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Projetos da UFRGS são reconhecidos pelo Ministério das Cidades através do prêmio Bicicleta Brasil
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O Ministério das Cidades anunciou as 72 iniciativas vencedoras do Prêmio Bicicleta Brasil 2025. A premiação reconhece ações de todo o país voltadas à promoção da mobilidade ativa, sustentabilidade, saúde, qualidade de vida e inclusão social.
A tese de doutorado Ciclismo/andar de bicicleta na cidade de Porto Alegre: performances e políticas públicas em tempos de pandemia de Adriana Pancotto, orientada por Fernanda Tarabal Lopes, do Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGA), recebeu o reconhecimento Selo Bicicleta Brasil, concedido como maneira de trazer visibilidade para as iniciativas.
Ainda pela UFRGS, a pesquisa Integração entre micromobilidade e o transporte público coletivo no contexto de cidades latino-americanas, de Jennifer Domeneghini, orientada por André Luiz Lopes da Silveira, do Programa de Pós-Graduação em Planejamento Urbano e Regional (Propur), recebeu o reconhecimento do selo e a premiação de 3° lugar na categoria Instituições de Ensino – Planejamento.
Em sua segunda edição, o prêmio habilitou 428 iniciativas em 24 categorias, que contemplam desde o incentivo à cultura da bicicleta até o planejamento urbano sustentável. Os vencedores foram conhecidos durante a COP30.
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Sobre o estudo produzido no PPGA/UFRGS
A tese Ciclismo/andar de bicicleta na cidade de Porto Alegre: performances e políticas públicas em tempos de pandemia, baseia-se no fato da pandemia de Covid-19 ter afetado profundamente o campo do esporte e lazer, ao mesmo tempo em que colocou em debate a essencialidade das atividades físicas, cujos benefícios à promoção da saúde foram ressaltados. Embora a Constituição Federal de 1988 e a Organização das Nações Unidas reconheçam o esporte, o lazer e as atividades físicas e esportivas como direitos e práticas fundamentais, a maioria da população brasileira não participa dessas atividades.
No contexto, em que o ciclismo/andar de bicicleta ressurgiu em Porto Alegre e em outras cidades do mundo, o estudo teve como objetivo compreender como o ciclismo e suas políticas públicas foram performados em Porto Alegre durante a pandemia. O trabalho também analisa as diversas realidades das práticas: pandêmica; (inter)geracional; utilitária e como mobilidade ativa; como esporte amador, de rendimento e lazer; e de risco, sendo o “andar de bicicleta” enquanto atividade física presente em todas elas.
A análise evidenciou conflitos, iniquidades no acesso e na distribuição dos espaços públicos, múltiplos efeitos benéficos das práticas e a ausência do ciclismo esportivo no atual Plano Diretor Cicloviário, indicando a necessidade de sua inclusão para uma prática mais segura.
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Informações divulgadas pela Secretaria de Comunicação da UFRGS em 16/12/2025 neste link.
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