O que o receptor ACE2 pode nos dizer acerca da capacidade eficiente de transmissão do SARS-CoV-2 entre os seres humanos?

O tropismo do SARS-CoV-2 pelo sistema respiratório é sustentado pelo acoplamento do vírus à proteína ACE2, que é o receptor para a entrada da partícula viral na célula. A ACE2 é expressa nas células epiteliais respiratórias e de outros órgãos, e a interação vírus – célula hospedeira é mediada pela proteína da espícula (Spike – S), presente nos coronavírus.

Essa família de vírus usa diferentes partes da proteína S para interagir com receptores específicos nas células hospedeiras, sendo que uma pequena parte dessa proteína é crítica para que haja a interação entre o SARS-CoV-2 e o receptor ACE2. A sequência da proteína S do SARS-CoV-2 faz com que haja grande afinidade entre o vírus e o receptor ACE2, explicando parcialmente porque o vírus tem transmissão tão eficiente entre humanos.

Após a entrada do vírus na célula hospedeira, a expressão da ACE2 é diminuída, resultando em aumento dos mecanismos de estresse oxidativo, permeabilidade celular e acúmulo de fluidos extra-alveolares. Pesquisas já realizadas demonstram que ACE2 não é inibida por inibidores de proteínas ACE, mas a administração de ativadores de ACE2 antagoniza a tempestade de citocinas.

Existe evidência suficiente para apontar que uma das principais batalhas nessa guerra contra a COVID-19 será realizada em nível da proteína ACE2.  

FONTE: Severe respiratory SARS-CoV2 infection: Does ACE2 receptor matter? Perrotta F, Matera MG, Cazzola M, Bianco A. Respir Med. 2020 Apr 25;168:105996. doi: 10.1016/j.rmed.2020.105996.

Qual o papel das publicações científicas na pandemia de COVID-19?

A atual pandemia de COVID-19 tem levantado várias questões, como a identificação dos indivíduos infectados, implementação de medidas não farmacológicas, tratamentos e vacinas. Uma questão que tem recebido menos atenção é a necessidade de dados científicos acurados e confiáveis, além de sua rápida disseminação.

Atualmente, nós temos uma situação em que a motivação política e a voz dos influenciadores digitais não asseguram a informação científica acurada. A promoção pelas mídias sociais de medidas pouco acuradas e sem suporte leva à desinformação e pode ter impacto negativo na pandemia. O dano causado pela promoção de terapias sem evidência é incalculável.

O número de tentativas clínicas para suportar com evidências o tratamento da COVID-19 é enorme. Os resultados dessas tentativas estão sendo publicados quase imediatamente após obtidos. Muitas editoras liberaram o pagamento de taxas pelos autores e leitores, e portais relacionados à COVID-19 foram criados.

Uma das lições da atual pandemia é que os dados científicos precisam ser transferidos dos pesquisadores para os médicos o mais rápido possível. A rapidez da investigação científica e da disseminação dos resultados pelos canais de publicação científica têm sido admiráveis.

VAMOS VALORIZAR A CIÊNCIA! DIVULGUEM APENAS INFORMAÇÕES COM SUPORTE CIENTÍFICO. A DIVULGAÇÃO DE FAKE NEWS E INFORMAÇÕES NÃO COMPROVADAS CIENTIFICAMENTE É ALTAMENTE PREJUDICIAL.

FONTE: The Role of Scientific Publishing in the SARS-CoV-2 Pandemic. DeVane CL. Pharmacotherapy. 2020 May 4. doi: 10.1002/phar.2402.

Será que o acompanhamento de pacientes recuperados da COVID-19 é necessário?

No meio de abril, quando o artigo que estamos comentando foi escrito, a Organização Mundial da Saúde declarava 1.914.916 casos de COVID-19, dos quais 501.758 haviam se recuperado. Sabe-se que cerca de metade dos pacientes recuperados de infecções brandas podem ainda carrear o SARS-CoV-2. Cientistas sugeriram o acompanhamento dos pacientes curados com realização de testes para detecção do RNA viral.

