Com o objetivo de fortalecer a luta diária pela igualdade étnico-racial, grupos e unidades de ensino promovem o Novembro Negro na UFRGS. Iniciadas em 20 de outubro, as atividades trazem uma série de reflexões sobre resistência e empoderamento, com ápice em 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra – instituído em 2011 em atendimento à demanda histórica do movimento negro.
Segundo relatório divulgado pela Secretaria Nacional de Juventude da Presidência da República, no Brasil, os jovens negros são as principais vítimas da violência. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) demonstram que as mulheres negras são as que se sentem mais inseguras em todos os ambientes, até mesmo em suas próprias casas. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) revela ainda que, no país, uma pessoa negra ganha, em média, a metade da renda de outros grupos independentemente de sua escolaridade ou da região em que resida, e que a diferença salarial e de oportunidades de trabalho são ainda maiores nos cargos de chefia. Além disso, seus trabalhos são mais concentrados no mercado informal em locais sem vínculo empregatício ou de forma autônoma. Apesar de inúmeras universidades utilizarem políticas afirmativas para a ampliação do acesso da população negra ao ensino superior, informações do IBGE demonstram o predomínio de pessoas brancas nestas instituições.
De acordo com o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros, Indígenas e Africanos (NEAB/UFRGS), várias são as referências que apontam para as vicissitudes de que a população negra ainda é vítima de racismo estrutural, o qual perpassa todas as esferas de poder, manifesta-se em políticas partidárias, em políticas econômicas, na produção cultural. Neste sentido, o Novembro Negro vai ao encontro da necessidade de contínuas reflexões e de ações que possam ajudar a suprimir este contexto. A programação do evento pode ser encontrada no site do NEAB.
* Texto da Pró-Reitoria de Extensão (PROREXT)
Foto coletiva
No Dia Nacional da Consciência Negra, estudantes, servidores docentes e técnico-administrativos e funcionários(as) terceirizados(as) protagonizarão uma foto emblemática. Ano passado, essa atividade reuniu cerca de 300 pessoas em um registro impensável há uma década, quando não havia ações afirmativas na UFRGS.
A foto coletiva intitulada “Sim, representatividade importa”, ocorrerá na terça-feira, dia 20 de novembro, às 12h, na frente da Reitoria, no Campus Centro. Em caso de chuva, o registro será feito no palco do Salão de Atos.

Foto coletiva feita em 2017 reuniu cerca de 300 pessoas

