Ninguém é uma ilha
Quando a pandemia chegou, até quem estava de bem com a vida passou por aquele momento de “o que tá acontecendo?”. Quem não teve que adiar sonhos e planos que estavam praticamente na linha de largada? Além disso, ficar longe de quem se ama, não poder interagir, não poder abraçar, não poder continuar com a vida nos trouxe um sentimento muito esquisito de isolamento, não só físico, mas psicológico muito intenso.
E os quase 6 meses nessa situação, além do medo de ficar doente, de se infectar, de perder pessoas importantes estão nos trazendo uma forma diferente de ver a vida. Mas também existe a pressão por produzir, a pressão por fazer cursos, aula de dança, cozinhar, cuidar da família, afinal, a gente tá em casa, né? Bem, não é beeeem assim que a coisa funciona. Muita coisa boa podemos tirar disso, mas, infelizmente, o impacto psicológico também pode ser devastador para muitos de nós.
Por isso, neste ano, as campanhas de Setembro Amarelo têm ainda maior importância. Porque o conhecimento nos torna melhores, mais fortes, mais capazes de superar as adversidades. Se não estamos passando por momentos difíceis, ótimo, mas o que podemos fazer para ajudar quem está nessa situação? Nosso papel é muito importante e, nesse sentido, a empatia e o conhecimento andam de mãos dadas.
Hoje, então, queremos conversar tanto contigo, que não está nos seus melhores dias, como com quem está sim e (que bom!) pode ajudar de verdade quem está precisando neste momento. E o mais importante de pensarmos agora é: “ninguém é uma ilha”, ninguém está sozinho, sempre vai ter um jeito! Nesses tempos de isolamento e de incertezas, o autocuidado tem uma importância enorme nas nossas vidas. E isso inclui sim dar um tempo se a gente não está bem. Inclui também a gente colocar o pé no freio nas cobranças, na exigência por produtividade e nas expectativas, principalmente dos outros em relação a nós. É hora de fazer um pouco do que a gente gosta, ler um livro, ver um filme, uma série, relaxar, tentar a meditação, respeitar nossos limites, procurar pensar positivo e ter esperança em um futuro melhor.
Mas se nada disso estiver dando certo, se a sensação de dias ruins é bem maior do que a esperança, é hora de procurar ajuda profissional. Aos amigos e família: apoiem, escutem, validem os sentimentos de quem não estiver bem e, o mais importante: ofereçam acompanhamento em uma possível ajuda profissional. Procurar ajuda profissional não é sinal de fraqueza, muito antes pelo contrário, é um comportamento extremamente forte e corajoso.
Se não der pra esperar por uma consulta, o Centro de Valorização da Vida (CVV) está disponível 24 horas, todos os dias e gratuitamente, pelo número 188 ou então pelo chat: https://www.cvv.org.br/
Seja o que for que você estiver passando, o quão difícil seja, vai passar, entendemos que é muito desafiador, mas vai passar. Você não está e nunca estará sozinho!