Como exatamente esse vírus veio parar no Brasil???

Pesquisadores brasileiros, junto com pesquisadores de várias outras nacionalidades, tentaram responder a esta pergunta. Neste artigo os autores analisaram dados de viagens aéreas a partir de 29 países que haviam reportado casos locais de COVID-19 até o dia 05 de março. Para estimar as viagens realizadas entre fevereiro e março de 2020, os autores usaram dados de viagens aéreas feitas no mesmo período em 2019. Com os dados coletados, estimaram o número de viajantes potencialmente infectados Continue a ler.

Mas, afinal, qual é o tempo de incubação do novo coronavírus antes dos sintomas da COVID-19 aparecerem?

Autores americanos e suíços analisaram informações sobre 181 casos confirmados de COVID-19 reportados entre 04 de janeiro e 24 de fevereiro de 2020. Todos os casos eram da China. Para cada caso, os autores anotaram a data da possível exposição ao vírus e do aparecimento dos sintomas. Com esses dados, fizeram estimativas sobre o tempo de incubação do vírus em pessoas que desenvolvem sintomas. O tempo médio de incubação para a maioria dos infectados sintomáticos foi estimado entre Continue a ler.

Ouviram falar da infecção de COVID-19 no navio de cruzeiro Diamond Princess, que ficou em quarentena no Japão? Pois bem, é um modelo para estudo de proporção de portadores assintomáticos do vírus.

Logo após a chegada ao Japão, o navio foi colocado em quarentena porque um de seus passageiros testou positivo para o SARS-CoV-2, vírus responsável pela COVID-19. O navio tinha 3.711 pessoas a bordo, entre passageiros e tripulantes. Foram realizados testes periódicos para detectar a presença do vírus em 3.063 pessoas, das quais 634 apresentaram resultados positivos até o final da quarentena. Os passageiros infectados eram provenientes de 28 países diferentes. Dos 634 casos confirmados, Continue a ler.

É verdade que pode ter reativação do vírus causador da COVID-19 após o paciente ter sido considerado curado?

Os autores chineses analisaram 55 pacientes que tiveram pneumonia causada pela COVID-19. Dos 55 pacientes, cinco apresentaram reativação do vírus após terem recebido alta do hospital, o que equivale a 9% dos pacientes. Esses cinco pacientes tiveram resultados positivos para a presença do vírus entre quatro a 17 dias após terem apresentado resultados negativos. Os cinco pacientes tinham idades entre 27 e 42 anos e nenhum tinha comorbidades (outras doenças associadas que são consideradas Continue a ler.

Será que mulheres grávidas precisam ter mais preocupação com a COVID-19 do que o resto da população?

Uma análise de 38 mulheres grávidas diagnosticadas com COVID-19 na China dá algumas dicas importantes sobre isso e tenta responder se o vírus pode ser transmitido da mãe para o feto, como já se sabe que ocorre em outras viroses. A idade das mães variou entre 26 e 40 anos e elas estavam no terceiro trimestre de gravidez quando desenvolveram a COVID-19. Nenhuma desenvolveu pneumonia severa ou foi a óbito. Apesar das mulheres terem parido 39 bebês (dois eram gêmeos), os pesquisadores Continue a ler.

Você já se perguntou quanto tempo uma pessoa com infecção assintomática pelo SARS-CoV-2 pode carrear o vírus?

Antes de mais nada, precisamos ter em mente que estamos aprendendo diariamente sobre esse vírus e a COVID-19. Estão começando a aparecer artigos na literatura científica, a maioria deles sobre casos chineses. Apesar da infecção em outros países poder ter características diferentes, a experiência chinesa é interessante para todos. Sabe-se que há um grande número de carreadores assintomáticos (pessoas que têm o vírus, mas não apresentam sintomas) e pessoas com sintomas leves, que Continue a ler.

Muito se tem falado sobre a transmissão do coronavírus de uma pessoa assintomática para seus familiares e contatos. Mas, afinal, isso já foi comprovado?

Começam a ser publicados estudos de casos chineses relatando a transmissão do vírus a partir de pessoas assintomáticas (sem sintomas) ou pré-sintomáticas (desenvolveram sintomas posteriormente). Em um desses estudos, foi analisada a transmissão em uma família de nove membros. Em 19 de janeiro de 2020, um casal (uma mulher de 58 anos e um homem de 60 anos) participou de um festival chinês. A mulher apresentou febre, fadiga e dor de cabeça em 24 de janeiro. No período entre o festival Continue a ler.

Já sabemos que devemos lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou usar álcool-gel, mas será que podemos fazer mais alguma coisa para nos proteger da COVID-19?

Autores chineses chamam a atenção para possíveis novas formas de contaminação. A transmissão da COVID-19 ocorre de pessoa para pessoa por vários meios, como inalação de gotículas respiratórias produzidas por alguém infectado e toque em superfícies infectadas (pele, objetos inanimados, etc), com posterior transferência do vírus para a boca, nariz ou olhos. A transmissão fecal-oral também deve ser considerada, já que o SARS-CoV-2 (vírus que causa a COVID-19) já foi detectado Continue a ler.

COVID-19 É TRANSMISSÍVEL ATRAVÉS DE FEZES CONTAMINADAS?

Cientistas mostraram que o vírus SARS-CoV-2 pode ser detectado em amostras de fezes mesmo depois de os pacientes não apresentarem mais sintomas e, em alguns casos, até cinco semanas após os testes de amostras respiratórias darem resultado negativo. Também há relatos de casos de pacientes com sintomas em que apenas o teste fecal acusou a presença do vírus. Visto que o vírus da COVID-19 pode permanecer viável no ambiente, seria possível se infectar através do contato com fezes contaminadas? Saiba Continue a ler.