicados no meio acadêmico.

E – RH
O ambiente atual requer idéias criativas, ações rápidas e uma constante adaptação às mudanças tecnológicas. Todas essas transformações trazem a necessidade de alteração dos processos organizacionais e, portanto, da gestão de recursos humanos, que precisa estar mais próxima da estratégia do negócio. É nesse contexto que surgiram as práticas apoiadas por recursos tecnológicos na área de recursos humanos às quais denominamos de “recursos humanos eletrônico”. Essas práticas influenciam a comunicação interna nas organizações através de sistemas de informações elaborados com softwares especializados; a forma de recrutar e selecionar através do recurso on-line, disponibilizando informações tanto para os candidatos quanto para as empresas; o treinamento a distância com intranet e o próprio trabalho, com as modalidades de teletrabalho, equipes virtuais e comunidades virtuais.

Sobre Marina Nakayama
Doutora, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 1997.
Principal área de interesse de pesquisa: Gestão estratégica de RH, RH eletrônico, Ensino a Distãncia, Remuneração.
Grupo: GINEIT – Grupo Interdisciplinar de Estudos da Inovação e do Trabalho; GAP – Grupo de Aprendizagem