O que o receptor ACE2 pode nos dizer acerca da capacidade eficiente de transmissão do SARS-CoV-2 entre os seres humanos?

O tropismo do SARS-CoV-2 pelo sistema respiratório é sustentado pelo acoplamento do vírus à proteína ACE2, que é o receptor para a entrada da partícula viral na célula. A ACE2 é expressa nas células epiteliais respiratórias e de outros órgãos, e a interação vírus – célula hospedeira é mediada pela proteína da espícula (Spike – S), presente nos coronavírus. Essa família de vírus usa diferentes partes da proteína S para interagir com receptores específicos nas células Continue a ler.

Qual o papel das publicações científicas na pandemia de COVID-19?

A atual pandemia de COVID-19 tem levantado várias questões, como a identificação dos indivíduos infectados, implementação de medidas não farmacológicas, tratamentos e vacinas. Uma questão que tem recebido menos atenção é a necessidade de dados científicos acurados e confiáveis, além de sua rápida disseminação. Atualmente, nós temos uma situação em que a motivação política e a voz dos influenciadores digitais não asseguram a informação científica acurada. A promoção Continue a ler.

Será que o acompanhamento de pacientes recuperados da COVID-19 é necessário?

No meio de abril, quando o artigo que estamos comentando foi escrito, a Organização Mundial da Saúde declarava 1.914.916 casos de COVID-19, dos quais 501.758 haviam se recuperado. Sabe-se que cerca de metade dos pacientes recuperados de infecções brandas podem ainda carrear o SARS-CoV-2. Cientistas sugeriram o acompanhamento dos pacientes curados com realização de testes para detecção do RNA viral. Uma proporção significativa de pacientes que sobrevivem à COVID-19 pode ter problemas Continue a ler.

O que será que vai acontecer na Europa?

Existem muitos estudos na literatura sobre a disseminação da COVID-19 na China, mas a Europa se tornou o epicentro da pandemia logo em seguida. A taxa de mortalidade na China foi de 4%, contra 13% na Itália, 11% na Espanha e 15% na França. Analisando dados correspondentes ao período de 21 de fevereiro a 15 de abril de 2020 por modelagem matemática, estimou-se a tendência de disseminação da doença nesses países. Esses dados são cruciais para a alocação de recursos médicos e regulação Continue a ler.

Pesquisadores relatam que a temperatura altera a transmissão da COVID-19 em cidades brasileiras.

Uma questão muito importante sobre a disseminação da COVID-19 é se os fatores climáticos permitem uma maior expansão do vírus. A maioria dos estudos com essa abordagem foi realizada em países não tropicais. O território brasileiro permite a comparação entre regiões com clima quente e regiões temperadas. Para tanto, os autores brasileiros correlacionaram as temperaturas médias anuais e o número de casos confirmados de COVID-19 em 27 capitais brasileiras entre 27 de janeiro e 01 de Continue a ler.

Será mesmo que a COVID-19 não traz riscos maiores para mulheres grávidas?

Sabe-se que as mulheres grávidas possuem adaptações imunológicas necessárias para tolerar o feto durante a gestação, predispondo as gestantes a infecções virais. Nas pandemias de influenza H1N1 de 2009 e SARS em 2002/2003, foi visto que as grávidas tinham maior risco de pneumonia severa, necessidade de ventilação mecânica e óbito em comparação com mulheres não gestantes em idade reprodutiva. Pesquisadores chineses compararam o curso clínico da COVID-19 em 28 mulheres grávidas Continue a ler.

Será que a obesidade é o calcanhar de Aquiles da COVID-19?

Até o momento não existem dados na literatura reportando que pessoas com obesidade possuem maior risco de contrair COVID-19. Porém, a obesidade é um fator conhecido de aumento de risco de desenvolvimento de formas severas de falência respiratória. No Reino Unido foi observado que 72,1% dos pacientes confirmados com COVID-19 estavam acima do peso ou eram obesos. A obesidade representa um estado de inflamação crônica que contribui para o aparecimento de doenças metabólicas e torna o Continue a ler.

Infecção intestinal por SARS-CoV-2 faz pacientes retornarem ao hospital após o quadro de pneumonia ter resolvido.

Apesar da maioria dos estudos sobre a COVID-19 focar no sistema respiratório, pesquisadores chineses alertam que o sistema digestório é o principal órgão infectado em alguns pacientes de COVID-19. O receptor ACE2, que o SARS-CoV-2 usa para entrar nas células, está presente em células intestinais. Os autores relatam os casos de três pacientes que haviam recebido alta hospitalar, mas foram readmitidas devido à persistência de infecção intestinal. Caso 1: Uma mulher de 41 anos Continue a ler.

Você sabe qual é a acurácia (exatidão) dos testes para COVID-19 disponíveis no Brasil?

Pesquisadores brasileiros avaliaram a acurácia de 16 testes comerciais para COVID-19 disponíveis no Brasil, registrados no portal da ANVISA, analisando as informações fornecidas pelos fabricantes. Os 16 testes foram classificados em testes para detecção de anticorpos IgM/IgG (11 testes), detecção de RNA viral (3 testes) ou detecção de antígenos do SARS-CoV-2 (2 testes). Os testes de detecção do RNA viral por RT-qPCR (PCR em tempo real) são o padrão-ouro para diagnóstico de COVID-19 Continue a ler.

Depois que o furacão passa, fica mais fácil entender a pandemia…

Cientistas chineses estabeleceram um método para estimar as taxas instantâneas de mortalidade (número de mortos dividido pelo número de casos confirmados) e de cura (número de curados dividido pelo número de casos confirmados) para a COVID-19. Eles coletaram informações de mais de 82 mil casos registrados pelas autoridades chinesas e avaliaram curas e óbitos em relação à data do diagnóstico. Os primeiros casos confirmados na China foram em 08 de dezembro de 2019. O percentual de Continue a ler.