Uma proporção significativa de pacientes que sobrevivem à COVID-19 pode ter problemas de saúde após a recuperação, podendo exibir infecções no trato digestório, rins, coração, cérebro, olhos e pulmões. Após a recuperação, esses pacientes deveriam ter cuidado acerca de seu estado de saúde e fazer check-ups regulares para detectar complicações em outros órgãos, além de acompanhamento para avaliação de eventuais problemas psicológicos resultantes do trauma experimentado.

Os autores fazem várias recomendações para acompanhamento dos pacientes recuperados da COVID-19 e suas famílias, incluindo monitorar sinais e sintomas da doença, testar a presença de RNA viral, evitar fumo e álcool e praticar exercícios físicos.

NÃO ABANDONEMOS NOSSOS ENTES QUERIDOS QUE SE RECUPERARAM. VAMOS CONTINUAR CUIDANDO DELES.

FONTE: Follow-up studies in COVID-19 recovered patients – is it mandatory? Balachandar V, Mahalaxmi I, Subramaniam M, Kaavya J, Senthil Kumar N, Laldinmawii G, Narayanasamy A, Janardhana Kumar Reddy P, Sivaprakash P, Kanchana S, Vivekanandhan G, Cho SG. Sci Total Environ. 2020 Apr 27;729:139021. doi: 10.1016/j.scitotenv.2020.139021.

O que será que vai acontecer na Europa?

Existem muitos estudos na literatura sobre a disseminação da COVID-19 na China, mas a Europa se tornou o epicentro da pandemia logo em seguida. A taxa de mortalidade na China foi de 4%, contra 13% na Itália, 11% na Espanha e 15% na França. Analisando dados correspondentes ao período de 21 de fevereiro a 15 de abril de 2020 por modelagem matemática, estimou-se a tendência de disseminação da doença nesses países. Esses dados são cruciais para a alocação de recursos médicos e regulação de atividades produtivas.

Especialmente na Itália, o número de pacientes infectados desde 21 de fevereiro seguiu uma curva exponencial. Apesar do número total de casos confirmados ainda estar aumentando, a incidência de novos casos vem diminuindo. Essa tendência de diminuição também é vista para a Espanha. Por outro lado, não foi observada tendência de decréscimo de novos casos na França.

De uma maneira geral, se o vírus não sofrer mutações, é esperado que o número de casos atinja um platô. Os resultados desse estudo podem auxiliar as autoridades políticas e de saúde a planejar a distribuição adequada de recursos.

FONTE: Estimation of COVID-19 prevalence in Italy, Spain, and France. Ceylan Z. Sci Total Environ. 2020 Apr 22;729:138817. doi: 10.1016/j.scitotenv.2020.138817.

Pesquisadores relatam que a temperatura altera a transmissão da COVID-19 em cidades brasileiras.

Uma questão muito importante sobre a disseminação da COVID-19 é se os fatores climáticos permitem uma maior expansão do vírus. A maioria dos estudos com essa abordagem foi realizada em países não tropicais. O território brasileiro permite a comparação entre regiões com clima quente e regiões temperadas. Para tanto, os autores brasileiros correlacionaram as temperaturas médias anuais e o número de casos confirmados de COVID-19 em 27 capitais brasileiras entre 27 de janeiro e 01 de abril de 2020.

Com os dados, foram feitas análises de modelagem matemática e os resultados demonstraram que o aumento da temperatura teve um efeito negativo no número de casos de COVID-19 confirmados, com um maior número de casos em temperaturas mais baixas. Porém, em temperaturas acima de 25ºC, houve estabilização da curva de casos confirmados, o que sugere que a COVID-19 pode não desaparecer com a chegada dos meses mais quentes.

E ESTAMOS INDO PARA O INVERNO…

FONTE: Temperature significantly changes COVID-19 transmission in (sub)tropical cities of Brazil. Prata DN, Rodrigues W, Bermejo PH. Sci Total Environ. 2020 Apr 25;729:138862. doi: 10.1016/j.scitotenv.2020.138862.

