Atenção: este post é sobre um preprint, isto é, artigo ainda não foi avaliado para publicação em uma revista científica.
COVID-19 teve seu primeiro caso registrado no Brasil em fevereiro de 2020 e, desde então, o vírus se expandiu exponencialmente por todo o Brasil. Fatores diversos, como não obediência ao uso de máscaras, lavagem das mãos, uso de álcool a 70%, uma intensa discordância entre membros do governo sobre a prática do isolamento social, uma baixa adesão da população à quarentena, a superstição sobre o vírus infectar apenas pessoas com mais de 60 anos, a falta de compreensão da população sobre a doença ou a negação total de sua existência, o desmantelamento inicial dos poucos hospitais de campo existentes, entre outros, só aumentam as taxas de transmissão, o número de pacientes e, infelizmente, o número de mortes.
Com o uso de metodologias de análise filogenética e estrutura populacional, foi possível detectar a existência de um pequeno grau de semelhança entre os haplótipos do SARS-CoV-2 no Brasil. Todas as análises suportaram que os dados são uma confirmação que não há consenso na conservação do genoma SARS-CoV-2 no Brasil e, portanto, é seguro afirmar que a variabilidade genética do vírus é diferente em diferentes subconjuntos de regiões brasileiras.
Há necessidade urgente de aumento das ações de saúde pública, das estratégias de conscientização, de práticas de higiene e distanciamento social.
Fonte: SARS-CoV-2 in Brazil: analysis of molecular variance and genetic diversity in viral haplotypes found in the states of Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná and Tocantins. Rosane Maria de Albuquerque; Eduarda Doralice Alves Braz Da Silva; Dallynne Bárbara Ramos Venâncio; Robson da Silva Ramos; Pierre Teodósio Felix. bioRxiv preprint doi: https://doi.org/10.1101/2020.12.02.409037.
