Inaugurada subestação de energia no Campus do Vale


A subestação de 69kV integra conjunto de ações do programa UFRGS Sustentável, que busca, entre outros objetivos, a economia de energia na Universidade

Foi inaugurada oficialmente na manhã desta quarta-feira, 20, a nova subestação de energia elétrica da UFRGS no Campus do Vale, conquista que a Universidade almeja há alguns anos. A subestação 69kV atende a necessidades de infraestrutura para ampliação de atividades de ensino, pesquisa e extensão, garante estabilidade de fornecimento às unidades do Campus do Vale e ainda possibilita economia nos custos de energia elétrica. A faixa de tensão de energia de 69kV tem um custo menor por megawatt de energia, se comparada à que a é usada atualmente. Composta por duas edificações – uma cabine de medição e uma subestação transformadora para 13,8 kV– e três linhas de transmissão subterrâneas e aéreas, com aproximadamente 3km de extensão, provindas de uma subestação da CEEE, o equipamento da UFRGS alimentará todo o sistema elétrico do Campus do Vale e ainda permitirá que, dentro de um ano, a Universidade passe a comprar energia elétrica no mercado, proporcionando ainda mais economia para abastecer todos os campi. Estima-se que o custo de energia elétrica possa ser reduzido em até 35%.

Na cerimônia de inauguração, realizada no Instituto de Geociências, o reitor Rui Vicente Oppermann destacou a importância do investimento, lembrando que o principal custo obrigatório da Universidade é a tarifa de energia elétrica. “A realização deste projeto é fundamental para a estratégia de sustentabilidade da Universidade”, afirmou. Oppermann disse ainda que a recente expansão da UFRGS aumentou a demanda por energia elétrica e que a CEEE não tinha mais como atender à Universidade. O investimento realizado em obras e equipamentos foi de R$ 19,9 milhões. O pró-reitor de Planejamento Hélio Henkin explicou que os recursos foram obtidos de três fontes. A primeira fase da obra usou o superávit da arrecadação própria da UFRGS, que, até o ano passado, podia ser usado livremente pela Universidade. Os 2/3 restantes são oriundos de recursos do Tesouro (do orçamento ordinário da UFRGS para capital e do orçamento da Secretaria de Educação Superior do MEC por meio de Termo de Execução Descentralizada).

O superintendente de Infraestrutura Edy Isaías Júnior explicou que a viabilização da subestação transformadora enfrentou vários desafios desde 2015, quando foram assinados os contratos para execução do projeto, como a obtenção dos licenciamentos ambientais e as negociações com a CEEE, além da própria execução de uma obra complexa que inclui até uma linha de transmissão que passa por baixo do Arroio Dilúvio. O ex-reitor Carlos Alexandre Netto, que esteve à frente as primeiras ações para a construção da subestação, falou na cerimônia sobre sua satisfação em presenciar a entrega de um projeto tão ambicioso e importante para a UFRGS.

A subestação entrará em operação a partir de 13 de março, quando está prevista para, durante a madrugada, ocorrer a troca da rede antiga de abastecimento do Campus do Vale para a nova. Como a estrutura ainda não está energizada, foi possível fazer uma visita ao local para descerramento da placa de inauguração e para conhecer a infraestrutura disponível, apresentada pelo engenheiro da Suinfra Eduardo Welges, responsável pelo acompanhamento da obra executada por um consórcio de cinco empresas.

UFRGS Sustentável

A subestação 69kV integra o Programa UFRGS Sustentável, que reúne iniciativas visando à sustentabilidade. Outras duas importantes ações implantadas pela Universidade neste programa são a telemetria de energia elétrica, que identifica os consumos individuais por unidade e permite a realização de ações de conscientização visando à economia, e o horário reduzido de verão (funcionamento das 7h30 às 13h30 no mês de fevereiro, reduzindo o uso de ar-condicionado). A implantação do horário reduzido decorre de um amplo estudo realizado pela Suinfra e estima-se uma redução de consumo entre 25% e 30%.

http://www.ufrgs.br/ufrgs/noticias/inaugurada-subestacao-de-energia-no-campus-do-vale

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