Será mesmo que a COVID-19 não traz riscos maiores para mulheres grávidas?

Sabe-se que as mulheres grávidas possuem adaptações imunológicas necessárias para tolerar o feto durante a gestação, predispondo as gestantes a infecções virais. Nas pandemias de influenza H1N1 de 2009 e SARS em 2002/2003, foi visto que as grávidas tinham maior risco de pneumonia severa, necessidade de ventilação mecânica e óbito em comparação com mulheres não gestantes em idade reprodutiva.

Pesquisadores chineses compararam o curso clínico da COVID-19 em 28 mulheres grávidas e 54 mulheres não gestantes em idade reprodutiva. A intenção era verificar se havia diferença entre os dois grupos e se havia transmissão do vírus para o bebê (transmissão vertical). Foram avaliados os seguintes parâmetros: severidade da doença, tempo de desaparecimento do vírus (clearance), tempo de hospitalização e potencial de transmissão vertical. Vinte e duas grávidas entraram em parto, a maioria por cesariana.

Os pesquisadores concluíram que as mulheres gestantes tiveram o mesmo curso clínico das que não estavam grávidas e que não houve evidência de transmissão de COVID-19 para os bebês, mesmo quando foi realizado parto normal. Porém, os autores alertam que todas as gestantes analisadas foram infectadas pelo SARS-CoV-2 no final da gestação, portanto, não é possível avaliar o potencial de transmissão vertical do vírus nos primeiros meses de gravidez.

PORTANTO, TODO CUIDADO É POUCO. VAMOS NOS PREVENIR.

FONTE: Coronavirus disease 2019 in pregnancy  Qiancheng X, Jian S, Lingling P, Lei H, Xiaogan J, Weihua L, Gang Y, Shirong L, Zhen W, GuoPing X, Lei Z, The sixth batch of Anhui medical team aiding Wuhan for COVID-19, international Journal of Infectious Diseases (2020), doi: https://doi.org/10.1016/j.ijid.2020.04.065

Será que a obesidade é o calcanhar de Aquiles da COVID-19?

Até o momento não existem dados na literatura reportando que pessoas com obesidade possuem maior risco de contrair COVID-19. Porém, a obesidade é um fator conhecido de aumento de risco de desenvolvimento de formas severas de falência respiratória. No Reino Unido foi observado que 72,1% dos pacientes confirmados com COVID-19 estavam acima do peso ou eram obesos.

A obesidade representa um estado de inflamação crônica que contribui para o aparecimento de doenças metabólicas e torna o sistema imunológico mais vulnerável a infecções e menos responsivo à vacinação e medicações antimicrobianas, incluindo os antivirais. Sabe-se que a obesidade atrapalha a memória do sistema imunológico em relação ao vírus da influenza.

As comorbidades associadas à obesidade podem representar um fator de risco adicional para complicações da COVID-19. Obesos muitas vezes sofrem de broncopatia obstrutiva crônica, asma, síndrome de hipoventilação, apnea durante o sono e anomalias mecânicas associadas ao excesso de gordura abdominal e torácica que podem resultar em complicações respiratórias.

A inflamação crônica devido à obesidade contribui para o aumento de risco de trombose. Além disso, a obesidade é associada à alteração da microbiota intestinal, que está envolvida na regulação do sistema imunológico do hospedeiro e na proteção a infecções. Finalmente, a falta de UTIs desenhadas para acomodar pacientes com obesidade severa, as dificuldades para intubação e inserção de cateteres pioram o prognóstico para pacientes obesos com COVID-19.   

ALÉM DESSES FATORES, A POUCA ATIVIDADE FÍSICA E HÁBITOS ALIMENTARES RUINS TENDEM A TORNAR OS INDIVÍDUOS OBESOS UM GRUPO DE RISCO PARA COMPLICAÇÕES DA COVID-19.

