Pesquisadores da EA e do Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de São Paulo (USP), em colaboração com a Universidade de Antuérpia (Bélgica) e universidades em outros 31 países, estão lançando a segunda etapa da pesquisa #CoronaCookingSurvey, projeto que recebeu reconhecimento mundial e reuniu mais de 37.000 respondentes em todo na sua primeira fase.
No início deste ano, o impacto da pandemia que varreu o mundo em relação à alimentação ficou claro para os pesquisadores: as pessoas entraram em pânico ao comprar alimentos, o que ocasionou estocagem em casa e desabastecimento de alguns produtos nas prateleiras; a maior disponibilidade de tempo levou as pessoas a desenvolverem ou redescobrirem suas habilidades culinárias, e por exemplo, começaram a assar o seu próprio pão, além de buscarem receitas mais saborosas, reconfortantes e saudáveis; Todos esses são exemplos de como a COVID-19 mudou a maneira como percebemos e interagimos com outras pessoas por meio da alimentação.
Estas são questões para as quais os investigadores da UFRGS e USP, juntamente com a equipe FOOMS (Food, Media & Society) da Universidade de Antuérpia (Bélgica), buscam respostas. Nesta nova etapa, mais de 30 países estão investigando o impacto do COVID-19 sobre como percebemos e lidamos com alimentos e mídia alimentar durante a pandemia. Especificamente, buscam saber como as mudanças causadas por essa pandemia afetaram os nossos hábitos de compra e alimentação, incluindo nossas tradições alimentares de fim de ano.
Segundo a Profª. Drª. Marcia Dutra de Barcellos, coordenadora deste estudo na UFRGS: “Em alguns países, a COVID-19 está ganhando força novamente, e as medidas de lockdown foram reforçadas. As pessoas estão preocupadas com as férias e se ainda poderão celebrar, com seus amigos ou família, as festas do final do ano. O ser-humano é social por natureza, e as atividades que realizamos juntamente com nossa comunidade e grupos familiares são extremamente importantes para o nosso desenvolvimento. Reunir-se ao redor da mesa é algo muito maior do que satisfazer a necessidade fisiológica da fome: compartilhamos condutas, normas, atitudes e costumes que moldam nosso comportamento”.
O estudo quer investigar se esse sentimento de ansiedade em relação às férias é amplamente compartilhado em todo o mundo, e também visa verificar se a COVID-19 ainda tem o mesmo impacto nos hábitos relacionados à alimentação que teve em abril, quando o projeto foi lançado.
Na primeira etapa, a #CoronaCookingSurvey obteve mais de 37.000 entrevistados em todo o mundo. O projeto espera obter uma quantidade semelhante de entrevistados desta vez.
Clique para participar da pesquisa.
A pesquisa está aberta a maiores de 18 anos e estará disponível até 15 de dezembro de 2020.
Para obter mais informações sobre o projeto #CoronaCookingSurvey, clique aqui:
www.coronacookingsurvey.com ou entre em contato: marcia.barcellos@ufrgs.br


