Doenças negligenciadas, como a leishmaniose visceral endêmica, podem agravar a COVID-19.

Em carta ao editor da revista Medical Hypotheses, pesquisadores brasileiros reforçam que a possível relação entre doenças endêmicas negligenciadas, como a leishmaniose visceral (LV), e a pandemia de COVID-19 deveria ser investigada. No Brasil, várias vulnerabilidades, como falta de saneamento básico, moradias inadequadas, má-nutrição e endemismo de doenças crônicas negligenciadas, mantêm taxas elevadas de transmissão de COVID-19. Em 2018, a letalidade por LV alcançou 8% nas Américas Continue a ler.

Manaus pode ter atingido a imunidade de rebanho.

A imunidade de rebanho é correlacionada com a proporção da população que deve estar imunizada contra uma doença infecciosa, seja por infecção natural ou por vacinação, de tal forma que o número de novos casos diminui e o número reprodutivo fica abaixo de 1. Não existe um consenso em qual proporção da população deve ser infectada pelo SARS-CoV-2 para a imunidade de rebanho ser alcançada. O Brasil tem uma das epidemias de crescimento mais rápido no mundo, com o Amazonas sendo Continue a ler.

CIÊNCIA DA EXPERIMENTAÇÃO: TESTES CONTROLADOS ALEATORIAMENTE OU ESTUDOS OBSERVACIONAIS.

Contribuição do Dr. Carlos Eugenio Silva, do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da UFRGS. Você foi deixado no meio da floresta amazônica, num afluente do Rio Purus, para estudar bromélias associadas com palmeiras e “deu de cara” com uma grande quantidade delas mortas sobre as árvores, numa área de 2 km quadrados. O que fazer? Continuar a contabilizar e identificar as bromélias ou tentar investigar o que causou a mortandade desses vegetais? Da mesma maneira, Continue a ler.

Como pode uma pandemia afetar a hesitação em relação às vacinas?

A COVID-19 demonstra as vulnerabilidades do homem frente a doenças infecciosas emergentes. Devido à falta de tratamentos eficazes, a contenção do vírus é essencial até que vacinas estejam disponíveis. Pesquisadores de todo o mundo estão trabalhando duro e rápido para desenvolver vacinas contra a COVID-19. Mas uma vez que as vacinas estejam disponíveis, será que todo mundo irá querer ser vacinado? A vacinação envolve um equilíbrio entre a decisão individual de aceitar ou recusar Continue a ler.

Lâmpada germicida (220 nm) é eficaz para inativar o SARS-CoV-2.

Estudos mostraram que o SARS-CoV-2 pode permanecer viável por dias em superfícies. Também já foi demonstrada a contaminação de superfícies hospitalares pelo novo coronavírus. Os sistemas de desinfecção por luz ultravioleta (UV) têm sido amplamente usados em ambientes hospitalares como tentativa de diminuir a transmissão de patógenos e prevenir infecções. A maior parte desses sistemas usa lâmpadas germicidas que emitem radiação UVC em torno de 254 nm, porém é sabido que essa Continue a ler.

Você quer entender o que influenciou a disseminação da COVID-19 no Brasil? Parte 3: o efeito da dengue.

Foi observada uma irregularidade peculiar na evolução temporal da disseminação dos casos de COVID-19 pelas regiões brasileiras. Os pesquisadores notaram que alguns estados, como Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Bahia, reportaram seus casos iniciais durante o mês de março, mas tiveram um crescimento lento do número de casos de COVID-19 a partir daí. Isso aconteceu apesar desses estados serem cortados por grandes rodovias Continue a ler.

Você quer entender o que influenciou a disseminação da COVID-19 no Brasil? Parte 2: o efeito Bumerangue.

Apesar da distribuição dos casos de COVID-19 e óbitos estarem significativamente correlacionados, a distribuição das mortes não pode ser explicada apenas pela origem dos casos (cidades nas quais a pessoa foi originalmente infectada). Outro fator fundamental influenciou: a distribuição geográfica dos leitos de UTI no país. No Brasil, a maioria dos hospitais terciários (e, portanto, dos leitos de UTI) está localizada nas capitais dos estados e suas regiões metropolitanas, além de Continue a ler.

Você quer entender o que influenciou a disseminação da COVID-19 no Brasil? Parte 1: o efeito das rodovias e grandes cidades.

Pesquisadores brasileiros acabaram de publicar um artigo na plataforma de preprints medRixv (artigo ainda não avaliado pelos pares para publicação em uma revista científica), demonstrando como as rodovias, as cidades super-disseminadoras, a disponibilidade de hospitais e a dengue influenciaram a epidemia de COVID-19 no Brasil. Apenas seis meses após o primeiro relato de caso de COVID-19, em 26 de fevereiro de 2020, o Brasil atingiu mais de 4 milhões de casos e 125 mil mortes. Esses números, Continue a ler.

Recorrência de sintomas clínicos de COVID-19 em profissionais de saúde: uma série de casos no Brasil.

Autores brasileiros relataram a recorrência de sintomas compatíveis com COVID-19 em seis profissionais de saúde (quatro médicos) no Ceará, com resultados positivos no RT-PCR, que poderiam representar a ocorrência de reativação do vírus ou reinfecção. Os profissionais haviam se recuperado de um episódio de COVID-19, mas voltaram a apresentar sintomas da doença. Os casos ocorreram entre 16 de março e 9 de abril e todos foram confirmados por RT-PCR de amostras de naso e/ou orofaringe, coletadas Continue a ler.

Os desafios das arboviroses no Brasil.

Em editorial à revista Tropical Medicine and Infectious Disease, pesquisadores alertam sobre os principais desafios encarados pela população e autoridades de saúde pública no Brasil relativos às infecções por arbovírus, incluindo a ocorrência concomitante com a pandemia de COVID-19. Condições ambientais e ecológicas ótimas dão suporte à reprodução dos mosquitos vetores de arbovírus em muitos estados brasileiros. Quatro sorotipos de Dengue, Zika e Chikungunya são disseminados Continue a ler.