No dia 20/03, o presidente da União Africana Moussa Faki Mahamat, recebeu o embaixador do Malaui, Mhimango Edward Chirwa, na sede da instituição em Addis Adeba para tratar do desastre causado pelo ciclone Idai na África Austral. De acordo com o embaixador, o desastre causado pelo ciclone ultrapassa a capacidade de resposta do país, e é urgente receber ajuda de outros países e organizações multilaterais.
O presidente da Eritreia, Isaias Afwerki, anunciou nesta quarta-feira (20/06) que enviará uma delegação para a vizinha Etiópia para as conversações de paz. A Eritreia tronou-se independente em 1993 após trinta anos de guerra de libertação contra a Etiópia. Em maio de 1998, uma disputa fronteiriça foi estopim para a eclosão de uma guerra convencional de grande intensidade entre os dois países. A guerra terminou em junho de 2000 com a vitória etíope e em dezembro, sob auspícios da OUA, ONU, União Europeia e EUA, foi assinado o Acordo de Paz de Argel, que determinava, entre outros termos, que a disputa de fronteiras fosse submetida a dois órgãos independentes e imparciais a serem indicados pelos Secretários Gerais da OUA e da ONU, bem como pelos dois países. O primeiro era a Comissão de Requerimento Eritreia-Etiópia, responsável por analisar as reivindicações quanto às perdas na guerra e o segundo, a Comissão de Fronteiras Eritreia-Etiópia (EEBC), composta por cinco membros – cabia a esta última demarcar os limites de acordo com os tratados coloniais de 1900, 1902 e 1908. Em abril de 2002, a EEBC decidiu sobre a demarcação da fronteira: a cidade de Badme ficaria no território Eritreu; a Etiópia recusou-se a aceita-lo, conduzindo a uma situação de impasse que permanece até hoje. No início desse mês, no entanto, o novo primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, anunciou que o país iria acatar a decisão da EEBC.
O governo do Marrocos anunciou nesta terça-feira (01/05) o rompimento de relações diplomáticas com o Irã, país ao qual acusa de armar e financiar, por meio do Hezbollah, combatentes da Frente Polisário. A organização luta pela independência do Saara Ocidental, ex-colônia espanhola cujo território é controlado pelo Marrocos desde 1975, apesar de diversos países terem reconhecido a independência. De acordo com o ministro de relações exteriores do Marrocos, Nasser Bourita, “existem provas e dados de que pelo menos um diplomata da embaixada do Irã na Argélia participou, durante pelo menos dois anos, como facilitador das relações entre Hezbollah e a Frente Polisário em ações destinadas a capacitar soldados separatistas saarauís em ações de guerrilha urbana e ataques contra o Reino do Marrocos”. Bourita negou que o rompimento tenha algo a ver com o conflito na Síria ou a situação no Oriente Médio em geral, e ressaltou que se deve a interesses estritamente bilaterais.