FONTE: Obesity: the “Achilles heel” for COVID-19? Muscogiuri G, Pugliese G, Barrea L, Savastano S, Colao A. Metabolism. 2020 Apr 27:154251. doi: 10.1016/j.metabol.2020.154251.

Infecção intestinal por SARS-CoV-2 faz pacientes retornarem ao hospital após o quadro de pneumonia ter resolvido.

Apesar da maioria dos estudos sobre a COVID-19 focar no sistema respiratório, pesquisadores chineses alertam que o sistema digestório é o principal órgão infectado em alguns pacientes de COVID-19. O receptor ACE2, que o SARS-CoV-2 usa para entrar nas células, está presente em células intestinais.

Os autores relatam os casos de três pacientes que haviam recebido alta hospitalar, mas foram readmitidas devido à persistência de infecção intestinal.

Caso 1: Uma mulher de 41 anos apresentou congestão nasal, febre, fadiga, dor de cabeça e diarreia (fezes líquidas 5 a 6 vezes por dia) e foi confirmada com COVID-19. Com a piora dos sintomas, a paciente foi internada. Os sintomas melhoraram e amostras de suábe de garganta foram negativas para o SARS-CoV-2 nos dias 24 e 26 após o início dos sintomas. A paciente recebeu alta no dia 28, porém, um dia após, a paciente retornou com febre, fadiga e diarreia líquida. Suábes de garganta foram negativos para o vírus nos dias 29, 35 e 40, porém amostras de fezes deram resultado positivo para a presença do vírus nos dias 31 e 36. No dia 40 as amostras de fezes apresentaram resultado negativo para o vírus e todos os sintomas melhoraram. A paciente recebeu alta e sua evolução foi acompanhada por contato telefônico.

Caso 2: Uma mulher de 30 anos apresentou diarreia líquida (2 a 3 vezes por dia) sete dias após fazer uma cesariana. Ela relatou febre com tosse seca e o suábe da garganta foi positivo para o vírus. Os sintomas se resolveram no dia 13. Os suábes de garganta foram negativos nos dias 15 e 16 e a paciente ficou aguardando a alta. No dia 18 a paciente reportou fadiga. Suábes de garganta e amostras do leite materno foram negativas para o vírus, porém amostras de fezes permaneceram positivas durante todo o tempo.

Caso 3: Uma mulher de 24 anos apresentando febre, congestão nasal, tosse, fadiga, anorexia e perda de olfato foi confirmada com COVID-19. Sua temperatura voltou ao normal no dia 24 e os sintomas melhoraram gradualmente. Os suábes de garganta foram negativos para o vírus nos dias 26 e 28, enquanto as amostras de fezes deram positivas, apesar de não haver nenhum sintoma digestivo. A paciente recebeu alta no dia 31 e, um dia após, retornou com febre, náusea, vômito e diarreia líquida (5 vezes por dia). Os suábes de garganta foram negativos, mas as amostras fecais tiveram resultado positivo para o vírus.

FONTE: Persistence of intestinal SARS-CoV-2 infection in patients with COVID-19 leads to re-admission after pneumonia resolved. Wang X, Zhou Y, Jiang N, Zhou Q, Ma WL. Int J Infect Dis. 2020 Apr 27. pii: S1201-9712(20)30279-4. doi: 10.1016/j.ijid.2020.04.063.

Você sabe qual é a acurácia (exatidão) dos testes para COVID-19 disponíveis no Brasil?

Pesquisadores brasileiros avaliaram a acurácia de 16 testes comerciais para COVID-19 disponíveis no Brasil, registrados no portal da ANVISA, analisando as informações fornecidas pelos fabricantes. Os 16 testes foram classificados em testes para detecção de anticorpos IgM/IgG (11 testes), detecção de RNA viral (3 testes) ou detecção de antígenos do SARS-CoV-2 (2 testes).

