Quarta e última parte da série de posts sobre metodologias de diagnóstico inovadoras que estão sendo desenvolvidas para a COVID-19. O artigo original foi publicado na revista Biomedical Microdevices em 24 de novembro de 2020.
Nanotecnologia
Poucos avanços já foram feitos no campo de diagnóstico para COVID-19 usando nanotecnologia. Recentemente, o dispositivo de biossensor baseado em transistor de efeito de campo (FET) para detecção de SARS-CoV-2 foi desenvolvido. A plataforma de biossensor desenvolvida fez uso de FET revestido de grafeno contra proteína spike específica do vírus.
Ultimamente, a eletrônica inteligente surgiu como um campo potencial no desenvolvimento de métodos de detecção de infecções patogênicas. Doenças como câncer, H1N1, HIV e muitas outras foram detectadas com o uso de biossensores. Todos os tipos de biomoléculas, como aptâmeros, ácido nucleico, anticorpos e lipídios, são relatados como sendo detectados por meio de biossensores.
O desenvolvimento do analisador de respiração exalada com base em matriz híbrida de nanomaterial se mostrou preciso na diferenciação de pacientes COVID-19 ou outra infecção pulmonar relacionada. A integração de biossensores em uma tecnologia móvel pode ser o futuro do gerenciamento e detecção de doenças.
Outra aplicação da nanotecnologia na detecção de COVID-19 é o uso de nanopartículas magnéticas revestidas com grupos carboxila, que auxiliam na extração de RNA viral.
Os autores concluem que a necessidade do momento nesta pandemia é o desenvolvimento e o estabelecimento de uma ferramenta diagnóstica inovadora que seja fácil de usar, precisa, sensível e imediata.
FONTE: Emerging diagnostic tools for detection of COVID-19 and perspective. Verma, N.; Patel, D.; Pandya, A.. Biomed Microdevices ; 22(4):83, 2020.
