Ferramentas de diagnóstico emergentes para detecção de COVID-19 – parte 3.

Terceira parte da série de posts sobre metodologias de diagnóstico inovadoras que estão sendo desenvolvidas para a COVID-19. O artigo original foi publicado na revista Biomedical Microdevices em 24 de novembro de 2020.

Junto com os testes baseados em ácido nucléico em andamento para detecção de COVID-19, a detecção baseada em proteína também pode atuar como um excelente complemento para uma melhor triagem em massa visando possibilitar medidas precoces em um local de atendimento.

Teste baseado em antígeno

Um teste de antígeno tem a capacidade de revelar se uma pessoa está atualmente infectada com um patógeno como o vírus SARS-CoV-2. Os testes de antígeno detectam principalmente proteínas ou glicanos, como as proteínas Spike encontradas na superfície do vírus SARS-CoV-2. Existem vários kits sendo desenvolvidos.

Ultimamente, uma consideração especial está sendo dada ao teste de antígeno de ponto de atendimento (realizado no local de atendimento do paciente) para detectar a pessoa infectada o mais cedo possível e diminuir as chances de transferência em massa do vírus. No entanto, foi relatado que a detecção baseada em antígeno por si só pode não ser eficaz na detecção de SARS-CoV-2.

Detecção baseada em anticorpos

As imunoglobinas incluem IgG, IgM, IgA, IgE e IgD e podem contribuir na detecção de doenças. O uso de proteínas para detecção é conhecido e adotado ao longo de décadas, mas recentemente o uso de anticorpos neutralizantes foi adotado para lutar contra o novo coronavírus. O anticorpo neutralizante tem como alvo a proteína spike do vírus. Considerando o fato de que os anticorpos neutralizantes têm grande potencial para combater as doenças, seu uso no diagnóstico de doenças pode ser um futuro próximo.

Com base neste conceito, vários testes foram desenvolvidos recentemente. Entre eles, houve o desenvolvimento de um imunoensaio de fluxo lateral de ponto de atendimento, rápido e simples, que pode detectar imunoglobulina M (IgM) e anticorpos IgG contra o vírus SARS-CoV -2 simultaneamente no sangue humano dentro de 15 min, tendo uma sensibilidade geral de teste de 88,66% e especificidade de 90,63%. Este ensaio combinado IgM-IgG resultaria em melhor utilidade e sensibilidade, ao contrário do teste de IgM ou IgG único.

Detecção de COVID-19 baseada em quimioluminescência

O imunoensaio com base quimioluminescente é uma modificação eficaz para superar as desvantagens do imunoensaio tradicional. Um imunoensaio quimioluminescente baseado em peptídeos para detectar IgG e IgM foi proposto para COVID-19. Ao combinar com a detecção de RT-PCR, este ensaio pode ajudar a aumentar a precisão do diagnóstico da infecção por SARS-CoV-2.

O domínio de ligação ao receptor altamente purificado (RBD) da proteína spike do SARS-CoV-2 foi usado para fazer um conjunto de kits de luminescência química para detectar a presença de IgA, IgM e IgG específicos para RBD. Os kits mostraram sensibilidades diagnósticas de 98,6%, 96,8% e 96,8% e especificidades de 98,1%, 92,3% e 99,8%, respectivamente.

QUANTA INOVAÇÃO! MAS NÃO PERCAM A CONTINUAÇÃO AMANHÃ.

FONTE: Emerging diagnostic tools for detection of COVID-19 and perspective. Verma, N.; Patel, D.; Pandya, A.. Biomed Microdevices ; 22(4):83, 2020.

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