Os testes de detecção do RNA viral por RT-qPCR (PCR em tempo real) são o padrão-ouro para diagnóstico de COVID-19 e demonstraram elevada acurácia, porém essa técnica requer laboratórios certificados, equipamentos caros e técnicos treinados. Os testes de detecção de antígenos virais também demonstraram acurácia elevada.

Nos testes para detecção de anticorpos, a presença de IgM é normalmente interpretada como indicador de infecção aguda, enquanto IgG representa uma infecção prévia ou imunidade. Há uma lacuna de tempo entre o início da infecção e o aparecimento de anticorpos, fazendo com que esses testes tenham um alto índice de resultados falso-negativos quando as amostras são obtidas nos primeiros dias de infecção. A taxa de resultados falso-negativos dos testes para detecção de anticorpos ficou entre 10 e 44%. Por outro lado, estes testes podem ajudar a entender o nível de infecção da população e o papel das infecções assintomáticas porque são rápidos e baratos.

A análise demonstrou a acurácia dos testes registrados pela ANVISA, porém os pesquisadores alertam que os testes foram validados com um número muito pequeno de amostras. Além disso, eles podem apresentar reatividade cruzada com outros coronavírus. Os autores concluem que estudos para avaliação da performance dos testes para COVID-19 na população brasileira são urgentemente necessários.

FONTE: COVID-19: a meta-analysis of diagnostic test accuracy of commercial assays registered in Brazil. Castro R, Luz PM, Wakimoto MD, Veloso VG, Grinsztejn B, Perazzo H. Braz J Infect Dis. 2020 Apr 18. pii: S1413-8670(20)30029-5. doi: 10.1016/j.bjid.2020.04.003.

Depois que o furacão passa, fica mais fácil entender a pandemia…

Cientistas chineses estabeleceram um método para estimar as taxas instantâneas de mortalidade (número de mortos dividido pelo número de casos confirmados) e de cura (número de curados dividido pelo número de casos confirmados) para a COVID-19. Eles coletaram informações de mais de 82 mil casos registrados pelas autoridades chinesas e avaliaram curas e óbitos em relação à data do diagnóstico.

Os primeiros casos confirmados na China foram em 08 de dezembro de 2019. O percentual de casos novos confirmados diariamente ficou acima de 50% entre 18 e 26 de janeiro e depois decaiu. Os casos de cura na China iniciaram em 03 de janeiro de 2020 e atingiram o pico no final de fevereiro.

Houve um aumento no número de casos confirmados acumulados entre janeiro e fevereiro, com estabilização a partir de março. O aumento no número de casos de cura acumulados se iniciou no meio de janeiro, acelerou em fevereiro e março, estabilizando no final de março. Em relação à curva de óbitos acumulados, houve um aumento em janeiro com aceleração na primeira metade de fevereiro, seguida por desaceleração ainda em fevereiro e estabilização a partir de março.

O tempo médio entre o diagnóstico e a cura foi de 15 dias, enquanto o tempo médio entre o diagnóstico e o óbito (nos casos que foram a óbito) foi de cerca de 9 dias.

Observando os dados de cura e óbito ao longo da pandemia (taxas instantâneas, como os autores denominaram), a taxa de cura foi de 95% no início de janeiro, declinou a 85,5% no final de janeiro, aumentou lentamente e estabilizou em cerca de 96% em 07 de abril. A taxa de mortalidade instantânea foi menor que 10% de 01 a 13 de janeiro, aumentou para 14,6% em 17 de janeiro, declinou gradualmente e estabilizou em 4,2% em 07 de abril.   

ESSES DADOS DÃO UMA IDEIA DO QUE IRÁ OCORRER CONOSCO.

FONTE: Estimating instant case fatality rate of COVID-19 in China. Mi Y-n, Huang T-t, Zhang J-x, Qin Q, Gong Y-x, Liu S-y, Xue H-m, Ning C-h, Cao L, Cao Y-x, International Journal of Infectious Diseases (2020), doi: https://doi.org/10.1016/j.ijid.2020.04.055