O Partido Patriótico Ginbot 7 (PG7) da Etiópia não sai menos de um ano depois de suas atividades terem sido regularizadas pela administração liderada pelo primeiro-ministro Abiy Ahmed. O grupo até julho de 2018 foi considerado uma organização terrorista pelo governo. O Parlamento votou a favor de atribuir esse rótulo ao grupo e a outros como a Frente de Libertação Oromo (OLF) e a Frente de Libertação Nacional de Ogaden (ONLF).
O presidente da Eritreia, Isaias Afwerki, anunciou nesta quarta-feira (20/06) que enviará uma delegação para a vizinha Etiópia para as conversações de paz. A Eritreia tronou-se independente em 1993 após trinta anos de guerra de libertação contra a Etiópia. Em maio de 1998, uma disputa fronteiriça foi estopim para a eclosão de uma guerra convencional de grande intensidade entre os dois países. A guerra terminou em junho de 2000 com a vitória etíope e em dezembro, sob auspícios da OUA, ONU, União Europeia e EUA, foi assinado o Acordo de Paz de Argel, que determinava, entre outros termos, que a disputa de fronteiras fosse submetida a dois órgãos independentes e imparciais a serem indicados pelos Secretários Gerais da OUA e da ONU, bem como pelos dois países. O primeiro era a Comissão de Requerimento Eritreia-Etiópia, responsável por analisar as reivindicações quanto às perdas na guerra e o segundo, a Comissão de Fronteiras Eritreia-Etiópia (EEBC), composta por cinco membros – cabia a esta última demarcar os limites de acordo com os tratados coloniais de 1900, 1902 e 1908. Em abril de 2002, a EEBC decidiu sobre a demarcação da fronteira: a cidade de Badme ficaria no território Eritreu; a Etiópia recusou-se a aceita-lo, conduzindo a uma situação de impasse que permanece até hoje. No início desse mês, no entanto, o novo primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, anunciou que o país iria acatar a decisão da EEBC.
O primeiro-ministro da Etíópia, Hailemariam Desalegn, renunciou o cargo e a presidência do partido governista, a Frente Democrática Revolucionária do Povo Etíope (EPRDF), nesta quinta-feira (15). O país enfrenta a uma semana protestos contra o governo nas regiões de Oromia e Amhara, onde vivem os principais grupos étnicos. Segundo fontes do governo, pelo menos 10 pessoas morreram e outras 11 ficaram feridas em enfrentamentos com as forças de segurança durante uma greve de três dias na região de Oromia. Nesta sexta-feira (16), o governo declarou situação de emergência. Desalegn assumiu o governo etíope após a morte do primeiro-ministro Meles Zenawi, em agosto de 2012. O vice-primeiro ministro, Demeke Mekonnen, deverá assumir o cargo até as eleições previstas para 2020.