Esse é o terceiro post da série sobre deficiência de vitamina e COVID-19. Hoje vamos falar da vitamina B.
O complexo de vitaminas B consiste em oito vitaminas (B1, B2, B3, B5, B6, B7, B9 e B12), importantes como coenzimas. Por exemplo, a vitamina B12 é uma das coenzimas mais complexas existente na natureza. A fonte de vitamina B12 é, principalmente, alimento de origem animal, portanto, sua suplementação é sugerida na dieta vegetariana/vegana. É frequente encontrar baixos níveis de vitamina B12 correlacionados a situações fisio-patológicas (gravidez, idade avançada, cirurgia bariátrica, doenças gastrointestinais, tratamentos medicamentosos e desnutrição relacionada à uremia).
O interesse no possível uso do complexo de vitaminas B em pacientes com COVID-19 é essencialmente baseado em dados indiretos. As vitaminas B são reconhecidas como estimulantes do sistema imunológico. Em especial, a vitamina B2, junto com a luz ultravioleta, diminuiu os títulos do coronavírus da MERS (Síndrome Respiratória do Oriente Médio) para níveis não detectáveis em estudos in vitro.
Em 27 de junho de 2020, existiam cinco testes clínicos registrados para avaliação da suplementação de vitamina B em pacientes infectados pelo SARS-CoV-2. Esses estudos tentam avaliar a suplementação com vitamina B em combinação com outros medicamentos.
FONTE: Vitamin deficiency as risk factor for SARS-CoV-2 infection: correlation with susceptibility and prognosis. A. ALLEGRA, A. TONACCI, G. PIOGGIA, C. MUSOLINO, S. GANGEMI. European Review for Medical and Pharmacological Sciences 2020; 24: 9721-9738.
