
Para marcar o ínicio o ano letivo 2025 o Programa de Pós-graduação em Administração (PPGA/UFRGS) realizou a Semana de Integração, entre os dias 10 e 12 de março.
As atividades foram conduzidas pela coordenadora e pela coordenadora substituta do PPGA, as docentes Aurora Zen e Daniela Callegaro, e objetivaram apresentar a UFRGS, a Escola de Administração e o Programa, reunindo pós-graduandos ingressantes e os já pertencentes ao programa.
A programação incluiu a apresentação de cada uma das áreas de concentração do PPGA pelos respectivos docentes coordenadores. Houve ainda a participação da direção da EA, da bibliotecária-chefe da unidade, da direção do CEPA – Centro de Estudos e Pesquisas em Administração e da secretaria do programa.
No encerramento foi realizada Aula Inaugural, tendo como título Ciência e Inovação diante das Mudanças Climáticas: o Papel do Estado. Foi ministrada pela Secretária de Inovação, Ciência e Tecnologia do Estado do Rio Grande do Sul, Profa. Dra. Simone Stülp. O evento teve a participação da reitora da UFRGS, Marcia Barbosa, e da pró-reitora de Pós-graduação, Claudia Wasserman.
O evento ocorreu no auditório do ICBS no Campus Saúde da UFRGS e foi aberto à participação de toda a comunidade.
Ciência e crise climática
Simone Stülp destacou a importância da integração entre políticas públicas, pesquisa científica e inovação tecnológica para enfrentar os desafios climáticos e promover o desenvolvimento sustentável.
Estratégias para um futuro resiliente
Stülp iniciou sua apresentação abordando o Plano Rio Grande, um conjunto de ações estratégicas que visa mitigar os efeitos das mudanças climáticas e fortalecer a resiliência do estado. Ela destacou a Política Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Pecti-RS) para o período 2025-2030, que tem como objetivo criar um ambiente propício ao empreendedorismo inovador e às atividades científicas e tecnológicas. Entre as áreas prioritárias estão agronegócio, energias renováveis, saúde, indústria 4.0 e mobilidade, todas alinhadas com a necessidade de descarbonização e sustentabilidade.
A secretária enfatizou a importância de eixos estruturantes como cidades inteligentes, transição energética e modernização do Estado, que servem como pilares para a construção de um futuro mais sustentável. “O Rio Grande do Sul tem a missão de se tornar um centro inovador em tecnologias para a saúde, descarbonização e formação de capital humano qualificado”, afirmou.
Governança e engajamento científico
Uma das iniciativa apresentadas foi o Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática. Criado em junho de 2024 sob a coordenação Simone Stülp, o comitê reúne especialistas de universidades, institutos de pesquisa e órgãos públicos para propor e acompanhar políticas de enfrentamento às mudanças climáticas. Desde sua criação, o comitê já realizou 117 reuniões, emitiu 10 pareceres técnicos e publicou cinco documentos de referência, além de interagir ativamente com a sociedade civil.
Stülp destacou a importância do engajamento da academia nesse processo. “A ciência não pode ficar restrita aos laboratórios. Ela precisa dialogar com a sociedade e com o setor produtivo para gerar impactos reais”, afirmou. Também citou iniciativas como o programa de fixação de jovens doutores e o apoio a startups, que já mobilizaram R$ 64,4 milhões em recursos para projetos inovadores.
Ações emergenciais e de longo prazo
A palestra também abordou as três frentes de trabalho do Plano Rio Grande: ações de curto, médio e longo prazo. No curto prazo, o foco está na resposta a emergências, como o restabelecimento de serviços essenciais e ajuda humanitária. Já no médio prazo, o objetivo é reconstruir infraestruturas físicas e recuperar a economia de forma resiliente. Para o longo prazo, o plano prevê a diversificação econômica e a construção de uma infraestrutura sustentável, alinhada com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
Conclusão e chamada à ação
Ao final da aula inaugural, a Simone reforçou a necessidade de uma mentalidade inovadora e colaborativa para enfrentar os desafios climáticos. “A inovação não é um fim em si mesma, mas um meio para alcançarmos um futuro mais justo, sustentável e resiliente”, concluiu.
Confira algumas imagens da aula inaugural:
















